GRAN TORINO

Cartaz do filme GRAN TORINO
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Opinião

O último filme que tinha assistido com direção de Clint Eastwood foi A Troca. E é muito bom, enxuto, sem meias palavras; cruel, mas muito bom. Com Gran Torino é igual: direto ao ponto, sem delongas, impecável.  E o mais bacana é que, apesar de tratar de questões complexas como família, relacionamentos, preconceito, não há tempo para sentimentalismo: é a história de um veterano de guerra, de mal com a vida e com todos, que espera, doente, a hora de tudo acabar e se livrar de todos. Se quiser, pode ficar nisso mesmo – a história envolve. Se quiser, dá para parar para pensar – e muito.

Walt Kowalski perde a esposa, seu único elo com os filhos, noras e netos – com quem tem uma relação, digamos, bem áspera e ardida. Típico americano, trabalhou a vida toda na Ford e tem um xodó pelo Gran Torino que ele mesmo tirou da linha de montagem, toma sua cervejinha no terraço, faz consertos e só. Sua vizinhança já não é mais a mesma e está rodeado de asiáticos, que ele despreza. E é justamente esse desprezo que gera a mudança de comportamento, o resgate do convívio e ajuda mútua, uma quase libertação de toda uma vida aprisionado nas culpas e pesadelos. De uma maneira ranzinza e estranha, é na figura de um casal de irmãos adolescentes que Kowalski revê sua trajetória, se “reconcilia” com a Igreja, consegue dizer o que pensa  e demonstrar o que sente.

Dizem as más línguas que este foi seu último filme como ator. Mais um motivo para não deixar de assisitir. Aos 78 anos, sua atuação é impecável.

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