publicidade
NOVA YORK, EU TE AMO – New York, I Love You
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Estados Unidos - 28/07/2010

DIREÇÃO: Allen Hughes, Brett Ratner, Fatih Akin, Jiang Wen, Joshua Marston, Mira Nair, Natalie Portman, Randall Balsmeyer, Shekhar Kapur, Shunji Iwai, Yvan Attal

ELENCO: Bradley Cooper, Justin Bartha, Andy Garcia, Hayden Christensen, Rachel Bilson, Natalie Portman, Irrfan Khan, James Caan, Orlando Bloom, Christina Ricci, Maggie Q, Ethan Hawke, Anton Yelchin

Estados Unidos, 2009 (110 min)

 

De novo Nova York. Há tempos que espero a chegada deste filme nas locadoras. O interessante aqui, além do filme em si, é que existe um conceito por trás dele. Há algumas cidades que são um roteiro de cinema por si só, que já têm uma identidade, que contam uma história naturalmente. A ideia do produtor francês Emmanuel Benbihy é reunir vários curtas, de diferentes diretores, sobre uma só cidade. Editados, esses curtas metragens têm a função de mostrá-la sob perspectivas e olhares diferentes e formar um verdadeiro mosaico no projeto que chamou de Cities of Love.Diferente de Paris, Eu Te Amo, que tem uma marcação bem formal no início de cada um dos curtas - o que ajuda a localizar o diretor e sua criatura - a versão nova-iorquina é como Nova York. Tudo se mistura, não se sabe quem é o diretor de cada história, alguns personagens se repetem e outros quase que invadem o enredo do outro (como a aspirante a cineasta, que capta as imagens de todas as histórias) - uma miscelânea de pessoas, situações, amores e conversas. A cara de Nova York.

Algumas das histórias destoam do restante, é verdade. Mas não comprometem o todo porque a maioria é harmoniosa e trata de temas que pertencem a cada um dos habitantes da cidade. Aliás, como disse um personagem, o bom de Nova York é que cada um vem de um lugar diferente. Os temas são universais como o amor já eterno entre um casal já na terceira idade, o primeiro amor, o amor ainda batalhado dia a dia, o amor fraternal; as diferentes religiões e raças e suas peculiaridades; a cultura na forma de literatura, pintura, cinema, música, dança; o estrangeiro na forma do tão emblemático yellow cab.

Há outras cidades na lista do projeto. Terão sua alma revelada Xangai, Jerusalém e Rio de Janeiro. Segundo o produtor Emmanuel Benbihy, a escolha das cidades tem uma razão muito simples de ser: Paris é a cidade do amor; Nova York, das comédias românticas; Rio, do amor sensual; Xangai, do amor exótico; e Jerusalém, do amor espiritual. Não deixa de ser uma boa justificativa. Um retrato moderno e inteligente do amor ao redor do globo.

SINTONIA DE AMOR – Sleepless in Seattle
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver em Família, Para Rever, Estados Unidos - 28/07/2010

DIREÇÃO: Nora Ephron  

ROTEIRO: Nora Ephron, Jeff Arch e David S. Ward

ELENCO: Tom Hanks, Meg Ryan, Bill Pullman, Ross Malinger, Rosie O’Donnell, Gaby Hoffmann, Victor Garber

Estados Unidos, 1993 (105 min)

Quanto subi no Empire State Building, em Nova York, lembrei-me do encontro de Annie (Meg Ryan) e Sam (Tom Hanks) em Sintonia de Amor. Ainda mais porque foi combinado pelo pequeno Jonah (Ross Malinger), filho de Hanks, que queria de qualquer jeito encontrar uma namorada para o pai que acabara de ficar viúvo.

Para a criança que conhece Nova York e já fez o passeio até o topo do Empire State, vale ver o filme. Para quem já assistiu há muitos anos, é bacana rever essa comédia romântica com Meg Ryan e Tom Hanks bem jovens e já muito bons no métier. O filme é anterior à consagração do ator em Filadélfia e Forrest Gump. Sintonia de Amor distrai, faz rir e também serve de repertório para quem já esteve lá com os filhos.

LIVRO – O SÁRI VERMELHO
CLASSIFICAÇÃO: Índia, Dicas Afins - 22/05/2010

Já que o assunto Índia veio à tona com a revisita ao filme Gandhi, reli alguns trechos de O Sário Vermelho (Javier Moro, Editora Planeta, 544 páginas), que já estava na estante. Para quem se lembra das notícias do assassinato de Indira e Rajiv Gandhi e para quem acompanha o andar da carruagem indiana, interessantíssimo conhecer esse outro olhar da história.

O ponto de vista aqui é feminino. Sonia, antes de ser Gandhi, era Maino, italiana da gema. Conheceu Rajiv na Inglaterra, onde foi passar uma temporada estudando inglês. O livro conta a trajetória de Sonia a partir desse momento, em que, além de conhecer e se apaixonar por Rajiv, faz a opção de se tornar indiana. E indiana em uma família tradicional, com a carga de ser nora de Indira Gandhi (que era filha de Neru, mentor da independência da Índia ao lado de Gandhi), de fazer parte da política indiana, de mexer no vespeiro da tradição, cultura e religião hindu.

Romanceado, é claro, mas cheio de elementos interessantes sobre a alma feminina no universo masculino da política mundial, sobre a alma feminina na vida cotidiana da Índia, sobre a alma feminina que assume o comando do principal partido político da Índia. Tudo isso passa pela história e pela cultura desse país, sempre tão diferentes do que vivenciamos por aqui. Um leitura leve, mas enriquecedora. Boa pedida.

CATAVENTO – Instituto Cultural e Educacional (SP)
CLASSIFICAÇÃO: Dicas Afins - 20/10/2009

Dá inveja pensar no Smithsonian Institution, de Washington. Mas como isso não resolve nada, fiquei pensando o que nós teríamos aqui em São Paulo que pudesse abordar a ciência de uma maneira mais ampla. Assim, guardadas logicamente as devidas proporções, lembrei do Catavento Cultural e Educacional. Trata-se de um museu interativo, que aborda a ciência e o meio ambiente, divididos em quatro setores: Universo, Vida, Engenho e Sociedade.

catavento1

Além de ser muito bem montado e porporcionar a crianças e jovens a possibilidade de aprendizado e diversão, está localizado no belíssimo Palácio das Indústrias, no Parque D. Pedro II, centro. Construído entre 1911 e 1924 para ser justamente um local de exposições na São Paulo industrial da época, serviu também como delegacia, prisão, assembléia legislativa e prefeitura no decorrer do século. Com a fiel restauração, retoma sua função cultural. 

catavento img_externa

Vale o passeio. O Mercado Municipal está ao lado, com seus queijos, temperos, sanduíche de pernil e mortadela e o delicioso chopp. E o metrô também (D.Pedro II ou São Bento) – o que facilita tudo.

www.cataventocultural.org.br; visitação de terça a domingo, das 9h às 17h. Recomendado para maiores de 7 anos.

PÃES DO MOSTEIRO DE SÃO BENTO – programa em São Paulo
CLASSIFICAÇÃO: Dicas Afins - 09/10/2009

Igreja e comida andam realmente lado a lado – vide o filme Maus Hábitos. Todos aqueles doces portugueses maravilhosos, feitos de ovos, não me deixam mentir. São originários dos conventos e hoje abarrotam as pastelarias em toda Lisboa. Mas voltando ao filme, não mencionei que as freiras, vivendo a maior penúria no convento em frangalhos, têm a brilhante ideia de vender seus produtos para arrecadar fundos. E o fazem, com o maior sucesso da paróquia, através de uma janelinha que dá para a rua.

dom_bernardo - mosteiro de são bento

Aqui vem a dica: os deliciosos pães e doces feitos pelos monges beneditinos do Mosteiro de São Bento, no centro de São Paulo. Segundo São Bento, a vida do monge se resume ao ora et labora, ao trabalho manual e à leitura espiritual. Segundo regras ditadas lá no século 6º, o mosteiro deve produzir seus alimentos, para suprir as necessidades da comunidade ao redor. Desde 1999 os monges vendem pães, bolos, geleias, chocolates, biscoitos ao público.

Se você for comprar depois da bela missa dominical das 10h, aquela em que há os cantos beneditinos, tenha paciência. Filas se formam para saborear as tradicionais e deliciosas receitas.

Fonte: site do mosteiro

 

Atendimento: na loja do Mosteiro; segunda a sexta, das 7h às 18h; sábado, das 7h30 às 12h; domingo, após a missa das 10h. Tel: (11) 3328-8799; Largo de São Bento, centro. www.mosteiro.org.br

© Copyright 2009-2012, Cine Garimpo