MATO SEM CACHORRO

Cartaz do filme MATO SEM CACHORRO

Opinião

Não que Mato Sem Cachorro tenha algo de especial. Não tem. Mas é uma comédia simpática, sem apelação. Tem com um clima inclusive familiar, pontuado pelo romance jovem e alegre dos personagens de Leandra Leal e Bruno Gagliasso, temperado com a participação do cachorro que desmaia sempre que se anima demais e com as participações especiais.

A começar pelo humorista Danilo Gentili. Aqui ele é o primo paulista de Deco (Gagliasso), que ao atropelar o cachorro se depara com Zoé (Leandra) e acaba se apaixonando por ela. Adotam o cachorro, a quem chamam de Guto, mas a relação termina porque Deco continua largado no sofá. Zoé leva Guto para morar com ela, e Deco, inconformado, sequestra o animal. Nas tentativas de encontrar o cachorro por um lado, e de escondê-lo por outro, o roteiro vai passando por aquelas situações ora mais engraçadas, ora menos, mas de um modo geral esperadas para esse gênero de comédia.

E por comédia entenda-se que o diretor Pedro Amorim não pretendeu contar uma história complexa, nem profunda, nem nada. Imagino que quisesse entreter o grande público, quase num formato televisivo, com figuras conhecidas do público como Sandy, Gabriela Duarte, Rafinha Bastos, Sidney Magal, Elke Maravilha. Criar identidade é fundamental para aproximar-se do espectador. Acho que dá pro gasto. Eu, muito particularmente, não iria ao cinema assistir à esta comédia. Não diria que vale um ingresso caro e mais todos os gastos que vem junto como “programa cinema” – muito embora tenha feito uma ótima primeira semana de bilheteria. Mas eu diria que é um daqueles filmes simpáticos para ver em casa, que tem esse clima familiar reforçado pela presença do cachorro (que veio dos EUA para fazer o filme).

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