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79º FESTIVAL DE CANNES

Foi dada a largada do 79º FESTIVAL DE CANNES e a Riviera Francesa se prepara para mais uma Palma de Ouro. Entre os filmes da competição estão veteranos como os japoneses Koreeda e Hamaguchi, o espanhol Almodóvar, o russo Pawlikowski, o iraniano Asghar Farhadi, o romeno Mungiu, o americano James Gray, mas o festival tem também a missão de abrir portas pra novos talentos.

Isso é bom, é uma maneira de renovar. Na ausência de blockbusters americanos, a curadoria privilegia filmes de autor. E isso também é muito bom pra nós, que tanto apreciamos filmes mais livres dos formatos comerciais, que trazem novas ideias e visões de mundo.

O que não é bom em Cannes este ano é a ausência da América Latina. Diferente da Ásia, que está bem representada inclusive pelo presidente do júri, o sul-coreado Park Chan-wook (diretor e roteirista), não temos em competição representantes dessas Américas, o que é uma lástima — pra dizer o mínimo.

Começa a jornada, na torcida para que o júri escolha bem. Composto por Demi Morre (EUA), Ruth Negga (Etiópia, Irlanda), Laura Wandel (Bélgica), Diego Céspedes (Chile), Isaach De Bankolé (Costa do Marfim, EUA), Paul Laverty (EUA), Chloé Zhao (China, EUA), Stelan Skarsgard (Suécia), tem a missão de encontrar, em cada filme, sua razão de ser e de levar pra casa a chancela da Palma. Não é pouca coisa.