ROTEIRO: Afonso Poyart, Izaías Almada
ELENCO: Fernando Alves Pinto, Caco Ciocler, Alessandra Negrini, Marat Descartes
Brasil, 2012 (108 min)
Quem mata dois coelhos com uma cajadada só acaba se dando bem. Economiza tempo, estratégia e ainda sai ganhando algum dinheiro. No caso de Edgar, ganhar algum dinheiro não é bem o objetivo. O que está em jogo é ganhar muito dinheiro, deixar os malandros da corrupção de mão abanando e ainda, de quebra, ficar com o amor da sua vida sem que ninguém o chateie mais. Seriam 3, os coelhos?
2 Coelhos tem uma estrutura narrativa muito diferente e muito interessante, diga-se de passagem. Aliás, tem cara de videogame, do estilo ação-tiroteios-explosões – e acho que esse é o grande trunfo e ponto a favor da originalidade. Além de ser rapidíssimo e de o vai-e-vem do narrador-personagem ser literalmente exemplificado com desenhos e esquemas na tela, o diretor escolhe embaralhar todos os personagens de forma nada, mas nada linear. Até entendermos a relação do nerd perito em tecnologia Edgar (Fernando Alves Pinto, também em Onde Está a Felicidade?), com Walter (Caco Ciocler), que trabalha no restaurante do pai de Edgar , com a promotora corrupta Julia (Alessandra Negrini) e com os tantos marginais do filme entre eles Maicon (Marat Descartes, também em Estamos Juntos, Trabalhar Cansa, É Proibido Fumar), demora. Não que seja confuso, não é isso. Mas a trama se entrelaça propositalmente, ganhando ao mesmo tempo leveza e jovialidade ao roteiro.
Com esse ritmo acelerado, uma quase-metáfora da mente do jovem de hoje, que pensa e atua em vários campos, do real a o virtual, ao mesmo tempo, o diretor novato Afonso Poyart banca uma linguagem diferente no cinema nacional. Para quem ainda torce o nariz para a produção brasileira, 2 Coelhos e outros tantos filmes brasileiros inovadores provam que tem gente batalhando para dar vida a vários coelhos, no mínimo diferentes do que a gente costuma ver por aí.
ROTEIRO: Charles Leavitt
ELENCO: Leonardo DiCaprio, Djimon Hounsou, Jennifer Connelly, Kagiso Kuypers, Arnold Vosloo
Estados Unidos, 2006 (143 min)
Recentemente publiquei um comentário sobre o filme Darfur – Deserto de Sangue, que me impressionou não pela qualidade do cinema, mas pela realidade africana da guerra civil. Imediatamente me lembrei de Diamante de Sangue, que na época do lançamento deixou todo mundo de queixo caído com as atrocidades cometidas na África pelas milícias que combatem os governos em diversos países, matam seus compatriotas, recrutam crianças para combater e inevitavelmente deixam milhões sem casa, família, comida, em campos de refugiados lotados espalhados pelo continente.
Diamante de Sangue trata especificamente de uma região africana: Serra Leoa. Nos anos 1990, suas minas de diamante eram motivo de disputa entre as milícias rebeldes Frente Revolucionária Unida e o governo, envolvendo contrabandistas que levavam as pedras para a Libéria, corrompiam as autoridades para exportar “legalmente” os diamantes para a Europa e atender ao mercado consumidor ocidental, ávido por joias. Na pele do ótimo Leonardo DiCaprio (também em A Origem, J.Edgar, Ilha do Medo, Titanic, Foi Apenas um Sonho), o contrabandista do Zimbábue, Danny Archer, vive desse trâmite, dançando conforme a música para atender aos chefões do tráfego africano, que abastecem o mercado europeu. Em plena guerra civil totalmente descontrolada, o pescador Salomon Vandy (Djimon Hounsou) é separado da família, forçado a trabalhar em uma mina, onde encontra um diamante rosa, que balizará toda a trama, manchará a mão de todos de sangue e será seu trunfo para ter sua esposa e filhos de volta. Enquanto cada um joga conforme seus interesses, a jornalista americana Maddy (Jennifer Connelly) é daquelas idealistas que não se conforma com o status quo, quer informar o ocidente do que acontece nos países africanos em guerra e delatar as empresas joalheiras que são coniventes com o tráfego de pedras preciosas e consequentemente de armas e munições para a guerra civil, sendo assim corresponsáveis pela morte de milhares de pessoas.
Além de ser eletrizante pela dramaticidade da situação de guerrilha e destruição, Diamante de Sangue toca no assunto do consumo de produtos gerados por uma linha de produção duvidosa e criminosa – assim como são aqueles produtos que advém do trabalho escravo. Não vou entrar no mérito do exagero ou não sobre o envolvimento da indústria ocidental no mercado ilegal de diamantes. Acho que o assunto em voga aqui é a lei da oferta e da demanda, bem mais amplo, que atinge vários setores da economia. Se não houver quem compre, não haverá oferta do produto, do contrabando, da droga, da pirataria, etc – tudo isso muito perto de nós. Indo mais além, pela voz da jornalista, vem à tona o domínio dos brancos sobre o continente africano, a exploração das riquezas do continente sem a preocupação com a formação, crescimento e sustentabilidade dos países.
Assistam a Diamante de Sangue. Outros bons filmes sobre a África ilustram situações desoladoras como:
Life, After All - drama humano consequente da epidemia da AIDS – África do Sul
Minha Terra, África - relação dos fazendeiros de café europeus com milícias locais
Infância Roubada - marginalização das crianças – África do Sul
Hotel Ruanda - guerra civil – Ruanda
Flor do Deserto - denúncia da mutilação genital feminina (biografia de Waris Dirie) - Somália
O Jardineiro Fiel - denúncia da influência oportunista das indústrias farmacêuticas sobre os países africanos – Quênia.
ROTEIRO: George Clooney, Grant Heslov
ELENCO: George Clooney, Ryan Gosling, Paul Giamatti, Philip Seymour Hoffamn, Marisa Tomei, Evan Rachel Wood, Jeffrey Wright
Estados Unidos, 2011 (101 min)
Nos cinemas: 23 de dezembro
George Clooney fecha 2011 e abre 2012. Terminamos o ano com o lançamento de Tudo pelo Poder e entramos em 2012 com Os Descendentes (estreia prometida para janeiro). No primeiro, Clooney é o governador democrata, que luta para vencer as primárias em Ohio e ser indicado pelo partido como candidato à presidência dos Estados Unidos; no segundo, Clooney é uma pai confuso, que luta para se aproximar da filha depois que a esposa entra em coma. Enquanto o ator busca atingir seus objetivos, nós, do lado de cá da telona, somos presenteados neste fim de ano com uma obra irônica, inteligente, realista e absolutamente familiar do ponto de vista da política brasileira.
Comecemos pelo título. Originalmente Idos de Março (Ides of March), o título em inglês traz uma informação curiosa e cheia de significado, principalmente com relação à atitude, à maneira de fazer política, aos valores envolvidos. Na Roma Antiga, eram chamados “idos” os dias 15 dos meses de março, maio, julho e outubro. Especificamente os idos de março ficaram conhecidos porque foi nesse dia que o imperador Júlio Cesar foi assassinado por conspiradores. Não é coincidência – como diretor, George Clooney não daria ponto sem nó. Faz alusão às conspirações políticas para subir no poder, para atingir os objetivos eleitorais, para derrotar (ou tirar da frente) o adversário sem deixar rastros, para jogar o jogo da política. Com diálogos irônicos e diretos, digno de verdadeiros políticos-atores, e frases inteligentes, dignas de verdadeiros estrategistas, Tudo pelo Poder é uma leitura bastante objetiva e realista do que é fazer política. Pelo jeito, em qualquer lugar do mundo e em qualquer tempo.
Descubra por você mesmo os meandros, o jogo de interesse e quem é quem no filme. Mas tenha em mente esses personagens: Stephen Meyers (Ryan Gosling, também em Entre Segredos e Mentiras, Namorados para Sempre, Amor a Toda Prova) é o assessor de comunicação do governador Mike Morris (Clooney, também em Amor sem Escalas, Queime Depois de Ler, 11 Homens e um Segredo, Syriana – A indústria do Petróleo), cuja campanha é coordenada pelo experiente Paul Zara (Philip Seymour Hoffman). No mundo da política há muito tempo, Zara tem como rival o astuto Tom Dufy (Paul Giamatti, A Minha Versão do Amor, A Última Estação), coordenador da campanha do candidato republicano. Nesse meandro masculino de egos e vaidades, a jornalista Ida (Marisa Tomei, também em Cyrus, O Poder e a Lei) mostra quão ávida é a imprensa por fabricar notícia, e a jovem estagiária Molly (Evan Rachel Wood, também em Tudo Pode dar Certo, O Lutador), quão vulnerável e egoísta é o ser humano. Com elenco forte e imponente, Tudo Pelo Poder mexe descaradamente com o lado cínico da política e, claro, das pessoas. Joga um balde de água fria no que poderia restar de idealismo, dignidade, integridade. Melhor não subestimar seus ilustres participantes…
ROTEIRO: Ted Griffin
ELENCO: George Clooney, Brad Pitt, Julia Roberts, Andy Garcia, Matt Damon
Estados Unidos, 2001 (116 min)
Estou me preparando para rever esta trilogia. Começa com 11 Homens e um Segredo. Danny Ocean (George Clooney, também em Queime Depois de Ler, Amor sem Escalas, Syriana – A Indústria do Petróleo) escala 11 homens, cada um com um perfil específico, indo da estratégia, contorcionismo, eletrônica, informática e espionagem, para executar uma tarefa aparentemente impossível: roubar todo o dinheiro do cofre ultra tecnológico e seguro de três cassinos de Las Vegas, seguindo três regras básicas: não ferir ninguém, roubar somente quem mereça, continuar com o plano, independente do que acontecer.
Este é um daqueles filmes bacanas de suspense e humor, que vão sendo construídos passo a passo. O que se constrói aqui é um golpe grande golpe, que se transforma em uma grande aventura. Bem equilibrados e com um elenco incrivelmente entrosado, é dirigido por Steven Soderbergh (também de Che – O Argentino, Che – A Guerrilha, Contágio) – na verdade, é uma refilmagem do filme dos anos 1960. Além de George Clooney, conta com Brad Pitt (Árvore da Vida, Queime Depois de Ler, Babel, Bastardos Inglórios), Andy Garcia (O Poderoso Chefão), Matt Damon (Gênio Indomável, Contágio, Bravura Indômita, Além da Vida, Invictus, Syryana – A Indústria do Petróleo) e Julia Roberts (Larry Crowne, Closer, Comer, Rezar, Amar). É uma turma fora da lei, que acaba conquistando a simpatia do espectador. Inevitável, com tanto charme assim…
Irã, 2009 (73 min)
Prender cineasta no Irã se tornou lugar comum. O argumento não é diferente daquele usado por outras ditaduras ferrenhas ao redor do mundo: é proibido expressar-se. Fazer cinema tornou-se ato que coloca em xeque o poder do presidente Mahmoud Ahmadinejad, de modo que tirar o produtor, diretor ou qualquer outro que questione e conteste o status quo passou a ser a medida mais eficaz. Mas, apesar de tudo isso, continua-se fazendo cinema no Irã. Felizmente para nós. É através dele que temos informações interessantíssimas sobre a maneira de pensar e agir dessa sociedade.
Se contarmos com a família Makhmalbaf para entender o que se passa no Irã, estamos feitos. Filha do renomado diretor Mohsen Makhmalbaf (também em A Caminho de Kandahar) e irmã da também cineasta Samira Makhmalbaf, Hana Makhmalbaf fez seu primeiro curta aos 8 anos, com 14 estreou em Veneza e aos 19 ganhava prêmio no Festival de Berlim. Produziu Green Days num misto de documentário e ficção rico em detalhes, informações e sobretudo sensações. Através de Ava, uma garota deprimida e totalmente desiludida com a realidade política e social iraniana, Hana conta como foi viver aquele momento político de 2009, quando o candidato da oposição Houssein Mousavi venceu incontestavelmente nas urnas, mas foi derrotado por Mahmoud Ahmadinejad, que manipulou o resultado. Ava percorre as ruas entrevistando as pessoas no momento das eleições, ao mesmo tempo em que intercala suas andanças com sessões de terapia, produção de uma peça de teatro que acaba sendo censurada e o trabalho braçal recomendado pelo psicólogo para apaziguar suas aflições.
É muito interessante, a construção de Green Days, principalmente na mescla que a diretora faz de ficção e realidade. As imagens dos protestos são impressionantes, assim como as da repressão policial. Claro que Hana e sua família vivem fora do Irã – condição essencial para manifestar-se, fazer o mundo conhecer a realidade do país e pressionar a opinião pública e instituições internacionais para que posicionem contra o regime de Ahmadinejad e a favor da libertação de quem quer dizer o que pensa. Básico.
RETEIRO: Pamela Gray
ELENCO: Hilary Swank, Sam Rockwell, Melissa Leo, Juliette Lewis, Minnie Driver, Bailee Madison
Estados Unidos, 2010 (107 min)
Fiquei pensando: e se fosse possível na Justiça brasileira reaver as evidências de uma condenção à prisão perpétua, 16 anos depois do julgamento, por suspeita de fraude? Seriam processos e mais processos reabertos e a constatação de milhares de vítimas condenadas injustamente por um sistema falho e lento, e por testemunhas corruptas. Mas só se isso fosse possível…
Divagações à parte, A Condenação fala de um caso real desse tipo, mas nos Estados Unidos – fundamental para que fosse possível contar a história desta maneira. Condenado por assassinato, Kenneth Waters (Sam Rockwell) é preso, embora diga ser inocente. Várias testemunhas depõem contra ele e o seu tipo sanguineo é encontrado nas evidências do crime. Durante 16 anos, sua irmã, Betty Anne Walters (Hilary Swank, também em A Menina de Ouro) mantém-se convicta de que Kenneth é inocente. Resolve agir por conta própria, vai fazer faculdade de Direto, torna-se advogada e consegue vasculhar as bem guardadas evidências usadas no julgamento para reabrir o processo. Claro que isso é coisa de sistema judicial organizado, mesmo porque se não fosse assim, não teríamos enredo para este filme. Organizado, mas nem por isso menos corrupto – a exemplo da policial Nancy Taylor (Melissa Leo, também em O Vencedor, 21 Gramas, Rio Congelado).
A Condenação é um interessante filme de tribunal, principalmente pelas consequências de todo o processo – tanto do ponto de vista da Justiça em si, quanto do ponto de vista pessoal dos envolvidos. E aqui, o mérito vai para a competência de Sam Rockwell e Hilary Swank, que fazem o drama ser crível – é claro que, se a dupla não convencesse, essa história da irmã que muda a vida para remar contra a maré e salvar o irmão não colaria. Apesar dos dramas paralelos e desnecessários, como os flashbacks deles pequenos, dando a entender que Kenneth já tinha sim um comportamento inadequado desde pequeno, é uma boa pedida para quem gosta do gênero. E, sem dúvida, uma história e tanto quando a transportamos para a realidade.
ROTEIRO: Larysa Kondracki, Eilis Kirwan
ELENCO:Rachel Weisz, Monica Bellucci, Vanessa Redgrave, Nikolaj Lie Kaas, Roxana Condurache, Paula Schramm, David Strathairn, Jeanette Hain
Alemanha, Canadá, 2010 (112 min)
Destacada para se juntar à missão de paz da ONU na Bósnia no pós-guerra em 1999, a policial Kathryn Bolkovac (Rachel Weisz, também em O Jardineiro Fiel e Beleza Roubada) acaba mexendo no vespeiro do tráfico humano na região. Causado pela guerra – ou exacerbado ao extremo pelo conflito étnico-religioso que assolou os Bálcãs de 1992 a 95 – o comércio de garotas de diversos países do leste europeu, ludibriadas por esquemas corruptos e mentirosos, torna-se uma excelente fonte de renda não só para sérvios e croatas, mas para os próprios agentes das forças de paz da ONU, que teoricamente estavam na região para reorganizar e estruturar o país devastado.
É nesse contexto que Kathryn percebe o envolvimento não só dos donos de boate, bares e criminosos dos países vizinhos como Ucrânia, Hungria e Bulgária, mas também do alto escalão da ONU. Enquanto mulher, não se contenta em fechar os olhos para as torturas, exploração sexual e violência contra as garotas e coloca sua carreira e vida em risco para delatar e punir os culpados. Baseado em fatos reais, A Informante é um registro muito interessante de um crime bastante comum, que continua sendo praticado nos quatro cantos do mundo, continua movimentando muito dinheiro e favorecendo uma rede de criminosos impressionante.
Neste caso específico, o que me chama a atenção é realmente pensar que isso ocorreu há apenas uma década, na entrada do século 21, em plena Europa, aos olhos de absolutamente todo o mundo. Filmes assim são muito válidos para refrescar a nossa memória e não deixar isso esquecido no passado. Imagine o que ocorre em países mais distantes, não tão interessantes do ponto de vista geopolítico ou econômico… Quando se fala em crimes de guerras passadas, fica mais fácil se distanciar e imaginar que tudo foi inevitável. Aqui, não há como. É muito recente, deixou sequelas intermináveis e sangue espalhado pelas mãos de quem deveria prover a paz. Pelo que o filme mostra, a imunidade diplomática dos agentes das Nações Unidas os livraria de qualquer punição. Portanto, a melhor medida era mesmo tirar proveito da situação. Soa familiar?
ROTEIRO: Renê Belmonte
ELENCO: Milhem Cortaz, Eriberto Leão, Hermila Guedes, Lima Duarte, Giulia Gam, Cassio Gabus Mendes, Antonio Abujamra, Milton Gonçalves, Gero Camilo, Vinícius de Oliveira, Heitor Martinez
Brasil, 2011 (104 min)
Quem não se lembra do absurdo assalto a uma agência do Banco Central no Ceará, em 2005? Impossível esquecer a imagem do túnel de 84 metros, escavado sob o cofre do banco, e os R$ 164 milhões roubados. E impossível não se indignar com a façanha e com o despreparo do sistema de segurança.
Baseado nessa boa história, o diretor Marcos Paulo constrói uma obra de ficção e conta tudo com muito humor - principalmente em relação à investigação policial, comandada pelo sempre ótimo Lima Duarte e pela parceira tecnológica, Giulia Gam. Claro que muitas das situações engraçadas só fazem rir porque nos remetem à bagunça que são as investigações criminais, à impunidade recorrente no Brasil, à corrupção policial e outras coisas mais. Rir pra não chorar, pode ser. Mas o filme tem a intenção de divertir e de contar uma boa história, e não de ser moralista. Portanto, recheado de ironia, Assalto ao Banco Central foi pensado nesse formato para atrair o grande público.
E acho que consegue, porque a história é realmente muito boa - de tão improvável. Embora tenha cenas de violência, não acho que esse ponto estrague ou rotule o filme. O foco aqui é na logística do assalto, na ousadia do bando e na fragilidade da ética nas relações e da segurança nacional. O resto, é ironia do destino.
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