MARGUERITE

Cartaz do filme MARGUERITE

Opinião

“Diva do grito” não é lá um apelido apropriado para alguém que se apresenta no Carnegie Hall, com ingressos esgotados. Mas assim era chamada a excêntrica baronesa norte-americana Florence Foster Jenkins, inspiração para a criação da personagem Marguerite, encenada por Catherine Frot (também em Os Sabores do Palácio e O Reencontro).

Embora Florence tenha vivido entre 1868 e 1944, o filme se passa na década de 1920, em Paris. Ela canta e canta muito mal – desperta nas pessoas um misto de compaixão, carinho, vergonha alheia, piedade. Com elegância e sutileza, aliada à bonita direção de arte, Marguerite tem um tom humano de alguém que tem qualidades e defeitos como todos nós.

Ao mesmo tempo que Marguerite foi lançado, outro filme sobre essa cantora também apareceu no mercado, com Meryl Streep e Hugh Grant – Florence: Quem é essa mulher?, de Stephen Frears, que é mais fiel à história original.

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