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A CRIADA – Ah-ga-ssi
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Garimpo na Locadora, Drama, Coreia do Sul - 13/01/2017

Cinema da Coreia do Sul chegou mostrando a que veio. O suspense Invasão Zumbi veio de lá também – o trem que sai de Seul cheio de zumbis e histórias de vida – e morte. A Criada é completamente diferente e isso é que mostra que tem gente fazendo cinema de qualidade, pra todos os gostos. Não poderia ser melhor.

Ainda mais com o trio deste filme – aliás, trio em dois sentidos. Primeiro: roteiro, direção de arte e narrativa; o segundo, o trio de atores em si. Narrativa: uma jovem sul-coreana, trambiqueira profissional, é contratada para ser a criada de uma japonesa rica, sob o comando de um interesseiro que só quer ficar com a fortuna da pobre-menina rica. Isso tudo durante a ocupação japonesa na Coreia do Sul. Dividido em três momentos, o filme mostra a evolução da trama montada para enganar a jovem moça – e, prepare-se, porque as reviravoltas são muitas e o desfecho é incrível.

Filme bom e eclético: tem arte e beleza, suspense e sensualidade, ótima história e surpresas. Único defeito: poderia ter 15 minutos a menos. Mas, está perdoado, Chan-Wook Park.

 

DIREÇÃO: Chan-Wook Park ROTEIRO: Sarah Waters, Seo-kyeong Jeong ELENCO: Min-hee Kim, Jung-woo Ha, Jin-woong Jo | 2016 (146 min)

 

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INVASÃO ZUMBI – Busanhaeng
CLASSIFICAÇÃO: Para Sentir Medo, Garimpo na Locadora, Ficção Científica, Drama, Coreia do Sul - 08/01/2017

Tem que gostar de filme de ficção. Se tiver zumbi, ainda melhor. Mas se você for do tipo que não é muito fã, mas curte um suspense, embarque no trem de Seul pra Busan cheio de gente estranha – porque a viagem é bem boa!

Invasão Zumbi não tem lá uma narrativa muito consistente – não espere descobrir como os zumbis começaram a aparecer, que experiência científica deu origem ao problema, muito menos com vai ser resolvido. A questão aqui é mais complexa, quase humanitária: diante de uma situação limite, de salve-se-quem-puder, quem será solidário, quem será egoísta, quem é que se salva nessa vida, afinal de contas? Lembra Guerra Mundial Z, com Brad Pitt – torci o nariz pro filme no começo, mas depois confesso que tem um suspense bem interessante.

Só pra ilustrar: o executivo frio e calculista precisa levar a filha para a casa da ex-mulher. Contrariado, porque mantém uma relação distante da filha, não é afetivo e a garota só quer saber de ser notada pelo pai, ele embarca no trem tomado pelos zumbis. No meio do caos – e de muito susto – as máscaras caem e as pessoas mostram suas verdadeiras facetas. Além de ótimos efeitos especiais, tem esse viés interessante do olhar para o outro. Desde que não seja zumbi, é claro!

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Sang-ho Yeon ELENCO: Yoo Gong, Soo-an Kim, Yu-mi Jung, Dong-seok Ma | 2016 (118 min)

 

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O CONTADOR – The Accountant
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Para Pensar, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama, Ação - 20/10/2016

cPrimeira dica: não vá cansado, porque tem que prestar atenção. O Contador é daqueles filmes que vão tecendo uma rede de conexões e tramas. Se bobear, perde o fio da meada e a proposta desse roteiro bem amarrado.

Aliás, Ben Affleck (também em Argo e Garota Exemplar) está bem confortável no papel do sujeito fechado, cheio de manias e poucos relacionamentos, que se esconde atrás da fachada de um simples contador. Autista, foi desacreditado quando criança, mas desenvolveu sua genialidade matemática que é usada para fins mais escusos e complexos do que uma simples contabilidade. Lavagem de dinheiro é só o começo.

Quem entra na jogada para suavizar o clima tenso é a também contadora e sempre simpática atriz Anna Kendrick (A Escolha Perfeita e Amor Sem Escalas) e é aqui que a trama e o suspense começam a ficar bem mais instigantes. E também é aqui que você não vai poder piscar.

 

DIREÇÃO: Gavin O’Connor ROTEIRO: Bill Dubuque ELENCO: Ben Affleck, Anna Kendrick, J.K. Simmons | 2016 (128 min)

 

 

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NO FIM DO TÚNEL – Al Final del Túnel
CLASSIFICAÇÃO: Para Sentir Medo, Para Pensar, Garimpo na Locadora, Drama, Argentina - 15/10/2016

Leonardo Sbaraglia é aquele ator argentino que faz um dos episódios de Relatos Selvagens. Você vai se lembrar, ele é o sujeito que perde a paciência ao ultrapassar um carro na estrada. Inesquecível. É ele também que está em cartaz com o ótimo O Silêncio do Céu, com Carolina Dieckmann, e aparece também em O Que Os Homens Falam. Boa alternativa essa de variar um pouco o ator argentino e dividir a atenção com o onipresente Ricardo Darín. Porque Leonardo é excelente ator e aqui, em No Fim do Túnel, eu diria que ele arrasa.

Outro ponto forte do filme é que a produção é despretenciosa. Diria até simples, mas com um roteiro tão bem amarrado que dá ao desfecho um sabor todo especial. Leonardo é Joaquín, um sujeito paraplégico, que vive sozinho em uma casa enorme, mexe com computadores no porão e resolve alugar um dos quartos pra ganhar uma grana a mais. Aparece uma mulher com a filha, que não só aluga o quarto como se aproxima de Joaquín, justamente quando ele percebe um movimento estranho no porão da casa ao lado.

Fiquei grudada na cadeira. Tem um suspense inteligente, perspicaz, nada pretensioso (como já disse) e surpreendente. Grata surpresa – não que o cinema argentino tenha o hábito de decepcionar, pelo contrário. Mas acertar no programa e ainda superar as expectativas, é tudo de bom.

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Rodrigo Grande ELENCO: Leonardo Sbaraglia, Clara Lago, Pablo Echarri, Javier Godino, Federico Luppi | 2016 (120 min)

 

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KÓBLIC – Koblic
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Para Entender o Nosso Mundo, Garimpo na Locadora, Drama, Argentina - 14/10/2016

Ditaduras constroem essas lembranças que rondam o imaginário coletivo. Dentre tantas torturas documentadas na literatura e no cinema, a imagem do lançamento de presos políticos em pleno voo, em alto mar, me causa verdadeiro pavor. Foi assim na Argentina e sabe lá onde mais. Kóblic traz esse panorama como pano de fundo, inclusive sendo a causa da trama do filme.

Sebastián Borensztein, também diretor de Um Conto Chinês, escala Ricardo Darín para ser o protagonista. É incansável, o ícone argentino – faz mais de um filme por ano. Ex-piloto da aeronáutica, executa dos voos-assassinos durante os anos de chumbo, até que chega no seu limite, abandona o posto e se refugia em uma pequena cidade para tentar se refazer do trauma e retomar a vida.

Parece que quem vive a ditadura nunca se livra dela por completo. A realidade do autoritarismo, da abuso de poder, do uso da patente militar e da política da ameaça não dão trégua e acompanham o personagem durante o filme todo. Kóblic é um filme de suspense, mas também tem romance – o que dá uma suavizada e uma réstia de esperança.

 

DIREÇÃO: Sebastián Borensztein ROTEIRO: Sebastián Borensztein, Alejandro Ocon ELENCO: Ricardo Darín, Oscar Martínez, Inma Cuesta, | 2016 (92 min)

 

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O SILÊNCIO DO CÉU – Era El Cielo
CLASSIFICAÇÃO: Uruguai, Para se Emocionar, Garimpo na Locadora, Drama, Brasil - 29/09/2016

A pergunta que não quer calar é sobre o silêncio. A princípio, o filme tem dois protagonistas: Diana, uma mulher misteriosa, assustada e com olhar distante; e Mario, um homem inseguro, cheio de medos, mas que demonstra uma vontade de compreender o que acontece. A princípio – e de maneira rasa – é isso. Um casal em crise, um casal que já não se vê no casamento.

A questão maior de todas é que o filme tem mais um protagonista – que, talvez, seja o mais importante. Sem ele, não teria história. “Meu personagem busca, o tempo todo, entender aquilo que não pode ser dito”, diz Leonardo Sbaraglia, ator também do episódio do motorista num dia de fúria em Relatos Selvagens, na entrevista coletiva. “O filme fala daquele silêncio que, muitas vezes, sepulta a relação do casal.” Essa é a essência do filme: personificar o silêncio, que impera nas relações já desgastadas, e funciona como causador do afastamento, do estranhamento e, depois, da indiferença.

Isso dito, vale a pena prestar atenção na ausência de trilha. Há um momento do filme em que Diana e Mario cantam Corcovado – o único em que a história remete ao passado, à sinergia entre eles, à relação que um dia existiu. Agora, Diana (Carolina Dieckmann, também em Entre Nós) e Mario passam pela crise, ela é estuprada (não é spoiler, está no trailer) e não fala nada para o marido. Só isso já é instigante – o que levaria uma mulher a fazer isso? O enredo segue com Mario destrinchando esse mistério e deixando claro quem é quem nessa história.

É um thriller, tem suspense, tem tensão. Constante. Nada é leve. E, confesso, que ainda me faço algumas perguntas. A certeza fica por conta do silêncio. É o protagonista.

 

DIREÇÃO: Marco Dutra ROTEIRO: Sergio Bizzio, Caetano Gotardo, Lucía Puenzo ELENCO: Carolina Dieckmann, Leonardo Sbaraglia, Chino Darín | 2016 (102 min)

 

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O HOMEM NAS TREVAS – Don’t Breathe
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para Sentir Medo, Garimpo na Locadora, Estados Unidos - 11/09/2016

Don’t Breathe é o título original e cabe direitinho. O vilão é cego, tem os outros sentidos mais apurados e é capaz de notar a presença pelo olfato e pela audição. E pelo simples movimento de ar, pela respiração. Quando sua casa é invadida por jovens malandros, o cego é quem manda na escuridão. E é aí que o jogo se inverte.

O enredo é simples e basicamente o seguinte: um ex-militar perde a visão em combate, ganha uma grana de indenização e guarda todo o dinheiro em casa. Três jovens têm o péssimo hábito de arrombar a casa das pessoas, roubar tudo que tem valor e não terem o menor peso na consciência com isso. Parecia simples invadir e roubar o dinheiro da casa de um senhor que mora sozinho e é, ainda por cima, cego. Só parecia.

Daqui pra frente, a tensão é por sua conta e risco. Filme como Rua Cloverfield, 10 tem uma linha parecida de suspense e terror psicológico. Pra quem gosta desse gênero, vai ficar sem respirar. Aliás, título bom, o original: deixa o espectador sem fôlego e já diz de antemão, aos criminosos, que se respirarem, o homem cego segue o rastro.

 

DIREÇÃO: Fede Avarez ROTEIRO: Fede Alvarez, Rodo Sayagues ELENCO: Stephen Lang, Jane Lavy, Dylan Minnette| 2016 (88 min)

 

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ÁGUAS RASAS – The Shallows
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para Sentir Medo, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama - 23/08/2016

Quando o suspense deixa você grudado na poltrona de tanta aflição e vontade de salvar o personagem, é porque o filme cumpre o seu papel. Se alguma hora achar que tem algum exagero, pouco importa. O que conta aqui é que o filme pretende ser um thriller: a surfista que é atacada por um tubarão, refugia-se em um coral sem poder voltar para a praia e luta pra sobreviver até o último momento. É filme de tubarão – simples assim.

Águas Rasas até que tem um enredo por trás, que pretende justificar todo o drama de Nancy (Blake Lively, também em Café Society e A Incrível História de Adaline): ela acaba de perder o irmão, está passando por um momento de vida difícil, não sabe se continua a faculdade de medicina e precisa se reconciliar consigo mesma. A tragédia na praia mexicana passa a ser uma provação e, logicamente, a hora da virada. Nem precisava – porque o que pega mesmo é o seu momento com o tubarão, o medo do desconhecido, o clima de tensão durante praticamente todo o filme.

Eu torci pela Nancy e mente quem diz que não vai torcer para que tudo dê certo. Filmes assim movem esse tipo de sentimento: sobrevivência na telona e na poltrona, com direito à trilha sonora de suspense – que, claro, lembra a sensação inesquecível do clássico Tubarão de 1975, de Steven Spielberg, que ainda mora no nosso imaginário.

 

DIREÇÃO: Jaume Collet-Serra ROTEIRO: Anthony Jaswinski ELENCO: Blake Lively, Óscar Jaenada, Angelo Jose | 2016 (86 min)

 

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PARA MINHA AMADA MORTA
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Garimpo na Locadora, Drama, Brasil - 29/03/2016

Pra quem acha que cinema nacional se resume – e se reduz – às comédias previsíveis e chatinhas, dá só uma olhada neste filme. Lembra bem o ótimo O Lobo Atrás da Porta, com aquele clima de suspense e thriller psicológico, com um desfecho incrível.

Para Minha Amada Morta Ganhou no Festival de Brasília, já foi pra Montreal, San Sebastián. Não é à toa. Tem uma história universal de amor, traição, raiva e vingança que cabe em qualquer relação, em qualquer tempo e sociedade. É quase que um exercício estratégico, o que faz o protagonista. A mulher de Fernando morre, ele cultiva o luto em paz com seu filho cuidando das roupas, objetos, lembranças da esposa, com o carinho que a relação sempre teve. Até que descobre uma fita cassete com uma revelação. Sua fisionomia muda nitidamente (talentoso, o ator, porque parece outro), perde o chão e vai atrás da verdade para, então, embarcar na tentativa de seguir vivendo.

O trailer revela coisa demais e se eu fosse você, não assistiria. O bom é ir sem muita informação. Vá só com sua bagagem pessoal que, muitas vezes, já é o bastante pra embarcar na viagem do Fernando, no envolvimento dele com a sua própria dor e imaginar até onde ele vai – ou até onde você iria. Mas não perca: é cinema de qualidade, uma ótima história, elenco afinado e um roteiro que alimenta sua expectativa, a sua compaixão e a sua vontade, também, de vingança.

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Aly Muritiba ELENCO: Fernando Alves Pinto, Mayana Neiva, Lourinelson Vladmir | 2015 (113 min)

 

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