COMO NÃO PERDER ESSA MULHER – Don Jon

Cartaz do filme COMO NÃO PERDER ESSA MULHER – Don Jon
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Opinião

Com tanto filme entrando em cartaz nesse fim de semana, Como Não Perder Essa Mulher tem um ponto importante que chama a atenção. Claro que o fato de ter um elenco estrelar, capitaneado por Scarlett Johansson (também em Vicky Cristina Barcelona, Encontros e Desencontros, Match Point) e Julianne Moore, já é um bom chamariz – e elas fazem a diferença, realmente. Mas o que me pegou foi a temática, que vai além de um personagem viciado em filmes pornôs. Entra no campo do bombardeio das imagens, do culto à beleza física, da valorização das relações superficiais e do prazer imediatista. Soa familiar?

Mas não se assuste, que não é filme com lição de moral. Pelo contrário, o filme tem toques de humor. O personagem de Joseph Gordon-Levitt (também no ótimo 500 Dias Com Ela), que estreia como diretor e roteirista neste filme, é um sujeito que se acha o máximo, cultua o corpo, os amigos, as mulheres e principalmente os filmes pornôs. Não se envolve com ninguém de verdade (para desespero da sua mãe, que é ótima personagem) e nem se imagina fazendo isso.

Até que a beldade do momento, Barbara (Scarlett Johansson, eleita recentemente a mais sexy do mundo pela revista Esquire), surge na sua vida, não se entrega logo de cara e ele fica, literalmente, louco por ela. A rotina chega, até com Barbara, e seu vício põe tudo a perder. Será? A madura Esther (Julianne Moore, também em Magnólia, As Horas, Minhas Mães e Meu Pai) chega para fazer o contrapeso e pontuar o que vem a ser um relacionamento de verdade.

É filme para adulto, que fique bem claro. E toca nesse ponto que permeia a atualidade. Relações, ou melhor, contatos vazios, fulminantes, que já começam com data para acabar. Com o bombardeio de imagens e ícones em todas as mídias diariamente, salva-se quem quer, de fato, investir em algo que vá um pouco mais longe.

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