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FILHOS DO SILÊNCIO – Children of a Lesser God
CLASSIFICAÇÃO: Romance, Para Ver Bem Acompanhado, Para Rever - 07/05/2012

DIREÇÃO: Randa Haines

ROTEIRO: Mark Medoff, Hesper Anderson, James Carrington

ELENCO: William Hurt, Marlee Matlin, Piper Laurie, Philip Bosco, Allison Gompf, John F. Cleary, Geórgia Ann Cline

Estados Unidos, 1986 (119 min)

Será possível encontrar um lugar comum de comunicação e convívio entre uma pessoa  surda e muda e alguém que escuta e fala normalmente que não seja no total silêncio, nem no mundo das palavras e do barulho? Interessante essa pergunta, que se aplica a outras dificuldades de comunicação, tão comuns entre os que não tem qualquer problema fisiológico de audição ou fala. O “comunicar-se” aqui vai bem mais além da simples troca de palavras. Entra na seara da interação, do querer ouvir e compreender, do querer ceder e compartilhar.

Pensando nisso, vejo como Filhos do Silêncio é absolutamente atual em dois aspectos básicos. O primeiro diz respeito ao enredo em si, inserido no contexto da educação. Sarah Norman (Marlee Matlin, vencedora do Oscar e Globo de Ouro pelo papel), é surda e muda, frequentou uma escola especial, mas se recusa a aprender a falar. Só se comunica pela linguagem dos sinais. James Leeds (William Hurt, também em Late Bloomers –  O Amor não tem Fim, Hobin Hood, Syriana – A Indústria do Petróleo) é professor especializado em deficientes auditivos e inova na sua maneira afetiva e sensorial de ensinar, justamente na escola que Sarah estudou. Os dois se conhecem e Leeds passa a questionar a escolha de Sarah de viver no silêncio e de ser recusar a entrar no mundo dos “falantes”. Portanto, pensando no nosso mundo de hoje, mais preocupado com a inserção dos deficientes nas escolas e na sociedade como um todo, o filme é interessante e muito delicado.

Atual também no que diz respeito ao mundo tecnológico em que vivemos e do qual nos gabamos das inúmeras maneiras de se comunicar, de encontrar as pessoas, de se relacionar virtualmente. O excesso de meios pode também significar a escassez de afinidades, contatos reais, desenvolvimento de outros sentidos como tato, visão, olfato, paladar. O mundo virtual também é surdo e mudo, se for usado como único recurso para se comunicar. É silencioso, solitário. Sarah vive no silêncio por opção e medo de relacionar-se realmente. Isso não pode ser transportado para o outro extremo que vivemos hoje, o do excesso de possibilidades? O virtual de hoje também não nos isola, por assim dizer?

Fiquei tocada novamente pelo filme. Claro que o outro aspecto que chama a atenção é o da aceitação e do amor que nasce entre Sarah e James. Nem citei este terceiro, porque a aceitação do outro é sempre tema do cotidiano e meta a se seguir. Lembrei-me também do italiano Vermelho como o Céu, que fala da educação especial de cegos e do fundamental desenvolvimento de outros sentidos. São questões importantes. Nunca é demais parar para pensar.

 

 

TESS – UMA LIÇÃO DE VIDA – Tess
CLASSIFICAÇÃO: Para Rever, Inglaterra, França, Drama - 06/05/2012

DIREÇÃO: Roman Polanski

ROTEIRO: Gérard Brach, Roman Polanski

ELENCO: Nastassja Kinski, Peter Firth, Leigh Lawson, John Collin, Tony Church

França, Inglaterra, 1979 (186 min)

Logo mais teremos mais um filme de Roman Polanski nos cinemas, Deus da Carnificina. Algo teatral, completamente diferente de sua filmografia, como por exemplo os ótimos O Escritor Fantasma e O Pianista. Diferente em tudo também do belo Tess, filme de 1979. Com suas 3 horas de duração, Tess faz o retrato da sociedade hipócrita e preconceituosa da Inglaterra do final do século 19.

Baseado no romance de Thomas Hardy, Tess é uma linda e cuidadosa produção de uma época em que ser nobre era a solução para todos os problemas de ordem prática –  mas não moral. Tess é filha de um pobre agricultor, que se anima com a notícia de que sua família descende dos nobre d’Uberville e que portanto teria direito à algum bem ou pelo menos regalias. Para checar, envia sua filha mais velha Tess (Nastassja Kinski) até a mansão dos nobres e ela acaba se envolvendo com seu “primo”, que não é de uma linhagem tão notável assim. Claro que os afagos vêm sem amor, que Tess se desilude e que quando realmente se apaixona esse antigo relacionamento acaba sendo um empecilho para sua felicidade.

Tess é um filme de época, com figurino impecável e uma ambientação bem cuidada – venceu o Oscar de melhor direção de arte, fotografia e figurino. Apesar de longo, vale insistir para gosta do gênero. O desfecho foge do que se espera – o que acho sempre um alento e uma boa surpresa. Esperem pra ver Deus da Carnificina (nos cinemas dia 11 de maio). Eclético, o Polanski.

 

EU RECEBERIA AS PIORES NOTÍCIAS DOS SEUS LINDOS LÁBIOS
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver Bem Acompanhado, Drama, Brasil - 04/05/2012

DIREÇÃO: Beto Brant e Renato Ciasca

ROTEIRO: Marçal Aquino (livro), Beto Brant e Renato Ciasca

ELENCO: Camila Pitanga, Gustavo Machado, Zé Carlos Machado, Gero Camilo, Adriano Barroso, Antonio Pitanga

Brasil, 2011 (100 min)

Assumo a culpa – deveria ter chamado atenção para este filme, antes de ele minguar nos cinemas brasileiros. Uma pena. Cinema de qualidade, história boa, roteiro amarrado e interessante, elenco, lindo e competente. Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios, baseado no romance homônimo de Marçal Aquino, não vai durar muito em cartaz – nem o belo Xingu parece ter despertado o interesse das pessoas por algo diferente do enlatado campeão de bilheteria. Portanto, duas ótimas propostas para o fim de semana. Brasileiríssimas.

Li o livro há algum tempo e me lembro bem da sensação da intensa paixão entre Lavínia (Camila Pitanga) e Cauby (Gustavo Machado) e do calor intenso da região norte do Brasil, onde se passa a história. Ele é fotógrafo, forasteiro, de passagem na região para fotografar e registrar pessoas, cenas e denúncias de desmatamento e garimpo ilegal no Pará. Ela ex-prostituta resgatada das ruas pelo pastor Ernani (Zé Carlos Machado, também em Estamos Juntos), também ex-viciado e alcoólatra, que se ancora na recuperação de Lavínia e na salvação da sua própria alma através da palavra. Lavínia e Cauby vivem uma relação carnal, perigosa, em uma terra extremamente machista, em que a justiça é feita com as próprias mãos, ou através de matadores de aluguel.

Já foi bastante comentada a nudez de Camila Pitanga e as cenas de sexo do filme. Eu diria que o que chama mais atenção é a química entre os atores, a entrega e o real desespero diante dos fatos que o roteiro bem estruturado apresenta ao espectador. O filme é belo nesse sentido, o da entrega. Não é tarefa fácil conseguir tirar isso dos atores. Gostei demais. Tem um final doce, um sorriso de quem indica que valeu o sacrifício, a perda, a renúncia. Mas não é filme que atrai público, é sutil demais. Lavínia se divide entre a gratidão e a paixão pelo fotógrafo, entre a palavra e o corpo, entre a razão e a emoção de uma maneira forte e muito bem trabalhada. Gostei, cinema de qualidade.

 

UM HOMEM DE SORTE – The Lucky One
CLASSIFICAÇÃO: Para Ver Bem Acompanhado, Estados Unidos, Drama - 03/05/2012

DIREÇÃO: Scott Hicks

ROTEIRO: Will Fetters, Nicholas Sparks (livro)

ELENCO: Zac Efron, Taylor Schilling, Blythe Danner

Estados Unidos, 2011 (101 min)

 

Nos cinemas: 04 de maio

 

Um Homem de Sorte  tem um importante chamariz como comédia romântica, ou seja, filme para ver bem acompanhado para a turma adolescente. Zac Efron foi o ídolo das meninas há alguns anos como Troy Bolton, a estrela dos  três filmes da série High School Musical, que fez uma baita sucesso ao lado de sua turma entre 2006 e 2008. Pois é, Zac Efron cresceu, já não pode mais fazer o papel do adolescente e enfrenta o grande dilema por que passam os jovens atores que ficam famosos com um certo estima e precisam se reinventar.

Por coincidência, assisti esses dias a Noite de Ano Novo, já em DVD. O filme mostra um mosaico de personagens na passagem do ano em Nova York e um dos atores é justamente Zac Efron. Está mais descontraído, fazendo o papel mais divertido e solto. Prefiro assim, do que na pele do sofredor fuzileiro naval de Um Homem de Sorte.

Neste filme, o jovem soldado passa pela terrível experiência da guerra e da morte, e quando volta precisa encontrar novamente uma razão para viver. Sua intuição diz para ir atrás da mulher que está na foto que encontrou nos escombros de uma ataque. Acredita ter tido a sorte de se salvar por causa dela. Contando essa mesma pequena sinopse à minha filha de 10 anos, que acompanhou com todas as suas forças a série High School Musical na época, ela já matou todo o desfecho. E você também já pode imaginar o que vai acontecer. Mas acho que isso é o de menos – tem muita comédia americana previsível por aí e esse tem sido o padrão dos últimos tempos. Até por isso que quando assisto a produções europeias criativas, recomendo no Cine Garimpo na hora. Precisamos aumentar o repertório…

Não é o romance, nem a previsibilidade que incomodam mais – parece que isso faz parte do gênero. O que me deixa sem paciência neste tipo de filme é a falta de graciosidade. Graça de fazer rir não tem mesmo – e nem pretende. Mas também não tem diálogos interessantes, quem dirá inteligentes. Zac faz um sujeito correto, mas sério demais da conta. Está travado, duro, como se estivesse com medo de se soltar e encarar a nova fase. Como falei, prefiro quando encarna um personagem mais leve. Sua parceira Beth (Taylor Schilling), também não convence, é dramática demais – no sentido mais melado da palavra. Quem se salva é Blythe Danner, mãe de Beth, que é mais solta e natural.

Bingo, achei a palavra que me faltava quando comecei a escrever: natural. Falta naturalidade e desenvoltura, embora imagine que vá agradar ao público adolescente, às meninas que vão suspirar com o romance. Aliás, é para elas que o filme foi feito – não há dúvida.

 

AS IDADES DO AMOR – The Ages of Love
CLASSIFICAÇÃO: Romance, Para Ver Bem Acompanhado, Itália, Comédia Romântica - 27/04/2012

DIREÇÃO: Giovanni Veronesi

ROTEIRO: Giovanni Veronesi, Ugo Chiti

ELENCO: Robert De Niro, Monica Bellucci, Riccardo Scamarcio, Michele Placido, Laura Chiatti, Valeria Solarino, Donatella Finocchiaro, Carlo Verdone

Itália, 2011 (125 min)

 

Nos cinemas: 27 de abril

Tenho falado mal, num tom até sem paciência, das últimas comédias românticas americanas que vi. É pura falta de paciência mesmo para aquilo que não apresenta novidade, nem graça. Não é implicância com o tema, que fique bem claro. Não só gosto do gênero, como acho que ele deve ser explorado cada vez mais – afinal, é o repertório em comum a todos nós.

As Idades do Amor é prova disso. Quando saí da sessão, pensei justamente no fato de não ter ficado impaciente, de ter acompanhado as três histórias  na bela Itália, achando o programa da segunda-feira de manhã um privilégio! Não é para ser profundo, nem denso. Esse tipo de filme é pensado para nos identificarmos, cada um com o seu repertório romântico, e nos divertirmos com a comédia da vida. E falado em italiano, tem um toque especial.

São três histórias, em três idades. Na juventude, às vésperas do casamento, o advogado Roberto (Riccardo Scamarcio, também em O Primeiro que Disse, Meu Irmão é Filho Único) se encanta com outra mulher, a bela Micol (Laura Chiatti) e já não sabe se casa com a também bela Sara (Valeria Solarino) ou se compra uma bicicleta. Já na maturidade do casamento, o apresentador de televisão se rende às maluquices de Eliana (Donatella Finocchiaro) e coloca anos de confiança a perder. Por fim, o professor americano de História da Arte Adrian (Robert De Niro, também em Noite de Ano Novo, Estão Todos Bem, O Poderoso Chefão), vai passar um tempo em Roma depois de se aposentar e um encontro com Viola (Monica Bellucci) muda sua vida de uma maneira que ele não poderia imaginar.

São pequenas histórias, por vezes exageradas, improváveis – até por isso não entre em detalhes. Mas o ponto deste gênero de filme não é ser tão fiel assim à realidade, mas florear um pouco e dar risada das situações criadas pelos mais diversos relacionamentos. As Idades do Amor (em italiano, a quem interessar possa, é Manuale d’Amore) é gracioso, tem um toque original e descontraído no narrador-cupido, que conta a trajetória dos casais e mostra belas paisagens da Itália. Para ver bem acompanhado, é um programa bem gostoso.

 

SENTIDOS DO AMOR – PERFECT SENSE
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Inglaterra, Drama - 24/04/2012

DIREÇÃO: David Mackenzie

ROTEIRO: Kim Fupz Aakeson

ELENCO: Ewan McGregor, Eva Green, Connie Nielsen,

Stephen Dillane

Inglaterra, 2011 (92 min)

Perfect Sense foi traduzido como Sentidos do Amor. Ora, francamente. Por que não dizer Sentido Perfeito? Se é isso mesmo que o filme quer transmitir? Veja se concorda comigo: misteriosamente, e de forma epidêmica, as pessoas perdem o olfato, depois o paladar, depois a audição e assim sucessivamente. Cada uma dessas perdas, aparentemente essenciais para nossas vidas e sobrevida, vão se tornando secundárias quando ainda resta o amor.

Aqui entra e se encaixa perfeitamente o título escolhido. Apesar da tragédia e da perda dos sentidos que nos fazem sentir o cheiro e o gosto das coisas, que nos permitem comunicar e interagir com outras pessoas, que nos permitem ver o mundo, o sentido perfeito, que prescinde dos outros, permanece, resiste. O amor. Simples assim.

E simples também é a visão do diretor David Mackenzie, que coloca no centro de tudo o casal Susan e Michel, ela cientista, ciente da epidemia misteriosa e do pânico que se alastra; ele , chefe de cozinha que vive dos sabores e dos cheiros perdidos no caos. Simples, mas também sofisticada e bela, inclusive a trilha sonora. Impossível não se lembrar de Ensaio sobre a Cegueira, de Ferrnando Meirelles, baseado no livro homônimo de Saramago, quando todos os habitantes ficam cegos e caem na barbárie, perdendo inclusive sua dignidade. Aqui não, Susan e Michael sobrevivem enquanto casal, enquanto esperança, essência. E ainda lhes restou o tato, a que se dá tão pouco valor.

Perfect Sense – perfiro assim, pode ser? – soa como um insight sobre o essencial, numa estranha e aflitiva epidemia, que de uma forma ou de outra pode ser também uma metáfora da pouca atenção que damos aos nossos poderosos sentidos nessa vida tão cheia de superficialidades. Se fui muito longe? Pode ser, mas confesso que esse belo filme me pareeceu um soco com luva de pelica. Com um afago de esperança no final.

Veja o trailer, vale a pena.

ESPECIAL: FILMES PARA O DIA DAS MÃES
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para se Divertir, Especial - 20/04/2012

Dia 13 de maio é Dia das Mães. O Cine Garimpo selecionou 10 filmes que tratam da questão da maternidade de diversas formas diferentes. Garimpe também outras opções no blog!

 

1. Laços de Ternura (com  Shirley MacLaine, Debra Winger, Jack Nicholson / EUA, 1983)

2. Tudo sobre Minha Mãe (com Cecilia Roth, Marisa Paredes, Penelópe Cruz / Espanha, 1999)

3. O Filho da Noiva (com Ricardo Darín / Argentina, 2001)

4. Zuzu Angel (com Patrícia Pillar, Daniel de Oliveira / Brasil, 2006 )

5. Uma Prova de Amor (com Sofia Vassilieva, Abigail Breslin, Cameron Diaz / EUA, 2009)

6. Um Sonho Possível (com Sandra Bullock / EUA, 2009)

7. Bebês (documentário / França, 2010)

8. Destinos Ligados (com Naomi Watts, Annette Bening / EUA, 2010)

9. O Garoto da Bicicleta (com Cécile De France, Jérémie Renier / França, 2011)

10. Minhas Mães e Meu Pai (com Julianne Moore, Annette Bening, Mia Wasikowska, Mark Ruffalo / EUA, 2010)

 

JOVENS ADULTOS – Young Adult
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Estados Unidos, Comédia - 06/04/2012

DIREÇÃO: Jason Reitman

ROTEIRO: Diablo Cody

ELENCO: Charlize Theron, Patrick Wilson, Patton Oswalt, Elizabeth Reaser

Estados Unidos, 2011 (94 min)

 

Nos cinemas: 06 de abril

 

Não precisei terminar de ver o filme (mas terminei, ainda não consigo largar no meio, nem quando tenho certeza de que a coisa não vai me surpreender de nenhuma maneira) para saber onde estava pisando. Jovens Adultos, do mesmo diretor do interessante Amor sem Escalas e do premiado e muito bacana Juno, não acertou a mão desta vez. Tem um roteiro batido e conhecido – o que acontece muitas vezes, porque muitas histórias se repetem  - mas que não traz nada, nada mesmo de original, nem divertido.

Pelo contrário. A protagonista é Mavis Gary (Charlize Theron), uma escritora apática e deprimida, que se separa e do nada acha que pode voltar para sua cidade natal e reconquistar seu ex-namorado – que já é casado e tem uma filha. Já nesse primeiro momento de decisão, que é logo no começo do filme, o roteiro parece “mais do mesmo”. Lembra Como Você Sabe e Qual Seu Número? – ambos chatos, apelativos, sem serem ao menos graciosos.

Trocando em miúdos, para poupar o seu tempo: Jovens Adultos tenta contar a história de uma mulher frustrada e imatura, que precisa chegar no fundo do poço para poder seguir adiante. Mas conta uma história fraca, pobre e absolutamente sem graça – apesar de algumas resenhas por aí dizerem o contrário (inclusive, estou chocada com o que tenho lido sobre o filme, não consigo achar nada de nada, muito menos de especial). Também não consigo entender como o diretor, depois de ter feitos projetos interessantes e inteligentes, que levantam questões importantes de relacionamento e comportamento, pode desenvolver um projeto tão ruim. Ou melhor, acho que ele esqueceu justamente de desenvolvê-lo.

 

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