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LINCOLN
CLASSIFICAÇÃO: Para Entender o Nosso Mundo, Estados Unidos, Drama - 15/02/2013


lincolnDIREÇÃO: Steven Spielberg

ROTEIRO: Tony Kushner, John Logan, Paul Webb

ELENCO: Daniel Day-Lewis, Sally Field, Joseph Gordon-Levitt, Tommy Lee Jones,, Gloria Reuben, Adam Driver

Estados Unidos, 2012 (154 min)

Lincoln não é arrastado, longo demais. É denso. Portanto, antes de qualquer comentário, fica avisado: quem não gosta de filme histórico, carregado de diálogos importantes e imponentes, de suma importância para a contextualização do filme e seu entendimento, pode garimpar outro filme aqui no blog. E não tem problema não gostar, é só uma questão de alinhar expectativas. Vá descansado, porque o filme tem duas horas e meia de duração e exige atenção. Ainda mais para nós, brasileiros, que temos a Guerra Civil americana como um fator histórico estudado em linhas gerais e não estamos obrigatoriamente familiarizados com este fato específico da vida de Abraham Lincoln e dos Estados Unidos.

Lincoln não é lento, tem o ritmo necessário para contar a história que Steven Spielberg magistralmente consegue contar (aliás, o diretor volta à sua velha forma, deixando produções como Cavalo de Guerra caírem no esquecimento…). Tem iluminação na medida certa, figurino, construção de época impecáveis para nos colocar no ano 1865, quando a Guerra de Secessão já fez centenas de milhares de mortos entre o norte industrial e o sul escravocrata. Tem um ritmo adequado para que coubessem os diálogos, argumentos, explicações e os famosos contos do presidente na tela.

Sem falar na joia da coroa, o talentosíssimo Daniel Day-Lewis (também em Meu Pé Esquerdo, Em Nome do Pai), que além de ser parecido com Lincoln, o caracteriza como ninguém. A semelhança física é assombrosa, e a atuação, irreparável. Aliás, merece o Oscar (o filme concorre em 12 categorias, entre elas melhor filme, diretor, ator, roteiro adaptado, ator e atriz coadjuvante). Na pele de Lewis, o Lincoln de Spielberg é espirituoso, persistente e audacioso. Decide lutar pela aprovação da emenda que aboliria a escravatura, que tiraria dos estados do sul seu trunfo colonialista e abalaria fortemente sua economia. Mas tem visão, e por isso é mais uma vítima assassinada por fanáticos. Tudo bem que os estados do norte já tinham uma condição diferenciada de desenvolvimento industrial e humano, mas a atitude de Lincoln de terminar a guerra, unir definitivamente o país e libertar os escravos foi decisória para o país ser o que é hoje.

Até por esse viés histórico vale a pena – mas não só por isso. Vale porque é cinema de qualidade, porque é roteiro bem feito, porque todos os detalhes são partes de um todo muito bem cuidado. Também acho que não agrada a todos – por isso, escolha de acordo com seu estado de espírito. Para os aventureiros, ótima viagem.

 

 

A HORA MAIS ESCURA – Zero Dark Thirty
CLASSIFICAÇÃO: Para Entender o Nosso Mundo, Estados Unidos, Drama, Ação - 15/02/2013

hora mais escuraDIREÇÃO: Kathryn Bigelow

ROTEIRO: Mark Boal

ELENCO: Jessica Chastain, Joel Edgerton, Chris Pratt

Estados Unidos, 2011 (157 min)

A hora mais escura é a hora da captura. Breu total nos confins do Paquistão, onde Osama Bin Laden construiu seu esconderijo. No momento em que as tropas especiais da Marinha (SEAL) dos Estados Unidos invadem, capturam e matam o líder terrorista da Al Qaeda, responsável pelo ataque ao World Trade Center em 2001 e procurado exaustivamente desde então, a hora exata é 00:30 – Zero Dark Thirty, o título original.

Esse é o ápice de A Hora Mais Escura, da diretora Kathryn Bigelow, também de Guerra ao Terror – Oscar de melhor filme e direção em 2010. Quem assistiu ao filme anterior, que mostra um esquadrão americano escalado para desarmar minas terrestres no Iraque, já tem uma ideia do estilo Bigelow de fazer guerra. Vai direto ao ponto, transporta o espectador para o campo de batalha através da construção de cenas e personagens que parecem reais. Portanto, nenhuma intenção de minimizar sofrimento, dor, crueldade.

A começar pelas cenas impressionantes de tortura do início de A Hora Mais Escura. Depois de 11 de setembro, a tortura de suspeitos é usada como principal ferramenta para conseguir informação sobre Bin Laden e futuros ataques terroristas. Com o passar dos anos e o fracasso das operações de inteligência no Afeganistão, muitas missões são abandonadas com exceção daquela em que Maya (Jessica Chastain, também em A Árvore da Vida, O Abrigo, Histórias Cruzadas) está envolvida.

Obcecada pela captura do terrorista, Maya desafia os instintos masculinos que não acreditavam na sua investigação, teima em encontrar o mensageiro de Bin Laden para então caçá-lo no Paquistão, assume o risco e acerta em cheio. Pelo menos é o que disse o Pentágono, Washington, lideranças americanas e a imprensa em 2011. Não se trata de um documentário, mas sim do que se chama de filme documentado, ou seja, baseado em fatos reais, identidades reais, mas roteirizado como ficção, com licenças artísticas e tudo mais que é preciso para se contar uma história. Algo como o que a literatura chama de “reportagem literária”.

Embora longo, A Hora Mais Escura prende a atenção, ressalta a tensão no ar a todo instante e, claro, vangloria os EUA pela missão bem sucedida. Como se isso lavasse a alma do povo americano. Não lava, não paga o preço da guerra, das vidas inocentes perdidas. Mas foi assim que a história da captura nos foi apresentada pela imprensa e agora é contada por Bigelow. Com talento, verdade seja dita, e uma importante dose de emoção por parte de Maya. Sem falar no fator feminino que rodeia a produção a todo instante: quem diria que uma missão desse porte teria sido liderada por uma mulher? Mulheres em guerra – Kathryn Bigelow faz como ninguém.

 

ROTA IRLANDESA – Route Irish
CLASSIFICAÇÃO: Para Entender o Nosso Mundo, Inglaterra, Ação - 08/02/2013

rota irlandesaDIRETOR: Ken Loach1 icone_DVD

ROTEIRO: Paul Laverty

ELENCO: Andrea Lowe, Mark Womack, Geoff Bell

Inglaterra, 2010 (109 min)

Não tinha visto nada deste diretor inglês até assistir a À Procura de Eric na Mostra de Cinema de SP em 2009, que tem um tom de crítica social, assim como o mais recente A Parte dos Anjos, deixando um pouco a política de lado e reforçando um humor fino e inglês. Loach levou a Palma de Ouro com Ventos da Liberdade (2006), em que fala do conflito irlandês, e só agora Rota Irlandesa chega em DVD por aqui, retomando um tema político e violento, como fez no curta que faz parte do filme 11 de Setembro.

Mas não se trata do mesmo assunto: o termo “rota irlandesa” usado neste filme é a estrada que liga o aeroporto de Bagdá à área de ocupação das tropas americanas no Iraque, a Zona Verde. Considerada uma das faixas mais perigosas do mundo, é nela que morre Frankie (John Bishop), ex-militar britânico que vai ao Iraque trabalhar para empreiteiras que precisam garantir a segurança de pessoas e mercadorias justamente nesse pedaço mais perigoso do mundo.

Rota Irlandesa é um filme de suspense e ação, com violência e cenas previsíveis. Protagonizado por Fergus (Mark Womack), amigo de infância de Frankie que desconfia que a morte do amigo não foi acidental, mas sim queima de arquivo por parte dos ingleses, a trama é essencialmente uma busca pelos culpados e pela vingança. Algo no roteiro faz com que a gente perceba, logo de cara, que o culpado veste colarinho branco – o que tira grande parte do suposto mistério que tanto atormenta o descontrolado Fergus.

O assunto da tortura, dos maus tratos dos ocidentais que se metem em países em conflito estará em voga nos cinemas com a estreia em breve de  A Hora Mais Escura, de Kathryn Bigelow (também de Guerra ao Terror), em que ela narra a busca e captura por Osama Bin Laden no Afeganistão. Apesar de Rota Irlandesa ter a mão pesada demais no drama do personagem Fergus, o assunto é boa pauta, reforçado também com imagens reais do conflito no Iraque, e remete ao tema tão falado na imprensa e tão pouco resolvido da busca insana e a qualquer preço por culpados. Todo mundo esquece que o sistema político e econômico é o grande vilão da história – também com letra maiúscula.

FILMES SOBRE o CONFLITO no ORIENTE MÉDIO
CLASSIFICAÇÃO: Para Entender o Nosso Mundo, Especial - 21/11/2012

Diante das manchetes dos jornais que estampam, desde a semana passada, o conflito no Oriente Médio, mas especificamente entre israelenses e palestinos, vale a pena recorrer ao cinema para entender melhor o que acontece. Apesar de serem obras de ficção, ilustram o complexo panorama da região, com suas particularidades religiosas e culturais. O Cine Garimpo selecionou oito bons filmes em DVD, para você entender o nosso mundo.

Free Zone, de Amos Gitai

Aproximação, de Amos Gitai

A Banda, de Eran Kolirin

Valsa com Bashir, de Ari Folman

Lemon Tree, de Eran Riklis

A Noiva Síria, de Eran Riklis

O Que Resta do Tempo, de Elia Suleiman

Incêndios, de Denis Villeneuve

 

 

 

 

AS FLORES DE KIRKUK – The Flowers of Kirkuk
CLASSIFICAÇÃO: Para Entender o Nosso Mundo, Itália, Drama - 26/09/2012

DIREÇÃO: Fariborz Kamkari

ROTEIRO: Fariborz Kamkari e Naseh Kamkari

ELENCO: Morjana Alaoui, Ertem Eser, Mohammed Bakri

Suíça, Itália, 2010 (118 min)

Em tempos de Primavera Árabe, o filme As Flores de Kirkuk cai como uma luva. Ainda mais falando em Iraque, um país pouco explorado no cinema. Pelo menos no cinema que chega para nós, brasileiros. Muitas vezes, é nas mostras de cinema árabe que temos a oportunidade de assistir a filmes que retratam essa realidade. O que tem acontecido é que as notícias chegam pela mídia impressa, eletrônica, televisiva, em tempo real, mas sem romance no pacote.

O filme do diretor iraniano Fariborz Kamkari, de origem curda, retoma um período sombrio da história iraquiana, em que Saddam Hussein ordena o massacre de mais de 200 mil curdos. De 2003, quando o ditador é deposto, o filme volta à década de 80, quando o poder militar de Saddam e sua ideologia de limpeza étnica foi cruel e implacável. A história é contada através da vida da jovem médica iraquiana Najla, que estuda na Itália, apaixona-se por um colega curdo e volta para o Iraque à procura do namorado quando ele se junta às forças de resistências contra o regime. Contrariando todas as regras sociais e políticas que obrigam as mulheres a obedecer aos homens, seguir as regras do clã familiar e da educação iraquiana e casar-se, Najla decide engajar-se na luta a favor dos curdos, atuando na clandestinidade e como informante.

Como pano de fundo, é bem interessante. Um momento cruel da história de um país complicado. Tem uma dose um pouco exagerada de melodrama, inclusive representado pelas flores de Kirkur, cidade palco da trama, que dão o título da obra. As flores são a antítese do regime violento e terrorista, a representação da possibilidade de mudança, de esperança. Uma antítese da aridez da região e das relações. Talvez o drama todo faça parte do contexto, mas filmes assim, que mostram esse tipo de conflito de amor impossível, genocídio, rivalidades religiosas, extremismo na região do Oriente Médio, sempre me fazem lembrar de Incêndios, que tem um roteiro espetacular e uma narrativa extremamente dramática, porém prescinde do  melodrama. Mesmo assim, As Flores de Kirkuk é interessante e importante enquanto registro histórico e humanitário. E ajuda a juntar os cacos da confusão iraquiana instalada até hoje e que ainda não apresenta luz no fim do túnel.

 

 

CORAÇÕES SUJOS
CLASSIFICAÇÃO: Para Entender o Nosso Mundo, Drama, Brasil - 17/08/2012

DIREÇÃO: Vicente Amorim

ROTEIRO: David França Mendes

ELENCO: Tsuyoshi Ihara, Takako Tokiwa, Eiji Okuda, Shun Sugata, Kimiko Yo, Eduardo Moscovis, Celine Miyuki, Issamu Yazaki

Brasil, 2011 (115 min)


Corações sujos eram aqueles japoneses que acreditavam que o Japão tinha perdido a Segunda Guerra. Ao acreditar (na verdade), estavam traindo a pátria, os comandantes da imigração japonesa no Brasil, e, por consequência, o imperador – o que já seria assinar uma sentença de morte. Assim escreveu Fernando Morais em seu livro homônimo (2000), para contar a interessante história do núcleo japonês que se estabeleceu em São Paulo naquela época, formando a imensa e integrada colônia que temos hoje.

Li o livro já há algum tempo e realmente não viria a saber do ocorrido se não fosse por essa vasta pesquisa do escritor. Gosto muito do texto de Fernando Morais (também de Chatô, O Rei do Brasil, Olga, O Mago, comentado aqui no blog), principalmente no quesito construção dos personagens. E é justamente aqui que o filme Corações Sujos, de Vicente Amorim (também de Um Homem Bom), peca. Rasos e sem contexto, os personagens japoneses centrados na figura do fotógrafo, que é escolhido para matar aqueles que “traem” a pátria por acreditarem que o Japão não é mais um guerreiro vencedor, perdem a sua força interpretativa e a narrativa fica desinteressante. De marido afetuoso e profissional gentil, passa a assassino cruel e implacável. Num estalo. 

O que não quer dizer que esteticamente não seja um filme bonito. É sim, inclusive o visual conta muito do que aconteceu com essa colônia. Muito embora não precisasse ter essa áurea tão arrumada, impecável, com tudo no devido lugar. Não tem cara de verdade, embora a gente saiba que o livro de Morais seja documental. Mas é um registro cinematográfico, que ilustra essa passagem história tão pouco conhecida. E inusitada, diga-se de passagem.

 

ATO DE CORAGEM – Act of Valor
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Estados Unidos, Ação - 02/08/2012

DIREÇÃO: Mike McCoy, Scott Waugh

ROTEIRO: Kurt Johnstad

ELENCO: Alex Veadov, Roselyn Sanchez, Nestor Serrano

Estados Unidos, 2012 (110 min)

 

Nos cinemas: 03 de agosto

Peça publicitária – é isso que Ato de Coragem parece. E acho que é mesmo, uma tentativa de enaltecer ao extremo a coragem, a perícia e o patriotismos da Marinha dos Estados Unidos. Quem for fã das Forças Armadas e da política bélica americana, vai vibrar com a ação anti-terrorrista dos Navy SEALs – a sigla se refere a essa força de operações especiais da marinha, capaz de locomover e combater no mar, no ar e na terra (daí a sigla: sea, air, land – SEAL). Um batalhão contra o terrorismo mundial, equipado com o que há de mais moderno e eficiente, que trabalha em equipe e como uma grande família, amparado por uma vasta rede de inteligência e informação nos quatro cantos do mundo.

Perfeito, não? Pois é. É exatamente isso que chama a atenção – negativamente, diga-se de passagem – em Ato de Coragem. Uma equipe de SEALs, interpretada no filme por militares de verdade, é convocada para resgatar uma agente da CIA capturada por poderosos narcotraficantes, que por sua vez estão envolvidos com terroristas que planejam ataques à população civil americana. Há cenas de ação intensas – principalmente o resgate à Lisa Morales – mas não salva o filme. De forma nenhuma. A investigação é obvia, a espionagem, principiante. Parece mesmo um desses jogos de guerra de videogame que enlouquecem os adolescentes – aliás, me senti num deles, tamanha a previsibilidade e sentimentalismo barato.

Digo e repito: se você é daqueles que idolatra os americanos e a postura que tentam passar de bons moços, mantenedores dos interesses nacionais com prioridade à família e ao cidadão, viva! Ato de Coragem coloca no pedestal quem dá a vida para ser um membro SEAL. Mas se, no mínimo, você fica uma pulga (ou muitas) atrás da sua orelha, desconfiando que as coisas não são bem assim e que o papel – e a tela – tudo aceitam, não se deixe enganar. É publicidade pura!

 

CORIOLANO – Coriolanus
CLASSIFICAÇÃO: Para Entender o Nosso Mundo, Inglaterra, Drama - 01/06/2012

DIREÇÃO: Ralph Fiennes 

ROTEIRO: John Logan, William Shakespeare

ELENCO: Ralph Fiennes, Gerard Butler, Lubna Azabal, Ashraf Barhom, Vanessa Redgrave,

Inglaterra, 2011 (122 min)

Gosto bastante do trabalho do ator Ralph Fiennes. Sua atuação em filmes como A Lista de Schindler, O Paciente Inglês e O Jardineiro Fiel é marcante, além de ter feito outros filmes em que também tem presença importante como O Leitor e A Duquesa. Foi com essas informações em mente que Coriolano me chamou a atenção. Fiennes faz a estreia dele como diretor, mas confesso que me pegou de surpresa, pelo lado negativo. O filme é uma adaptação da peça de William Shakespeare e o diretor optou por manter a linguagem da época, portanto um inglês do século 17, duro de entender, e mais ainda, chato de acompanhar.

Além de dirigir, Fiennes é Coriolano no filme, um herói romano que acaba banido da cidade e alia-se ao seu inimigo para vingar-se. O enredo é violento, mas não é isso que incomoda. O que mais me desinteressou é a história confusa e o inglês (linguagem) arcaico fora de contexto, como já falei. Claro, esqueci de dizer que não é um filme de época, visualmente falando. Originalmente a trajédia de Shakespeare se passa na época da quedo do Império Romano, mas aqui foi transportada para a atualidade, numa analogia dos poderes, mandos, forças políticas, autoridades e o povo desprezado na outra ponta. Claro, atual no tema, mas infeliz na escolha da linguagem, inclusive cinematográfica. Ao invés de ser uma mistura interessante, causa uma estranheza e se torna cansativo.

Não sou do tipo que desiste de filmes no meio, mas este não conseguiu atrair a minha atenção por nenhum lado e acabei me desinteressando. Vamos ver o que Fiennes apresenta na sua próxima aventura como diretor, mas definitivamente Coriolano não acertou no formato.

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