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24º ANIMA MUNDI
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para se Divertir, Festivais, Animação - 04/11/2016

Acaba a Mostra SP, começa o festival de animação. O ANIMA MUNDI conta com 400 filmes, curtas e longas, até domingo dia 06.

Informações no site do festival – é só clicar no link acima. Um dos destaques é A Tartaruga Vermelha, que levou o prêmio especial do júri na categoria mais bacana de Cannes – Un Certain Regard.

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40ª MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE SP
CLASSIFICAÇÃO: Festivais - 20/10/2016

No ar o evento mais charmoso de São Paulo. A Mostra Internacional de Cinema faz 40 anos e, como sempre, é imperdível. O legal é que muitos dos filmes selecionados (são 322, de 50 países, passando em 42 locais da cidade) já têm data pra entrar no circuito comercial e o gap entre a exibição na Mostra e a estreia está ficando cada vez menor. Melhor pra nós, que tentamos montar o quebra-cabeça todos os anos pra assistir tudo que der!

Clique no link da Mostra (acima) para ver a programação e garimpar!


Aqui vão alguns dos filmes assistidos:

ANIMAIS NOTURNOS, de Tom Ford (com Amy Adams, Jake Gyllenhaal, Michael Shannon; EUA, 117 min, 2016) | Vale lembrar quem é Tom Ford: antes de cineasta, é estilista e responsável pela revitalização da Gucci. Portanto, olho bem aberto para a estética impecável de tudo que Ford faz – inclusive seu filme anterior, Direito de AmarAnimais Noturnos é de uma intensidade absurda. Usa como ferramenta para colocar o espectador dentro da tela aquela história de trazer uma história pra dentro da própria história. Neste caso, a personagem Susan, de Amy Adams (maravilhosa!) e Tony, de Jake Gyllenhaal (foto), vivem um drama, que ganha importantes emoções e complementos narrativos na história do livro escrito por Tony e lido por Susan. Tão bem amarrado que realmente a gente se esquece qual é a realidade. Estreia prometida para dezembro. | VALE SEU INGRESSO


BELOS SONHOS, de Marco Bellocchio (com Valerio Mastandrea, Bérénice Bejo, Emmanuelle Devos; Itália, 134 min, 2016) | Poesia pura, me lembrou bastante o jeito de Cinema Paradiso de prosear. O drama forte do garoto que perde a mãe, passa pela vida sentindo uma saudade imensa da sua presença e uma ausência tremenda do pai ainda vivo, tem dificuldade de amar e deixar ser amado. Indo e vindo nas lembranças e com enredo cheio de flashbacks, é uma pérola do cinema italiano do diretor Bellocchio, homenageado na 40ª Mostra SP. É dele também Vincere, uma obra-prima. | VALE SEU INGRESSO


A GAROTA DESCONHECIDA, de Jean-Pierre e Luc Dardenne (Bélgica, França, 113 min, 2016) |

Estou digerindo o último filme dos irmãos Dardenne. FuI com muita sede ao pote – sou fã desse cinema realista, nu e cru, social e político, humano no retrato mais seco que se pode ter das facetas humanas. É assim em A Criança; suaviza e emite uma réstia de otimismo na raça humana em O Garoto da Bicicleta, volta pro viés individualista e cruel da sociedade mercantilista em Dois Dias, Uma Noite; e vai ladeira abaixo naquilo que o ser humano ainda tem de esperança nele mesmo em A GAROTA DESCONHECIDA

No meu breve comentário no post sobre o filme no Instagram (@cinegarimpo), logo depois que saí da cabine de imprensa, digo que faltou realismo, aquele retrato da realidade que tanto me emociona nos seus filmes. Algo não me caiu bem – como se a falta de verossimilhança tivesse me incomodado demais. Depois que li a crítica do jornalista Luiz Zanin no Estadão, entendi o que eu realmente havia sentido. Jean-Pierre e Luc Dardenne preferem a fábula à realidade como a conhecemos. Constroem um personagem quase fictício: uma médica jovem, altruísta na essência, um dia não recebe uma paciente em seu consultório porque o horário de atendimento já havia encerrado. Ao descobrir que aquela mulher morreu logo depois, sente-se responsável e não sossega, genuinamente, até reparar o dano.

Não que as pessoas não possam ser tão boas assim. Pelo contrário, sou otimista. Acredito sempre. Mas ficou morno. Esforçar-se para encontrar a emoção na obra dos irmãos belgas, não combina. Sua obra é latente, pulsante, perturbadora porque toca fundo na alma. No que há de mais puro – e escuro. Não exige esforço. Ser inverossímil rompe esse mecanismo. E cansa. 


 O ÍDOLO

PATERSON

SANGUE DO MEU SANGUE

MARESIA

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CINE VISTA – CINEMA AO AR LIVRE NO JK
CLASSIFICAÇÃO: Especiais - 08/06/2016

Já faz quatro anos que tem cinema ao ar livre no JK e a programação é sempre um sucesso. O mix tem filmes inéditos, produções premiadas no Oscar deste ano e infantis para curtir com a família.

Mas programe-se, porque cada filmes terá só uma sessão e os ingressos já estão disponíveis. Você pode ver a programação completa na página do JK do Mundo Iguatemi, mas fique de olho nas seguintes dicas pra aproveitar bem o programa.

Se for para levar as crianças, Zootopia é o mundo em que animais perderam a sua condição de selvagens; Snoopy, dispensa apresentações e encanta adultos e crianças; Kung Fu Panda 3, é uma aventura; e No Mundo da Lua é pra sair do comum e apreciar o traço da animação espanhola.

 

Quem não conseguiu ainda ver – ou quer rever um bom filme – prepare-se para a aventura em O Regresso e para a emoção em O Quarto de Jack, A Garota Dinarquesa e Carol. Se for para se divertir, aposte em Perdido em Marte; para pensar – se gosta de mercado financeiro – em A Grande Aposta; e para entender o nosso mundo, em Spotlight. Muitos estão comentados aqui na coluna – é só clicar no nome do filme pra saber mais.

 

Mas especial ainda é a seleção de filmes inéditos. Logo mais estreiam nos cinemas, mas o Cine Vista exibe antes exclusivamente pra você. Tom Hanks vem com Negócio das Arábias; Meryl Streep com a biografia da cantora Florence Foster Jenkins em Florence: quem é essa mulher? (foto); e Ryan Goslin e Russell Crowe, com o filme de ação policial Dois Caras Legais. Quem gosta de inovar e curte cinema argentino – e Ricardo Darín – vai adorar o drama político Koblic; e para os amantes da comédia romântica francesa, nada como o delicioso Um Amor à Altura, com Jean Dujardin, pra fechar com chave de ouro.

 

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19º FESTIVAL DE CINEMA JUDAICO DE SÃO PAULO
Ronit Elkmbetz em O JULGAMENTO DE VIVIANE AMSALEM: ela é a protagonista e diretora
CLASSIFICAÇÃO: Festivais - 31/07/2015

O foco do 19º Festival de Cinema Judaico de São Paulo é a força feminina. Há dois filmes emblemáticos que justificam o tema: O Julgamento de Viviane Amsalem, com Ronit Elkabetz, e  A Dama Dourada, com Helen Mirren (também em A Rainha). Enquanto O Julgamento… (Gett, Israel | 2014 | 115 min) se passa inteiramente em uma sala de um tribunal, onde três rabinos decidem se Viviane deve (ou pode) se separar do marido, A Dama Dourada (Woman in Gold | 2015 | 110 min) amplia os horizontes, vai da Califórnia à Áustria, onde uma sobrevivente do holocausto tenta recuperar uma valiosa obra de arte roubada de sua família pelos nazistas.

De teores diferentes, os dois filmes são protagonizados por mulheres fortes e determinadas, e valem seu ingresso. O Julgamento de Viviane Amsalem foi premiado mundo afora e chega a ser tragicômico. Viviane é casada com Eliseu, sente-se infeliz e pede o divórcio. Ele não concorda. Ela sai de casa, contrata um advogado bastante eloquente e vai ao tribunal religioso presidido por três rabinos, que decidirão o que o casal deve fazer. Aos olhos dos religiosos, não há motivo para a separação – Viviane deve aproveitar a chance de voltar pra casa para ser uma esposa obediente e uma boa mãe. Aos olhos de Viviane, não há nada que o desabone, é um bom sujeito. Mas o fato de estar infeliz é suficiente para querer sua liberdade.

Filme de um único cenário, o tribunal é o local onde a roupa suja é lavada – inclusive por aqueles que não têm nada a ver com a vida do casal. Já que o trio de rabinos não consegue convencer nenhuma das partes, apela para essas testemunhas que acabam fazendo dessa corte um circo. Uma tragicomédia das tradições judaicas, do machismo que domina as relações, da luta pela individualidade das mulheres. Lembra um pouco o iraniano A Separação, nesse quesito da voz masculina ser imperativa e inquestionável, mas não tem um drama pesado. É teatral; dramático, com tom pitoresco e irônico; intenso nas atuações.

A programação completa do está no site do festival (acima) dividida entre 11 filmes de ficção e 11 documentários. Garimpe!

 

quando: de 4 a 9 de agosto

onde: A Hebraica, Cinesesc, MIS, Cinemark Pátio Higienópolis, Livraria Cultura – Teatro Eva Herz

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ANIMA MUNDI
CLASSIFICAÇÃO: Festivais, Brasil, Animação - 07/07/2015

Vem aí o 23º Festival Internacional de Animação do Brasil:

Rio de Janeiro – 10 a 15 de julho

São Paulo – 17 a 22 de julho

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CIRANDA DE FILMES 2015
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Para Pensar, Festival, Festivais, Brasil - 20/05/2015

Amanhã a programação já é para o público. Dirigido a educadores, pedagogos, artistas, cinéfilos, gestores, cineastas, estudantes, pais e todos aqueles que querem olhar para a infância e a aprendizagem através da lente do cinema. Aliás, esse sempre foi o fio condutor do Cine Garimpo: garimpar filmes diversos, dos mais variados gêneros, nacionalidades, tons e cores, para aumentar o repertório e ampliar a visão de mundo. Quando pensamos em infância, na experiência da criança, na sua vivência familiar e escolar, na formação formal e informal, o cinema se encaixa como uma luva. Coloca-nos em contato com realidades distantes, ricas e preciosas, que nos fazem crescer no conhecimento e na emoção.

Palavras minhas, mas é assim que senti a vibração da primeira Ciranda de Filmes no ano passado. Agora o evento segue, e cresce. São 51 filmes, vindos dos quatro cantos do mundo, para trazer à tona discussões sob três pilares: famílias, criança e natureza, e protagonismo infantil. Sempre apostando no poder transformador (e ele é real, acredite!) do cinema na vida das pessoas, este evento é precioso. Além dos títulos escolhidos, haverá rodas de conversa, vivências lúdicas, corporais e musicais e oficinas. A programação está toda lá no site do evento.

Vários dos filmes selecionados já estão aqui no blog. É só clicar no nome do filme (abaixo) e conferir o comentário. Bom garimpo e boa ciranda!

quando: de 21 a 24 de mail | É de graça! 

onde: Cinesesc e Cine Livraria Cultura


Filmes comentados aqui no Cine Garimpo! 

O QUE EU MAIS DESEJO, de Hirokazu Kore-Eda | Japão, 2011 – O diretor tem uma sensibilidade ímpar, também em Pais e Filhos. Acabou de apresentar seu novo filme em Cannes, Notre Petite Soeur, que também tem o viés humano e o alicerce familiar bem fincados.

A CULPA É DO FIDEL, de Julie Gavras | França, 2006 –  Delicioso de ver, também está na lista de filmes do Cine Garimpo, em que “a criança dá o tom”.

TOMBOY, de Céline Sciamma | França, 2011 – Trata do tema do tema delicado do Transtorno da Identidade de Gênero; atualmente a diretora tem um outro filme em cartaz, também muito bom sobre adolescentes, chamado Garotas.

INDOMÁVEL SONHADORA, de Benh Zeitlin | EUA, 2013 – Triste e humano, é daqueles que faz parar para pensar.

 O SONHO DE WADJDA, de Haifaa Al Mansour | Arábia Saudita, 2012 – Primeiro filme feito por uma mulher cineasta no país. Uma preciosidade e oportunidade única de conhecer a realidade as meninas que não podem andar de bicicleta.

MINHAS MÃES E MEU PAI, de Lisa Cholodenko |  EUA, 2010 – Sobre o formato das novas famílias, com muita graça, humor e emoção.

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36a MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE SÃO PAULO – Mostra Brasil
CLASSIFICAÇÃO: Festival, Especial, Brasil - 17/10/2012

Às vésperas de mais uma Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o Cine Garimpo completa 3 anos de publicações. Com abertura marcada para amanhã, com a exibição do filme No, do chileno Pablo Larrain, a Mostra abre para o público na sexta, dia 19 e vai até dia 1 de novembro.

Como acontece todos os anos, difícil é escolher o que assistir no mosaico de cerca de 350 filmes de mais de 60 países. E se programar. Já adianto que há muito o que garimpar nessa edição do evento, que conta com a curadoria de Renata Almeida, viúva do idealizador do evento, Leon Cakoff, morto no ano passado.

FILMES DA MOSTRA BRASIL

Já venho acompanhando as sessões fechadas para jornalistas e vou publicar aqui no blog filmes já assistidos, das cinco sessões que compõem a Mostra: Competição Novos Diretores, Perspectiva Internacional, Retrospectivas, Apresentações Especiais e Mostra Brasil. Desta última, todos os filmes exibidos são inéditos aqui em São Paulo, mas já foram exibidos em outros festivais. Destaco aqueles que assisti em Gramado e que valem o seu ingresso.

 

Colegas, de Marcelo Galvão (vencedor de Gramado)

Eu Não Faço a Menor Ideia do que Eu Tô Fazendo com a Minha Vida, de Matheus Souza

O Que Se Move, de Caetano Gotardo

Super Nada, de Rubens Rewald e Rossana Foglia

O Som ao Redor, de Kleber Mendonça (vencedor do Festival do Rio)

 

PROGRAME-SE:

  1. Informações: acesse o site da Mostra. Lá você encontra todas as informações, inclusive a programação por data, filme, sala ou diretor;
  2. Pacote de ingressos: Estão à venda na Central da Mostra (Conjunto Nacional, ao lado da Livraria Cultura) os pacotes promocionais permanetes e parciais (pacotes para 20 ou 40 filmes, descontos para assinantes da Folha) – interessante para cinéfilos que conseguem dispor de mais tempo;
  3. Ingresso avulso: Uma vez escolhido o filme, é possível comprar ingresso quatro dias antes pelo Ingresso.com – recomendo, funciona superbem e elimina problemas e filas enormes nas bilheterias. Quando são filmes muito procurados, os ingressos simplesmente desaparecem! No dia da exibição, você só compra na bilheteria. Preço do ingresso avulso: de segunda a quinta: R$ 15,00 (inteira), R$ 7,5 (meia); de sexta a domingo: R$ 19,00 (inteira), R$ 9,50 (meia).
Veja a vinheta da Mostra abaixo. De autoria de Amir Admoni (diretor do curta Linear), é uma homenagem ao diretor russo Andrei Tarkóski, que tem sua obra completa exibida no evento.

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