O JOGO DA IMITAÇÃO – The Imitation Game

Cartaz do filme O JOGO DA IMITAÇÃO – The Imitation Game

Opinião

Pensar em um computador digital hoje em dia é algo trivial – estamos usando um deles neste exato momento e o blog só é possível graças a essa engrenagem. Mas, em plena Segunda Guerra, quem poderia imaginar que fosse possível inventar uma máquina reprogramável, capaz de executar uma função e imediatamente depois prever o próximo passo, assim como faz a mente humana? Nos anos 1940, só um cérebro eletrônico poderia decodificar a estratégia alemã e levar os Aliados à vitória. É aqui que entra Alan Turing, representado pelo ótimo Benedict Cumberbatch (também em 12 Anos de Escravidão, Álbum de Família, Além da Escuridão – Star Trek), que concorre ao Oscar de melhor ator pelo papel, além de o filme lutar pela estatueta de melhor diretor, roteiro adaptado e atriz coadjuvante para Keira Knightley (também em Mesmo Se Nada Der Certo).

O grande vilão chamava-se Enigma: uma máquina alemã que criava letras aleatórias, que por sua vez formavam palavras, e enviava códigos indecifráveis a respeito de sua estratégia de ataque. Na tentativa de decodificá-los, o serviço de inteligência chegou a recrutar cerca de mil pessoas, das mais diversas formações – de matemáticos a jogadores de xadrez – para trabalhar neste centro secreto de pesquisa em Bletchley Park, na Inglaterra. A iniciativa ficou conhecida como sendo o segredo de inteligência mais bem guardado da história – hoje em dia o local é um museu e pode ser visitado (quem tiver curiosidade, há mais informações e várias fotos no site www.bletchleypark.org.uk).

Esta é mais uma história de vida espetacular. Alan Turing era genial e certamente mudou os rumos da Segunda Guerra e do século 20 – segundo os cálculos, encurtou a batalha em dois anos. Vale seu ingresso. Assim como A Teoria de Tudo (em cartaz), que conta a história extraordinária do cientista Stephen Hawking, O Jogo da Imitação traz à tona a genialidade de pessoas que fizeram a diferença e rendem roteiros incríveis para os cinéfilos de plantão.

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