ROCKETMAN

Cartaz do filme ROCKETMAN

Opinião

Segundo a história que se conta em Rocketman, o “John” do nome artístico do garoto londrino que nasceu Reginald Kenneth Dwight, foi inspirado em John Lennon, quando os Beatles já tinham estourado nos anos 1960. Deve ter sido mesmo – Taron Egerton, ator que interpreta o cantor no filme, disse na entrevista coletiva no Festival de Cannes, quando o filme fez sua estreia mundial, que sua relação com Sir Elton foi intensa e que ele é do tipo que conta tudo sobre a vida. Parece, então, que são informações de fonte segura.

Melhor para nós. Mas diante de tantas informações, Dexter Fletcher, diretor também de Voando Alto, tem que fazer opções. O fio condutor escolhido para contar a vida de um dos artistas, pianistas, cantores, produtores de maior sucesso na história da música é justamente a opção que ele próprio faz pela arte e pela vida. Afundado nas drogas e no álcool, Elton John se recolhe por um tempo e é em meio às reflexões que ele faz durante o tratamento que ficamos conhecendo sua trajetória.

Recheado das canções que dão vontade de cantar junto – e que Taron Egerton canta de verdade – e de um figurino primoroso, Rocketman abunda luz, cor, energia, música e drama pessoal. Sem dramatizar demais. Elton John esteve na estreia em Cannes, se emocionou diante da própria história e da potência da sua imagem na tela. Fazer a cinebiografia de quem está vivo é um risco grande. Parece que, desta vez, ficou todo mundo feliz – inclusive o espectador, que vai sair cantarolando, feliz da vida.

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