PHOENIX

Cartaz do filme PHOENIX
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Opinião

É do diretor Christian Petzold também Barbara, outro filme que carrega um suspense intenso, um mistério sutil, longe de ser óbvio. Situa-se nas sequelas do pós-guerra, dos sobreviventes do Holocausto, mas tem um tom distinto. Até o final eu fiquei me perguntando quem era aquela personagem. Aliás, ela também se fazia a mesma pergunta. Desfigurada pelos horrores vividos nos campos de concentração, tem o rosto reconstituído, mas já não se reconhece. Nem por dentro e nem por fora. No fim, Phoenix é sobre isso: o encontro do passado e do futuro, porque o presente está sempre em suspenso.

E essa é a parte difícil que a atriz alemã Nina Hoss, também nos ótimos Barbara e O Homem mais Procurado, consegue transmitir com maestria. Sombria e misteriosa ao tempo todo, me deixou sempre na expectativa de uma surpresa nos acontecimentos, na personalidade, nas relações. Depois de recuperada, seu único contato é uma velha amiga, que quer levá-la para a Palestina para recomeçar a vida. Ela insiste em procurar o marido nos escombros de Berlim, que também sobreviveu, mas que ela desconfia ter sido o delator e traidor responsável por sua prisão.

Não vale a pena entrar em mais detalhes, porque a história vai crescendo na mesma medida em que sua personagem, Nelly, vai ganhando corpo e confiança com seu novo rosto. O desfecho é surpreendente, assim como surpreende a sutileza dos detalhes e olhares. Os sentimentos são sempre latentes, impulsivos. E não tem como não ser atingido pelo misto de esperança e desconfiança que é essa nova Nelly.

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