O CÂNTICO DOS NOMES – The Song of Names

Cartaz do filme O CÂNTICO DOS NOMES – The Song of Names

Opinião

O CÂNTICO DOS NOMES diz respeito a uma canção específica que vai falar do holocausto judeu. Cantar para não esquecer é a solução encontrada e será a cena mais emocionante deste filme, ao desatarmos o nó da narrativa, entendermos o que movimenta os personagens numa trajetória que se extende por décadas.

Dovidi Rapoport (Clive Owen, adulto) é judeu polonês e toca violino como ninguém. Antes da Segunda Guerra, viaja com sei pai pra Inglaterra, que vê ali uma oportunidade de o filho estudar música e desenvolver uma carreira. Dovidi fica em Londres e passa a viver com a família de Martin Simmonds (Tim Roth, adulto). A guerra estoura e Rapoport fica em Londres definitivamente.

Os meninos são criados como irmãos e, aos 21 anos, Dovidi vai se apresentar em seu primeiro concerto. A expectativa é grande, mas ele não aparece. É em torno desse sumiço que o filme vai rolar, cheio de flashbacks pra nos situar no passado.

Sim, porque é no futuro, quando Dovidi e Martin já são adultos, que a busca vai acontecer. Martin não sossega até descobrir o que aconteceu com o amigo. Sempre permeado pela narrativa do passado, alinhavando os argumentos que constroem a trajetória dos personagens, temos a música como pano de fundo pra construção da pessoa que Dovidi se torna.

Porém, mais importante do que a música e a valorização da cultura, da arte e da educação, é o apreço pela tradição judaica, pelo sentido da religiosidade diante dos holocaustos por que o povo judeu passou em toda a sua história. É diante disso que o cântico – aquele, da cena mais emocionante – ganha seu significado mais profundo de pertencimento. Nele está a necessidade de lembrar sempre pra não esquecer. E não se repetir.

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