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MINHA VIDA DE ABOBRINHA – My Life as a Zucchini
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Garimpo na Locadora, França, Animação - 17/02/2017

Cheio de ternura, Minha Vida de Abobrinha é daquelas animações que pegam a gente de jeito. Por três motivos bem básicos – e bem suficientes pra te dar a dica de sair do comum.

Aliás, esta é a primeira: animação que tem um traço diferenciado, que sai do padrão hollywoodiano (nada contra, só diferente), já chama a minha atenção. É feita com a técnica stop motion, aquela dos bonecos de massinha filmados quadro a quadro. Isso por si só já cria uma certa intimidade com os personagens, principalmente com o protagonista Abobrinha – esse garoto de 9 anos, que é abandonado pela mãe “que bebe muita cerveja”, vai parar num orfanato e, aos poucos, recupera a autoestima, a vontade de viver e ganha o amor de uma nova família.

A segunda é justamente o tema: a ternura e a amizade transformam a vida do garoto, que chega ressabiado, sofre bullying, vai aos poucos se encontrando e se desmancha em alegria quando faz novos amigos e se sente novamente amado. Tema adulto, essa dureza do abandono e da tristeza. Mas a amizade salva. Sempre!

Por fim, a qualidade desse cinema que é capaz de trazer um assunto tão comum, tão explorado, de uma maneira sensível e única. Cinema francês, concorre ao Oscar de melhor animação e vai pra lista do Cine Garimpo de animações que fogem do traço tradicional.

 

DIREÇÃO: Claude Barras ROTEIRO: Gilles Paris, Céline Sciamma ELENCO: Gaspard Schlatter, Sixtine Murat, Paulin Jaccoud | 2016 (70 min)

 

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JACKIE
CLASSIFICAÇÃO: Vale seu Ingresso de Cinema, Para se Emocionar, Para Entender o Nosso Mundo, Estados Unidos, Biografia - 31/01/2017

Havia várias maneiras de falar do momento em que John Kennedy foi assassinado durante a carreata em Dallas, no dia 22 de novembro de 1963. Pelo diretor Pablo Larraín, o enfoque é dúbio. O momento após o tiro é contato através da entrevista que Jackie dá a um jornalista. Sua dor evidente se contrapõe à postura cuidadosa de viúva dos Estados Unidos, de moradora da Casa Branca, de mulher do homem cobiçado por todas, de alguém que quer – e precisa – deixar seu legado. De frágil e good wife, Natalie Portman (também em Cisne Negro, Um Beijo Roubado), indicada ao Globo de Ouro e Oscar pelo papel, consegue plantar a imagem da mulher astuta, consciente e política. Era preciso mostrar o que tinham feito com o presidente.

Diretor também de No, que mostra o momento do político importante no Chile, Larraín aqui também se preocupa em construir uma Jackie consciente de sua posição política, o que faz um contraponto importante com esse ícone da elegância, daquele que ditou as regras da moda nos anos 60, daquela que era a cara da América. Não é à toa que o filme concorre ao Oscar de melhor figurino. O diretor fez questão de fazer esse lado estético impecável, assim como era Jackie. Sempre elegante. Até suja de sangue, até quando precisou pontuar que seu marido entraria, sim, para a história. De fato, falou e disse.

 

DIREÇÃO:  Pablo Larraín ROTEIRO: Noah Oppenheim ELENCO: Natalie Portman, Peter Sarsgaard, Greta Gerwig | 2016 (100 min)

 

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MANCHESTER À BEIRA-MAR – Manchester by the Sea
CLASSIFICAÇÃO: Vale seu Ingresso de Cinema, Para se Divertir, Estados Unidos, Drama - 24/01/2017

Normalmente as trajetórias que mais emocionam são aquelas que lidam com histórias de vida comuns. Gente como a gente, com suas encrencas pra resolver, com a vida virada de cabeça pra baixo e com relacionamentos complexos, com dor e ternura. Ou seja, vidas de verdade. Por isso é que Manchester À Beira-Mar é tão impactante. Não tem um só personagem herói; nem modelo. A gente mergulha no filme e veste a carapuça.

Lee Chandler (Casey Affleck, vencedor do Globo de Ouro pelo papel) é zelador de um prédio, faz seu trabalho sem fazer questão de ser simpático; é objetivo e frio, faz o mínimo necessário. Sujeito amargo. E triste. Até que recebe um telefonema dizendo que seu irmão faleceu. Tem que ir à Manchester se despedir e cuidar do que o irmão deixou – inclusive de seu sobrinho, que fica sob sua guarda. No decorrer da narrativa, vamos descobrindo quem é Lee, sabemos sobre seu passado e seu casamento com Randi (Michelle Williams, também em Entre o Amor e a Paixão, Namorados Para Sempre), de que fontes bebeu para ser tão duro consigo mesmo.

Não espere reviravoltas ou acontecimentos mirabolantes. A narrativa é sobre uma vida simples, sobre erros e acertos, sobre relacionamentos que não se esgotam, que precisam de tempo para serem digeridos e perdoados. Profundo e verdadeiro, principalmente a cena em que Michelle Williams revisita o passado. Que cena! O ano começa muito bem.

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Kenneth Lonergan ELENCO: Michelle Williams, Casey Affleck, Kyle Chandler, Lucas Hedges | 2016 (137 min)

 

 

 

 

 

 

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CAPITÃO FANTÁSTICO – Captain Fantastic
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para Pensar, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama - 04/01/2017

Que tal pensar fora da caixa, romper as expectativas e seguir o instinto? Ao invés de criar os seis filhos debaixo do guarda-chuva da sociedade de consumo, do sistema educacional tradicional e da cidade como a gente conhece, Ben Cash (Viggo Mortensen, também em A Estrada, Na Estrada, Um Método Perigoso) segue outro padrão: do rigor intelectual, e do preparo físico e emocional para lidar com as adversidades da vida. Por seu papel no filme, Mortensen foi nomeado ao Globo de Ouro – e é, realmente, de uma força e uma emoção que vai fazer você se inspirar em virar a mesa.

Os mandamentos são ensinar a pensar e argumentar. A família mora na floresta,  segue uma rigorosa rotina de estudo e atividades, cuida da alimentação e da moradia, é autossuficiente e valoriza muito os momentos de lazer entre eles. Mas, quando volta para a sociedade, não sabe nem como se comportar. A mulher de Ben morre, eles vão ao velório vestidos com roupas coloridas e deparam-se com a pressão dos avós para que se enquadrem no esquema da sociedade tradicional capitalista.

Achar o meio termo é a grande questão – e a reflexão que essa necessidade gera é a grande magia de Capitão Fantástico. Saber reconhecer o estilo de vida que faz sentido pra cada um e adaptá-lo à realidade talvez seja o grande segredo para uma vida mais plena. Não é à toa que o diretor foi premiado em Cannes na categoria Un Certain Regard – é diferenciado, como cinema e como conteúdo.

DIREÇÃO e ROTEIRO: Matt Ross ELENCO: Viggo Mortensen, George Mackay, Samanta Isler, Annalise Basso, Frank Langella | 2016 (118 min)

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O FILHO ETERNO
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Garimpo na Locadora, Drama, Brasil - 08/12/2016

Não há como ter uma relação de amor se aceitação. Aceitar que tal condição existe; aceitar que as pessoas como são; receber o pacote e se misturar com ele. Medir forças é sempre o caminho do sofrimento. Tanto maior se vier com culpa. Quem tem filho especial sempre diz isso. Que é fonte de aprendizado, fortaleza e muito amor.

Contada pela cronologia das Copas do Mundo de futebol, O Filho Eterno, baseado no livro de Cristovão Tezza, começa em 1982. Cláudia e Roberto (Débora Falabella e Marcos Veras) esperam seu primeiro filho, estão eufóricos com a chegada do bebê e têm que enfrentar a notícia de que ele é portador da Síndrome de Down. O que hoje já é possível saber durante a gestação, naquela época era surpresa. E pior: o preconceito era enorme, inclusive porque a síndrome era chamada de mongolismo. Cláudia ama seu filho incondicionalmente; Roberto vê sua vida travada pela criança que não terá autonomia, que não será como as outras e que será fonte de incertezas.

Sem dramas extras e tratando do assunto de uma maneira delicada e singela, O Filho Eterno traz pra bem perto a existência da maternidade (algo já inerente à mulher) e a construção da paternidade. E mais: a noção de que não estamos no controle de nada. É tudo construção. Custou pra esse pai aceitar seu doce filho como ele realmente é. E, desculpem o clichê, foi só na sentir que poderia perdê-lo que percebeu quanto o amava. Lindo filme.

 

DIREÇÃO: Paulo Machline ROTEIRO: Leonardo Levix, Cristovão Tezza ELENCO: Débora Falabella, Marcos Veras, Pedro Vinícius | 2016 (82 min)

 

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É APENAS O FIM DO MUNDO – Juste la Fin du Monde
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para Pensar, Garimpo na Locadora, Drama, Canadá - 22/11/2016

Toda vez que assisto a um filme dirigido pelo canadense Xavier Dolan faço o mesmo comentário: a idade de Dolan é inversamente proporcional à complexidade das relações humanas retratadas em seus filmes. Tem só 27 anos. É dele também (inclusive o roteiro) Mommy, Laurence Anyways e Eu Matei Minha Mãe – todos premiados em Cannes. E ele só tem 27.

Digo isso porque a dramaticidade não é algo banal. Muito menos fácil de trazer pra tela. E de imaginar, eu diria. Dolan cria contextos de conflitos familiares profundos, da relação materna com o filho (pilar de Mommy) e que se repete aqui em É Apenas o Fim do Mundo. Não é filme pra toda hora, muito menos pra qualquer público. Tem que mergulhar no conflito, deixar-se levar pra sentir o tamanho da tensão dos diálogos, dos sentimentos não ditos, das palavras mal interpretadas, dos olhares e, principalmente, do silêncio que o protagonista carrega. Perturbador.

Louis (Gaspard Ulliel, também em Saint Laurent) saiu de casa ainda jovem, não vê a família há 12 anos e resolve voltar para contar que vai morrer. Mas quando pisa em casa, é como se as mágoas, pesares, ditos-pelos-não-ditos e rancores transbordassem a ponto de não deixar nada mais aflorar. A única pessoa que consegue trazer à tona algo positivo, um interesse genuíno pela vida do rapaz que teve que viver longe de todos para sobreviver emocionalmente, é justamente quem não tem o vínculo afetivo antigo. A cunhada Catherine (Marion Cotillard, também em Dois Dias, Uma Noite, Ferrugem e Osso, Era Uma Vez Em Nova York ) não tem intimidade com ele, não tem uma relação viciada nas ruínas do passado, mas não consegue sair da lama. Quem cava cada vez mais fundo no lamaçal é seu irmão Antoine (Vincent Cassel, também em ), marido de Catherine, sua mãe (Natahlie Baye), que tenta sobreviver ao caos fingindo que está tudo superado, e a irmã Suzanne (Léa Seydoux, também em Diário de uma CamareiraAzul é a Cor mais Quente), que mal conhece a personalidade do irmão, mas também fica no meio do fogo cruzado e não consegue respirar.

Essa é uma metáfora boa. Ficamos sufocados com tanta cobrança, com tanta raiva e tanto desentendimento. Toda palavra é uma farpa. Não tem trégua. Uma família a ponto de explodir – ou o que restou dela.

Com esse elenco impecável, É Apenas o Fim do Mundo é um arraso. E me deixou arrasada também, duplamente: pela intensidade desse drama tão comum, fundamentado na comunicação violenta e pela profundidade dos sentimentos e da mente deste jovem diretor. O que será que vem depois disso?

DIREÇÃO e ROTEIRO: Xavier Dolan ELENCO: Gaspard Ulliel, Marion Cotillard, Vincent Cassel, Léa Seydoux, Nathalie Baye | 2016 (97 min)

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DEPOIS DA TEMPESTADE – After the Storm
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Japão, Garimpo na Locadora, Drama - 17/11/2016

O cinema do cotidiano me parece o mais difícil. Sem os artifícios ou imaginação a perder de vista, fazer um recorte da vida comum, de pessoas normais, cheias de conflitos e questões, é o que o diretor Hirokazu Koreeda sabe fazer de melhor. Dessa prateleira são também Nossa Irmã Mais Nova, Pais e Filhos e O Que Eu Mais Desejo – todos uma só poesia.

Por isso são iguais, mas diferentes. Iguais porque trazem o dia a dia: problemas com dinheiro, trabalho, filhos, casamento, pais. Problemas com a cidade, com o transporte, com a frustração, com a tristeza. Diferentes, porque se completam. Eu diria até que, com este quarto filme, Koreeda fecha o ciclo: consegue falar das questões universais principais que, embora ambientadas no cultura japonesa, servem para qualquer sociedade, em qualquer tempo. Questões humanas e atemporais.

Aqui Koreeda fala dos pais que envelhecem, da difícil relação com os filhos quando o casal se separa, da busca da identidade no  mundo competitivo e exigente. Na perda do sonho, em prol do ganho da vida prática. Basicamente, fala da fase adulta, mas é mestre em inserir a expectativa infantil, o olhar menos viciado de quem espera afeto e compreensão. Com uma sensibilidade ímpar, Depois da Tempestade é sinal de que tudo passa, tudo anda. E que, embora seja banal – no sentido de ser corriqueiro – é profundo e transformador. Assim como nossa rotina. Transformadora. Basta olhar para ela.

 

DIREÇÃO e ROTEIRO: Hirokazu Koreeda ELENCO: Hiroshi Abe, Yôko Maki, Taiyô Yoshizawa | 2016 (117 min)

 

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MAIS FORTE QUE BOMBAS – Louder Than Bombs
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para Pensar, Noruega, Garimpo na Locadora, França, Drama - 04/11/2016

Assim como Juliette Binoche em Mil Vezes Boa Noite, Isabelle Huppert é também uma famosa fotógrafa, que percorre o planeta fazendo registros de conflitos, guerras, refugiadas. Vai aonde está o perigo. A desolação. Mas tem família, se ausenta, deixa um buraco. Fisica e emocionalmente. Nela e no filho, no marido, no relacionamento. É como não se encaixasse em lugar nenhum.

Isabelle Huppert é camaleoa. Produz incansavelmente – está em A Religiosa, Dois Lados do Amor, A Bela que Dorme, Amor, Em Nome de Deus, Copacabana, Minha Terra, África e, recentemente em Elle. É sempre um personagem intenso. Em Mais Forte que Bombas, o buraco que ela causa é real. Sofre um acidente, sabemos logo no começo. Mas as suas escolhas de vida também transformaram a vida dos que amava – e aí está o conflito. Como preencher, reinventar, continuar vivendo. Os filhos, o marido, o amante. A fotografia.

O vazio que fica é mais barulhento e conturbado que as bombas que Isabelle tanto buscava retratar. É Joachim Trier também o lindo e perturbador filme Oslo, 31 de Agosto – sobre um jovem que sofre para se recuperar do vício das drogas e voltar à vida normal e ao convívio. O diretor norueguês entra bem fundo nas questões humanas, sem julgamentos, apenas pontua. Mas escolhe os sentimentos mais difíceis. A dor de não conseguir conviver consigo mesmo.

 

DIREÇÃO: Joachim Trier ROTEIRO: Joachim Trier, Eskil Vogt ELENCO: Isabelle Huppert, Jesse Eisenberg, Gabriel Byrne, Devin Druid, Amy Ryan | 2015 (109 min)

 

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A LUZ ENTRE OCEANOS – The Light Between Oceans
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Garimpo na Locadora, Estados Unidos, Drama, Austrália - 04/11/2016

O novo longa com Alicia Vikander, vencedora do Oscar por A Garota Dinamarquesa, e Michael Fassbender, também em Steve Jobs, vai roubar muitas lágrimas. Toca em temas universais como o amor incondicional de uma mãe por um filho, a culpa, a ética, a compaixão. Vá preparado. Nem o mais duro dos corações vai sair ileso do conflito de ter que fazer a escolha entre conviver com uma mentira e preservar o amor, ou viver na verdade e correr o risco de perder a razão de viver.

Baseado no livro homônimo, A Luz Entre Oceanos conta a história do ex-combatente da Primeira Guerra que aceita ser o guardião de um farol em uma ilhota perdida na costa australiana, para se refazer, na solidão, dos horrores do combate. Mas Tom conhece Isabel. Eles se casam, ela engravida duas vezes, perde os dois bebês e fica deprimida com a situação. Até que o casal é surpreendido com a chegada de um barco com uma criança, que acaba preenchendo aquele vazio devastador.

A tomada de decisão é aqui fundamental. Ficar com o bebê ou reportar a chegada do barco aos superiores? O misto de sentimentos muda tudo e transforma os personagens até o desfecho. Embora o drama vire melodrama em alguns momentos, estamos falando aqui de um filme que quer trazer todas essas questões à tona mesmo. Diferente de Namorados para Sempre, do mesmo diretor, os personagens Tom e Isabel não são lá tão profundos como poderiam ser, mas a trama faz despertar esses temas humanos, com que todos se identificam e se emocionam. E, convenhamos, Vikander e Fassbender estão incríveis e se consagram como atores de primeiríssima linha.

 

DIREÇÃO: Derek Cianfrance ROTEIRO: Derek Cianfrance, M.L. Stedman ELENCO: Alicia Vikander, Michael Fassbender, Rachel Weisz, Florence Clery | 2016 (132 min)

 

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KUBO E AS CORDAS MÁGICAS – Kubo And The Two Strings
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver em Família, Para se Divertir, Garimpo na Locadora, fantasia, Estados Unidos, Aventura, Animação, Ação - 11/10/2016

 

O diretor Travis Knight conta que Kubo e as Cordas Mágicas é uma história de samurais. E é mesmo. Mas não é feita pelos japoneses – o diretor é americano, também responsável pelos também impecáveis Coraline e Os Boxtrolls. Cada vez que assisto a uma animação destas, saio com a sensação de que este é o auge da perfeição em animação. Lembrando que a técnica desse estúdio não é a digital tradicional – o estúdio Laika trabalha com o stop-motion, em que os bonecos são produzidos um a um (assim como seus adereços, feições, figurinos e cenários), os movimentos são fotografados quadro a quadro e montados em sequência para dar a sensação do movimento. É uma junção de arte, artesanato, design, ciência e tecnologia. Complexo, não?

O enredo fala do garoto Kubo, um exímio contador de histórias que tem um dom fora do comum: quanto toca o instrumento, o som faz com que os papéis de origami, que ele carrega na mochila, se transformem nos personagens da história. O que era imaginário vira real e esse poder mágico vai ser usado para uma missão transformadora no decorrer do filme.

Com tamanha perfeição de imagens e dos movimentos, emoção é o que não falta, todas irretocáveis. Além da aventura de Kubo, a foco da história é a família e as relações de confiança que são construídas, que são os pilares pra tudo o que fazemos. Não é à toa que tem pré-estreia programada para o Dia das Crianças – é um ótimo programa pra fazer em família.

 

DIREÇÃO: Travis Knight ROTEIRO: Marc Haimes, Chris Butler | 2016 (101 min)

 

 

 

 

 

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