ESTÔMAGO

Cartaz do filme ESTÔMAGO

Opinião

Alguma coisa me incomoda em Estômago, mas não identifico bem o quê. Não gosto de alguns personagens, como o dono do restaurante italiano e a prostituta. Acho que são grosseiros – mais do que precisava – e me incomodei com o tom estereotipado. Mas isso não é regra, porque vários pontos me agradam, principalmente o enredo, seus meandros e o final surpreendente. Tem um humor negro sutil bacana – estilo É Proibido Fumar Reflexões de um Liquidificador. E conta com o ótimo João Miguel, premiado no Festival do Rio como melhor ator, além de o filme ter sido eleito também o melhor do evento.

Gosto bem mais dos outros dois filmes que citei acima, mas Estômago tem lá o seu apelo. Raimundo Nonato (João Miguel) é um nordestino que chega em São Paulo sem lenço nem documento, arranja um emprego para fritar coxinhas em uma lanchonete, consegue ‘subir na vida’ e trabalhar em um chique restaurante italiano, e ainda namora a prostituta Íria (Fabiula Nascimento, também em Amor?, Não Se Pode Viver Sem Amor). Paralelamente, sabemos que a história não terminará bem, porque Nonato vai parar na cadeia onde também cozinha, aplicando o que aprendeu para melhorar a terrível comida do presídio. As duas histórias correm paralelas e só no final ficamos sabendo o que Nonato aprontou para ir para detrás das grades. E não é que eu gostei do desfecho?

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