CONGO BOY
Opinião
Robert tem o sonho de se lançar na concorrida carreira musical, mas a vida de refugiado não dá moleza. Nascido na República Democrática do Congo, teve que fugir com a família para a República Centro-Africana e lá vive como refugiado cuidando dos quatro irmãos menores. Os pais estão presos e as dificuldades são imensas para conseguir sobreviver.
Mas não pense que CONGO BOY é sobre escassez. História real do diretor Rafiki Fariala, conta como foi possível não só passar pelas dificuldades, mas também persistir na busca pelo sonho — apesar de seu pai insistir que o futuro seria a medicina. Muito mais do que vitimizar o refugiado pela sua precariedade, o diretor investe na afetividade e na possibilidade de a arte ser a ponte para uma vida alegre e digna. É um daqueles filmes que nos colocam em contato com culturas e realidades distantes, mas que humanizam o personagem de uma maneira tão singela que a empatia (e a torcida) são imediatas.

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