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EM NOME DA LEI
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Garimpo na Locadora, Drama, Brasil, Ação - 21/04/2016

Inevitável relacionar o enredo de Em Nome da Lei com a realidade brasileira. Mateus Solano é um juiz, que abraça o desafio de investigar a rede de tráfico de drogas e contrabando na fronteira do Brasil com o Paraguai e desmontar o cartel que domina a região. Seu lema é agir dentro da lei, usar os todos os recursos disponíveis para fazer justiça, doa a quem doer. Foi inspirado em histórias reais e é incrível como tudo se repete.

Além desse viés de realidade que o filme apresenta, tem a dramaturgia propriamente dita. O personagem de Solano é Vitor, que assume o caso já investigado pelo chefe da polícia federal Elton (Eduardo Galvão) e pela procuradora Alice (Paolla Oliveira), enfrenta  sem rodeios os chefe mafioso Gomez (Chico Dias) e acaba pagando um alto preço pela ousadia de cumprir a lei. É bem feito e com bom ritmo de suspense, mas tem alguns romances desnecessários no meio do caminho. Aliás, a relação entre Alice e Vitor também poderia ser apenas sugerida, mas tem o fator comercial, o filme com um romance vende mais e melhor.

De qualquer forma, Em Nome da Lei tem um bom time de atores e dá ao drama um tom importante e urgente, sem ser moralista. Não é o que Sergio Rezende fez de melhor – gosto mais de Zuzu Angel e Salve Geral. Mas mesmo se você achar que tem um tom novelesco, é um bom programa e foge do filme nacional comédia.

 

DIREÇÃO: Sergio Rezende ROTEIRO: Sergio Rezende, Rafael Dragaud ELENCO: Mateus Solano, Paolla Oliveira, Chico Diaz, Eduardo Galvão, Emilio Dantas | 2016 (

 

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PRESSÁGIOS DE UM CRIME – Solace
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para Sentir Medo, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Ação - 25/02/2016

Escrito originalmente para ser a sequência do ótimo Seven – Os Sete Pecados Capitais, acabou não vingando desta forma e foi produzido sem relação com o filme dirigido por David Fincher. Mas é interessante ver que Presságios de um Crime trabalha com uma premissa parecida: um serial killer pragmático mata, não deixa qualquer vestígio, os investigadores do FBI desconfiam que os casos possam estar relacionados, mas não sabem por onde começar. Acabam pedindo ajuda para um médico com poderes paranormais (Anthony Hopkings, também em O Silêncio dos Inocentes), que se aposentou depois da morte da filha, mas consegue antever o futuro. E essa pode ser a chave para desvendar os assassinatos.

Dito isso, já dá pra entender o óbvio: quanto mais informação você tiver sobre o filme, menos vai se surpreender e a chance de você entrar na trama e na caça ao assassino é menor. Infelizmente, o trailer é daqueles estraga-prazer e já sai desvendando o que não devia. Se der pra não assistir, melhor.

Dirigido pelo brasileiro Afonso Poyart (também de 2 Coelhos), Presságios discute a eutanásia sim, inclusive com o viés de alguém que está “brincando de Deus”. Mas isso é sugerido de maneira muito superficial, assim como fica na superfície também a construção dos personagens – aspectos que poderiam ter sido mais explorados e, de uma forma até pouco sutil, deixam um buraco grande no roteiro do filme. O que fica é um filme essencialmente investigativo, pra quem quer suspense. Tem muita ação, alguns crimes para solucionar e um assassino inteligente e lógico pra compreender.

 

DIREÇÃO: Afonso Poyart ROTEIRO: Sean Bailey, Ted Griffin ELENCO: Anthony Hopkins, Jeffrey Dean Morgan, Colin Farrell, Abbie Cornish | 2015 (101 min)

 

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SPOTLIGHT – SEGREDOS REVELADOS
CLASSIFICAÇÃO: Policial, Para Pensar, Para Entender o Nosso Mundo, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama - 07/01/2016

Spotlight é o nome da equipe de jornalistas do The Boston Globe responsável por investigações especiais. São eles que apuram as histórias de alto impacto, fazendo reportagens que normalmente levam muitos meses e causam grandes controvérsias. Na redação, há um espaço reservado só pra eles e são escalados para mergulhar nos temas mais espinhosos. Com a investigação iniciada em 2001, foram eles que jogaram o holofote sob o escândalo que ninguém queria enxergar: a pedofilia endêmica na Igreja Católica, espalhada pelo mundo todo.

Baseado em fatoso reais, um dos filmes mais esperados do ano tem dois trunfos importantes: o primeiro é o foco nos bastidores da redação, com suas discussões sobre ética jornalística, apuração e dever com a verdade. Trazer à tona só alguns dos casos de pedofilia não surtiria efeito. Era preciso provar que o alto clero era conivente, assim como outras poderosas autoridades, e chacoalhar essa rede de abusos sexuais e tortura psicológica que já durava décadas.

O outro trunfo é o elenco. Formado por Rachel McAdams (também em Questão de Tempo), Michael Keaton (também em Birdman), Mark Ruffalo (também em Sentimentos que Curam) e Stanley Tucci, o diretor Tom McCarthy (também do ótimo O Visitante) consegue dar ao filme um ritmo investigativo, envolver o espectador na estratégia jornalística e imprimir um tom de urgência importante, apesar de já sabermos a dimensão global do absurdo – você vai ver os números. Prova de que fazer justiça era o objetivo maior daquela operação de guerra. Deu no que deu.

 

DIREÇÃO: Tom McCarthy ROTEIRO: John Singer, Tom McCarthy ELENCO: Mark Ruffalo, Michael Keaton, Rachel McAdams, Liev Schreiber, John Slattery, Stanley Tucci | 2015 (128 min)

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O SEGREDO DOS SEUS OLHOS – El Secreto de Sus Ojos
CLASSIFICAÇÃO: Romance, Policial, Para se Emocionar, Garimpo na Locadora, Drama, Argentina - 08/11/2015

De tão bom, resolveram fazer uma outra versão, agora americana, que vai se chamar Olhos da Justiça (estreia 10/11). Mas não tem nem comparação. Embora a versão americana conte com elenco estrelado – Nicole Kindman, Julia Roberts, Chiwetel Ejiofor – Ricardo Darín vale por eles todos na versão argentina, que levou o Oscar de melhor filme estrangeiro naquele ano.

Falei de Ricardo Darín porque ele se tornou o ícone do cinema argentino. A lista de filmes é imensa: O Filho da Noiva, Kamchatka, Abutres, Um Conto Chinês, Elefante Branco, O que os  Homens Falam, Tese sobre um Homicídio, Relatos Selvagens – só pra citar os mais bacanas. Mas em O Segredo dos Seus Olhos ele conta com a presença de um elenco superafinado – sem o qual o filme não teria o mesmo brilho.

Quem escreve e dirige é Juan José Campanella, também da animação Um Time Show de Bola – que não teve a repercussão que merecia. E tudo é muito bem feito: conta a história de um oficial de justiça aposentado, que escreve um livro sobre um homicídio do qual foi testemunha nos anos 70. Nunca aceitou o desfecho dado pela justiça, resolve reabrir o caso com ajuda da sua ex-chefe e mulher amada depois de 20 anos, e acaba causando uma reviravolta. Recheado de diálogos inteligentes, o thriller tem uma linda ambientação da Buenos Aires daquela época, um ótimo suspense e um subliminar amor que se forma nas entrelinhas.

É o que há de mais bacana no cinema argentino dos últimos anos. Vale rever antes de assistir à versão americana. Aí você compara, põe na balança e pensa: que valor não tem a sutileza!

DIREÇÃO: Juan José Campanella ROTEIRO: Eduardo Sacheri, Juan José Campanella ELENCO: Ricardo Darín, Soledad Villamil, Pablo Rago | 2009 (129 min)

 

 

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PONTE DOS ESPIÕES – Bridge of Spies
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para Pensar, Para Entender o Nosso Mundo, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama - 22/10/2015

Depois de O Resgate do Soldado Ryan (1998), Prenda-me Se For Capaz (2002) e O Terminal (2004), Tom Hamks e Steven Spielberg voltam a trabalhar juntos na parceria ator-diretor que funciona tão bem. Ainda mais quando se trata de contar uma história baseada em relatos reais a partir do roteiro dos irmãos Ethan e Joel Coen (também de Onde os Fracos não Têm Vez). Aqui Speilberg é mais do que correto: é minucioso é impecável; Tom Hanks, um ator mais que completo, no ápice da sua maturidade dramática.

É assim que a dupla se mostra em Ponte dos Espiões. No auge da disputa entre Estados Unidos e União Soviética durante a Guerra Fria, os espiões invadem os territórios inimigos disfarçados dos mais incríveis personagens. Cada vez que um deles é desmascarado, torna-se uma poderosa fonte de informações, além de moeda de troca e de boas chantagens – uma peça fundamental no jogo pelo poder.

É nesse cenário que o espião russo Rudolf Abel (Mark Rylance) – que, aliás, rouba a cena com seu jeito despreocupado, poucas e inteligentes palavras – é pego em ação, ganha o direito de ter como advogado de defesa o renomado e ético James Donovam (Tom Hanks, também em Filadélfia, Capitão Phillips, Náufrago) e abre um precedente inacreditável na diplomacia entre os dois países.

Ponte dos Espiões tem muito da emoção travada da época da construção do Muro de Berlim em 1961, da tensão constante das relações, do patriotismo versus traição, e do valor que tem uma conduta ética e coerente. Dançar conforme a música pode ser o caminho mais curto, mais fácil e o mais esperado, mas sem dúvida deixa pra trás a chance de fazer a diferença.

 

DIREÇÃO: Steven Spielberg ROTEIRO: Matt Charman, Ethan Coen e Joel Coen ELENCO: Tom Hanks, Mark Rylance, Alan Alda, Mary Donovan | 2015 (141 min)

 

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OPERAÇÕES ESPECIAIS
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Brasil, Ação - 16/10/2015

Gosto demais do trabalho do Marcos Caruso, mas nem ele consegue segurar o filme. Também, é pedir demais. Operações Especiais é mais do mesmo, com a chancela da Cléo Pires com seu toque feminino de novata na polícia especial escalada para combater a bandidagem em uma zona barra pesada do Rio.

Não tem muito o que falar, mas em poucas palavras: a personagem de Cléo é formada em turismo, trabalha como recepcionista em um hotel e presencia um assalto horroroso. Repensa a profissão, resolve prestar concurso pra polícia e acaba sendo escalada pra ir ao campo de batalha resolver crimes e prender bandido. O delegado representado por Caruso é quem mais segura a trama: representa a autoridade não corruptível e correta, embora tenha ficado amargo com o passar dos anos e o andar da criminalidade impune no país.

 

DIREÇÃO: Tomas Portela ROTEIRO: Tomas Portela, Martina Rupp ELENCO: Marcos Caruso, Cléo Pires, Thiago Martins, Fabíula Nascimento | 2015 (90 min)

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MISSÃO: IMPOSSÍVEL – NAÇÃO SECRETA – Mission: Impossible – Rogue Nation
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Ação - 12/08/2015

Se der pra ver na sala IMAX, melhor. Agora, que tem que ser visto na telona, isso é indiscutível. No quinto filme da série, Missão: Impossível – Nação Secreta tem uma boa harmonia entre elementos-chave para esse tipo de filme: aventura, suspense, humor, tecnologia, espionagem e imaginação. Sim, porque criatividade aqui é fundamental. Quanto maior ela é, mais risco a gente acha que Cruise está correndo – e tudo fica ainda mais eletrizante.

Claro que tem que gostar de filme de ação pra curtir. Quando disse que fui ver o quinto filme da franquia MissãoImpossível, tem gente que já torceu o nariz. Mais do mesmo? Claro que a fórmula se repete, nos elementos acima. Mas o roteiro é bem feito, a história é original, a liga entre os personagens é muito boa e é digno do seu ingresso. Tom Cruise (também em Rain ManMagnólia), é imbatível, arrisca todas as fichas, faz seu próprio dublê e está muito bem na fita. A música tema continua pontuado as aventuras do agente Ethan Hunt, da Impossible Mission Force (IMF) e, acredite, ele se supera.

Veja também o comentário do 4º filme: Missão: Impossível – Protocolo Fantasma.

DIREÇÃO e ROTEIRO : Christopher McQuarrie ELENCO: Tom Cruise, Rebecca Ferguson, Jeremy Renner, Simon Pegg, Ving Rhames | 2015 (131 min)

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NA PRÓXIMA, ACERTO NO CORAÇÃO – La Prochaine Fois Je Viserai le Couer
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Policial, Para se Emocionar, Garimpo na Locadora, França, Drama - 12/08/2015

Guillaume Canet fez dois bons filmes no ano passado, ambos são histórias reais e ambos foram exibidos no Festival Varilux de Cinema Francês. O Homem Que Elas Amavam Demais, com Catherine Deneuve, já saiu de cartaz e vale ser garimpado na locadora quando estiver disponível. Sujeito enigmático, o personagem de Canet, nos dois filmes. Este que estreia agora tem esse título curioso, cruel e muito decidido: acertar a vítima no coração, para que não reste dúvida da sua morte.

É assim que pensa o assassino em série deste ótimo thriller. Canet, também diretor do lindo Até a Eternidade, com Marion Cotillard, é o tal serial killer – e isso não é nenhuma informação estraga-prazer porque já está na primeira sequência do filme. A grande questão, portanto, não é descobrir quem mata, mas por que ele mata e como vai se safar da polícia. A grande questão é observar suas atitudes, seu controlado descontrole, seu autoflagelo e tentar imaginar até aonde ele vai seguir com as mortes.

O filme dá uma boa análise psiquiátrica. Maníaco, foge da própria sombra, da própria loucura. Corre atrás do próprio rabo, investiga o próprio crime e não encontra saída na sua loucura. Também em Apenas uma Noite, Guillaume Canet mostra, nos dois filmes de 2o14, que realmente é talentoso e bom em criar personagens enigmáticos. Embora não seja roteiro original porque é baseado em episódios que de fato aconteceram entre 1978 e 79 no interior da França, o título é pra lá de original – e carrega um dos elementos cruciais do filme: a crueldade. Título bom é assim: um tiro certeiro no coração da trama.

 

DIREÇÃO: Cédric Anger ROTEIRO: Cédric Anger, Yvan Stefanovitch ELENCO: Guillaume Canet, Ana Girardot, Jean-Yves Berteloot | 2014 (111 min)

 

 

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LUGARES ESCUROS – Dark Places
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para Sentir Medo, Para Pensar, Garimpo na Locadora, Estados Unidos - 16/06/2015

Quando a expectativa é grande, é duro ser isenta. O livro homônimo, Lugares Escuros, foi escrito pela mesma autora de Garota Exemplar – que teve uma ótima adaptação para o cinema, com dissimulação e suspense na medida certa. Esperar a mesma tensão é cair numa armadilha. Vá desarmado – é a chance que você tem de curtir o programa.

De qualquer forma, eu diria que Lugares Escuros é daqueles pra ver em casa. Começa bem, com Libby Day (Charlize Theron, também em Mad Max: Estrada da Fúria, Jovens Adultos) contando sua história: sua mãe e irmãs foram brutalmente assassinadas quando ela tinha 8 anos. Nunca se recupera do trauma, vive isolada, sem fazer nada da vida. Até que é procurada por um grupo de investigadores amadores, fascinados por casos não resolvidos, que envolvem mortes violentas. Eles acreditam que seu irmão, considerado culpado e preso há 25 anos, é inocente.

Libby revisita o passado e a história se desenrola a partir daí, com flashbacks mostrando o que realmente aconteceu. Começa bem, mas segue numa linha torta, com personagens desconexos e um suspense que se dilui.

 

DIREÇÃO: Gilles Pacquet-Brenner ROTEIRO: Gillian Flynn (livro), Gilles Pacquet-Brenner ELENCO: Charlize Theron, Nicholas Hoult, Christina Hendricks, Chlöe Grace Moretz | 2105 (113 min)

 

 

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