SINFONIA DE UM HOMEM COMUM

Cartaz do filme SINFONIA DE UM HOMEM COMUM
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Opinião

_ 27º É TUDO VERDADE

Se você não se lembra do que saiu na mídia na época, há 20 anos, assista a SINFONIA DE UM HOMEM COMUM. José Bustani, diplomata e primeiro diretor-geral da Organização de Proibição de Armas Químicas (braço da ONU) entre 1997 e 2002, é o retrato da guerra de narrativas que vemos acontecer, delineando e definindo os conflitos geopolíticos no mundo.

Um pouco antes do ataque às Torres Gêmeas em 2001, sua equipe de especialistas já tinha provado que o Iraque não tinha armas químicas. Mas o 11 de setembro desestabiliza o mundo, os EUA precisam de uma justificativa pra invadir o Iraque e está aramado o circo da mentira. Bustani é encurralado, forçado a se demitir, mas resiste alegando que estaria sendo incoerente e incorreto.

SINFONIA DE UM HOMEM COMUM se refere à paixão de Bustani pela música, a que se dedica depois que se aposentou. De comum não tem nada. O retrato que faz aqui é um pouco melancólico diante da decepção evidente pelo andar da carruagem das lideranças mundiais, mas Bustani se mostra na sua integridade de quem tinha provas do que estava falando e não se curvou.

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