SALVE GERAL – O DIA EM QUE SÃO PAULO PAROU

Cartaz do filme SALVE GERAL – O DIA EM QUE SÃO PAULO PAROU
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Opinião

Onde você estava naquele dia fatídico em que São Paulo parou depois dos ataques do PCC, em maio de 2006? Eu me lembro perfeitamente do frenesi que foi. Estávamos todos mortos de ansiedade para saber onde estavam as pessoas queridas, nervosos com cada ataque que acontecia em vários pontos da cidade, aflitíssimos em tirar as crianças antes do colégio. Era cena de guerra, de catástrofe anunciada. Se era mais alarde do que qualquer coisa? Não sei. Na hora, o que importa é garantir que todos estejam em segurança. Depois que tudo se acalmou, conseguimos fazer um triste balanço do que foi aquele momento.

Salve Geral conta essa história. Vai do momento em que os líderes do PCC são transferidos para uma cadeia de segurança máxima, até os ataques em São Paulo em represália. O filme mostra aquilo que já sabemos e aquilo com que, estranhamente, aprendemos a conviver. O PCC é quem manda, é quem tem a força, o dinheiro, o poder, as conexões, as influências mais poderosas. A polícia obedece – afinal, quem é que quer a guerra? Não levaria a nada, muito menos a votos.

Tudo isso é contado paralelamente à história de Lúcia (Andrea Beltrão) e de seu filho, Rafael (Lee Thalor), que se envolve com o crime, vai parar na prisão e passa a fazer parte do “partido”. Até aí, a criação dos personagens é uma maneira de contar a história e de ilustrar toda a trama hierárquica do PCC, dos seus capangas e trupe de advogados. Mas achei apelativo o envolvimento dela com o preso, a pseudo-ingenuidade para salvar o filho. Acho que não precisava de enredo romântico – bastava ater-se aos fatos para ter uma boa história para contar. Mesmo assim é interessante porque faz relembrar, refletir e concluir que estamos, de fato, em péssimos lençóis.

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