NO RITMO DO CORAÇÃO – CODA

Cartaz do filme NO RITMO DO CORAÇÃO – CODA

Opinião

Autenticidade. Esta é a palavra-chave de NO RITMO DO CORAÇÃO, que tem um título muito mais interessante em inglês: CODA – a sigla de “children of deaf adults”.

É autêntico não por causa da narrativa, já que estamos falando de uma história já contada no filme francês A FAMÍLIA BÉLIER, que fez um mega sucesso (e é, de fato, uma pérola, especialmente na interpretação da canção final). A autenticidade vem da escolha dos personagens, porque os atores, nesse remake americano, são surdos e representam personagens assim – coisa que não acontece no original francês. Inclusive, conta com Marlee Martlin, a atriz que ganhou o Oscar por FILHOS DO SILÊNCIO em 1987, com William Hurt.

Conta a história de uma família que vive da pesca. A única pessoa que não é surda é Ruby e é ela quem faz o contato dos pais e do irmão com o mundo. Acontece que Ruby adora cantar, coisa que para a família não faz o menor sentido. Tudo gira em torno de apoiar a garota a entrar na universidade e seguir carreira, ou desestimular a sua ida para que continue trabalhando com a família no ramo da pesca.

Em ritmo de comédia, com tom dramático na medida, CODA anda angariando prêmios e indicações por investir nessa ideia que o cinema vem trazendo fortemente: contratar atores para representar personagens que tenham as mesmas características. Isso está acontecendo também com personagens transsexuais, por exemplo, trabalhando a diversidade e a inclusão na indústria cinematográfica. É um reforço de autenticidade, o que ajuda, naturalmente, a quebrar tabus e tirá-los daquela incômoda e injusta prateleira que teimamos em chamar de  “deficiência”.

 

Trailers

Comentários