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MEU PÉ DE LARANJA LIMA
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Drama, Brasil - 20/04/2013

meu pé de laranja limaDIREÇÃO: Marcos Bernstein

ROTEIRO: Marcos Bernstein, Melanie Dimantas

ELENCO: João Guilherme Ávila, José de Abreu, Caco Ciocler, Emiliano Queiroz

Brasil, 2012 (97 min)

 

Nos cinemas: 19 de abril

 

A vida é dura para o menino Zezé. É pobre de dinheiro, pobre de pai (que bebe demais e o maltrata), pobre de compreensão. Mas não pobre de espírito, muito menos de imaginação. E é o sonhar acordado que é a tábua de salvação para essa infância sem presente de Natal, sem presença de mãe, com muita surra. Seu amigo imaginário, o pé de laranja lima, ganha vida, o transporta para outro mundo, o leva para longe, onde há mar, amigos, doçura.

Assim foi a infância de José Mauro de Vasconcelos, que a transformou em livro em 1968, um best seller. De lá para cá, sua história já foi adaptada para o cinema e para a televisão, e continua atual. O desafio aqui é mostrar o ponto de vista do garoto endiabrado, que tem um só amigo, seu irmão mais moço, Luís, enquanto todos os outros o hostilizam. E que cria, justamente com pessoas mais velhas (o Portuga, José de Abreu, e seu tio, Emiliano Queiroz), uma relação de amizade e admiração. Teria sido fácil fazer um melodrama, do ponto de vista adulto. Ou até do ponto de vista da criança, que apanha por qualquer motivo. Ao mesmo tempo que o diretor Marcos Bernstein (também roteirista de Central do Brasil, Zuzu Angel, Somos Tão Jovens) mostra o sofrimento de Zezé, traz à tona com muita beleza a criatividade do menino, sua vivacidade, companheirismo e bom coração.

Se deu para Zezé fechar as feridas dessa infância, isso não sei. Fato é que vira escritor (na pele de Caco Ciocler), registra sua experiência em livro e deixa claro que o que o salva de uma vida adulta amarga é justamente a capacidade de sonhar e imaginar. Portanto, a esperança. Nos olhos do menino Zezé, isso ficava claro. Era só dar chance, que vinha na mente uma boa história, um bom papo, algo novo para criar. Ou aprontar. Que também, tudo bem. Era menino, afinal de contas.

Misturando realidade e fantasia, Meu Pé de Laranja Lima tem um tom melancólico, um ritmo mais lento. Vai gostar quem realmente gosta do cinema brasileiro, fora das comédias que temos visto por aí. Embora tenha o menino como protagonista, não é exatamente um filme infantil – até pelas cenas em que o garoto apanha dos pais e irmãos. Mas dá para ser visto por crianças maiores, que inclusive podem exercitar o gosto pelo cinema nacional.

Especiais os filmes que têm o dom de mostrar o que passa na mente de uma criança. Algumas produções são marcantes por isso e valem ser vistas. Diria ainda mais: especiais os diretores que conseguem se colocar no lugar das crianças. Que foram crianças um dia, eu sei, mas são lembranças longínquas, sensações muitas vezes apagadas e caladas no fundo da alma. Trazer à tona pelo cinema e para o cinema, e transportá-las para a realidade de outra criança é o que torna essas obras delicadas e profundas.

À BEIRA DO CAMINHO
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Brasil, Aventura - 02/04/2013

à beira do caminhoDIREÇÃO: Breno Silveira

ROTEIRO: Patrícia Andrade

ELENCO: João Miguel, Vinícius Nascimento, Ângelo Antônio, Dira Paes, Ludmila Rosa, Denise Weinberg

Brasil, 2012 (102 min)

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Road movie com um certo mistério em torno do personagem João. Regado a canções de Roberto Carlos, À Beira do Caminho é contado pelas letras das músicas, mostrando o sofrimento desse caminhoneiro amargo e desiludido e deixando bem claro que um dia foi feliz. O que fica no ar é justamente o motivo para uma mudança tão brusca de comportamento.

Cruzando o país de fora a fora, ficamos sabendo que João (João Miguel, também em Xingu, Hotel Atlântico, Estômago, Gonzaga, Se Nada Mais Der Certo) não quer se lembrar do passado, nem voltar para sua cidade natal, nem resolver o que ficou pendente. Para tanto, o diretor Breno Silveira, também responsável por 2 Filhos de Francisco e Gonzaga, lança mão de flashbacks bem curtos, que vão se estendendo conseguirem nos explicar o que é que aflige tanto esse homem. Para quem fugir era uma rotina, nada mais difícil do que enfrentar a verdade. É aqui que entra o menino Duda, que pega carona no caminhão de João e traz à tona tudo aquilo que ele não queria enxergar.

Lembra um pouco – guardadas as devidas proporções – a amizade que surge entre Dora e Josué em Central do Brasil. Um road movie também, mas de profundidade bem maior, claro. Mas não deixa de ter uma linguagem parecida, na busca pelo pai, na imensidão do Brasil, na amizade improvável, na reviravolta da vida, na mudança de rumo. Não tem muita novidade, é verdade. Mas acho que o Breno Silveira quis contar é justamente o lugar comum a todos nós: esse longo caminho.

 

A CAÇA – The Hunt
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para Pensar, Drama, Dinamarca - 20/03/2013

DIREÇÃO: Thomas Vinterberg

ROTEIRO: Thomas Vinterberg, Tobias Lindholm

ELENCO: Mads Mikkelsen, Thomas Bo Larsen, Annika Wedderkopp, Lasse Fogelstrom, Susse Wold, Anne Louise Hassing, Lars Ranthe, Alexandra Rapaport, Ole Dupont

Dinamarca, 2012  (115 min)

 

Nos cinemas: 22 de março

 

Thomas Vinterberg é parceiro de Lars Von Trier em um projeto bastante interessante. Em 1995, eles se juntaram para fundar o movimento Dogma 95, que estipulou 10 mandamentos para um novo cinema que seria feito a partir dali. Para encaixar-se no padrão, o filme tem que ser rodado no local, sem cenografia, som natural, câmera na mão, sem filtro ou truques fotográficos. Deve ser em cores, na época atual, vetados os filmes de gênero. Ou seja, naturalista, a vida como ela é, aqui e agora, sem maquiagem. Radical ou não, confesso que gosto. É o avesso do pode-tudo de Hollywood. Um cinema que me dá prazer em assistir. Dele também são Submarino e Festa de Família. Os dois são de enlouquecer.

Deve ser porque retratam os dramas humanos, seus e meus, como ele realmente são. Intensos, cruéis, traiçoeiros, surpreendentes. A Caça, exibido na 36a Mostra Internacional de Cinema, lida com isso, com mazelas – das mais humanas. A injustiça, o julgamento, a traição. Lucas (Mads Mikkelsen, vencedor de melhor ator em Cannes por este filme e também em Depois do Casamento, Coco Chanel & Igor Stravinsky, O Amante da Rainha) é professor da educação infantil. Acaba de se divorciar e está em plena delicada negociação com a ex-mulher a respeito da guarda do filho adolescente. O ambiente é amigável, uma pequena cidade dinamarquesa em que todos se conhecem. Mas de repente que surge um boato e a vida de Lucas vira do avesso. Suas conduta é questionada, suas relações mais íntimas e duradouras são colocadas em dúvida. Verdade ou mentira, fato é que Vinterberg traz à tona e faz questão de ressaltar a capacidade humana do pré-julgamento e todo o perigo que vem junto com ele.

De uma intensidade ímpar, de uma profundidade cortante. Por ser real. Tem muito do cinema conterrâneo de Susanne Bier, como seu Em Um Mundo Melhor e Depois do Casamento. E de uma angústia que fica e que seguiu comigo até depois que o filme terminou, pensando sobre a proporção que o ressentimento ocupa dentro das pessoas. E do que isso é capaz. Não deixe de ver, ainda mais no mundo de hoje em que as manipulações são constantes, e o bullying cada vez mais frequente. Fala-se muito nesse tipo de intimidação física e emocional com crianças e adolescentes, mas nos esquecemos da intensidade com que é feito no ambiente adulto.

 

QUAL O NOME DO BEBÊ? – Le Prénom
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, França, Comédia, Bélgica - 13/03/2013

cartazDIREÇÃO: Alexandre de La Patellière, Matthieu Delaporte

ROTEIRO: Matthieu Delaporte

ELENCO: Valérie Benguigui, Charles Berling, Guillaume De Tonquedec, Judith El Zein, Patrick Bruel

Bélgica, França, 2012 (109 min)

 

Nos cinemas: 15 de março

 

Divertidíssima! E com uma parcela interessante de realidade. Claro, amigos de uma vida inteira sempre deixam alguma roupa suja sem lavar com o passar dos anos. Muita intimidade é sinônimo de alguns segredinhos importantes. E é tudo isso que faz o filme ser uma delícia de assistir. Pelas risadas desenfreadas e pelo tributo que se faz à amizade. Mesmo com o barraco armado (mais do que humano), a amizade segue em frente.

Lembrei-me de dois filmes recentes e muito bons, já recomendados aqui no Cine Garimpo. O primeiro é Até a Eternidade, de Guillaume Canet, em que amigos antigos se reúnem, algumas mentiras veem à tona e têm que ser repassadas para que a vida continue; o segundo, Deus da Carnificina, de Roman Polansky, em que dois casais se encontram num apartamento e daí saem confissões, brigas, revelações incríveis, vindo do mais fundo da alma humana. Os dois engraçados, inteligentes e superbem estruturados.

Qual o Nome do Bebê é uma mistura desses dois. Também num apartamento, amigos antigos se reúnem: o casal anfitrião é Elizabeth e Pierre recebem o irmão Vincent, a cunhada Anna e um amigo solteiro, Claude. Regado a vinho e acompanhado de um bom jantar, rola a discussão sobre o nome do bebê de Vincent. O que era para ser um jantar descontraído e divertido entre amigos que têm toda a intimidade, assunto de sobra e bom humor, torna-se um caos, uma lavagem de roupa suja. Além de superengraçado e divertido, graças aos ótimos atores e à integração espetacular entre eles, toca no ponto delicado e comum a todos nós da importância da bagagem acumulada com as relações muito longas. Tanta intimidade gera conflito, claro. Mas para mim o que ficou é justamente o contrário. A amizade fala mais alto e toca-se o barco em frente, apesar de tudo. Ou seria, graças a tudo?

 

AS SESSÕES – The Sessions
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Estados Unidos, Drama - 23/02/2013

sessõesDIRETOR: Ben Lewin

ROTEIRO: Ben Lewin, Mark O’Brien

ELENCO: John Hawkes, Helen Hunt, William H. Macy, Moon Bloodgood, Annika Arkin,

Estados Unidos, 2012 (95 min)

Assim como os três amigos deficientes se aventuram da Bélgica até a Espanha atrás da tão esperada primeira relação sexual em Hasta La Vista – Venha Como Você É, Mark O’Brien quer deixar de ser virgem aos 38 anos. Tetraplégico por causa da pólio desde os oito anos, Mark não perde o humor, apesar de todas as privações que sofre durante a vida. E bom humor aqui é fundamental.

Baseado em uma história real, As Sessões conta a história desse personagem que vai contar ao espectador suas experiências amorosas e sexuais a um padre. É através dessa narrativa que ficamos conhecendo como foram as sessões de terapia sexual com Cheryl (Helen Hunt, também em Náufrago, Melhor é Impossível). Especialista em terapia com deficientes, Cheryl ajuda Mark não só a conhecer seu corpo, mas a ter, de fato, uma relação sexual.

E é aqui que entra o charme do filme. Através de uma relação amorosa, sensível e de extrema honestidade, as sessões terapêuticas despertam nos dois sentimentos novos e uma generosidade imensa. Poeta, Mark registra seus desejos em versos e vive de fato relações de amor que se dão principalmente através do humor e da sinceridade das palavras. Assim como Intocáveis emociona por causa da amizade entre um tetraplégico milionário e seu cuidador, As Sessões também toca fundo pela sensibilidade no trato com as pessoas. Cada um sabe seu limite e esse respeito é evidente, sem qualquer sombra de piedade ou compaixão. Admiração pura.

Vale dizer que a dupla Helen Hunt e John Hawkes estão espetaculares – ela inclusive recebeu a indicação ao Oscar de melhor atriz. Sintonia fina, que faz toda a diferença.

 

INDOMÁVEL SONHADORA – Beasts of the Southern Wild
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Estados Unidos, Drama - 19/02/2013

indomável sonhadoraDIREÇÃO: Benh Zeitlin

ROTEIRO: Benh Zeitlin, Lucy Alibar

ELENCO: Quvenshané Wallis, Dwight Henry, Lowell Landes, Pamela Harper, Gina Montana, Henry D. Coleman

Estados Unidos, 2012 (93 min)

Nos cinemas: 22 de fevereiro

Hushpuppy sonha acordada com seres imaginários, vive o universo infantil à sua maneira; é indomável na garra e na luta pela sobrevivência, da maneira com que seu pai ensinou. Na marra. É preciso sobreviver à enchente, encontrar no território ilhado da “banheira” tudo que precisam, não desistir, não ceder, apesar de tudo e todos serem contra. Hushpuppy é protagonizada por Quvenzhané Wallis, que na época das filmagens tinha apenas 6 anos. Novata e brilhante.

A escolha do elenco é fundamental para que Indomável Sonhadora tenha essa áurea de ilusória felicidade e tenebrosa realidade. Hushpuppy vive em uma área constantemente alagada. Seu pai doente (o ator também novato Dwight Herry) resolve ensinar a menina a viver sem ele, mesmo que para isso tenha que ser rude, áspero, cruel. E essa sinergia entre a aspereza deste pai, do meio ambiente e da sociedade são capazes de levar os habitantes desse pântano à loucura, mas não ao desespero.

Indomável Sonhadora é um lindo filme. Humano e triste. Esta pequena comunidade ilhada fica no meio de uma barragem, que remete às localidades que foram inundadas com a passagem do furacão Katrina em 2004, em Louisiana. Alheio à condição miserável de seus habitantes, as autoridades ignoram sua condição. Alheios ao descaso das autoridades, os habitantes lutam com unhas e dentes por aquilo que consideram lar e ainda encontram alegria de viver. Nem que seja no imaginário. O diretor insere elementos fantásticos e um barco carregado de analogias, Hushpuppy (indicada ao Oscar de melhor atriz) narra e vive intensamente a história da sua vida, e assim a realidade, por vezes, se torna menos palpável. Só por vezes.

 

 

COISAS QUE PERDEMOS PELO CAMINHO – Things We Lost in the Fire
CLASSIFICAÇÃO: Para Pensar, Drama, Dinamarca - 25/12/2012

DIREÇÃO: Susanne Biercoisas que perdemos pelo caminho

ROTEIRO: Allan Loeb

ELENCO: Halle Berry, Benicio Del Toro, Alison Lohman, David Duchivny, Alexis Llewellyn

1 icone_DVDDinamarca, 2007 (118 min)

Um incêndio queima lembranças da família, fotos, objetos que não podem ser recuperados. São essas coisas que ficam pelo caminho, como diz a tradução do título original. Quando marcos da lembrança afetiva são destruídos, o vazio se instala. Na família, a tragédia pega todos de surpresa e é preciso resgatar o passado através do mais improvável elemento.

Não vou entrar em detalhes. Assisti a este filmes em saber o que aconteceria e recomendo que você faça o mesmo. Aliás, aproveito para dizer: já que muitos comentários publicados na imprensa eletrônica e impressa vão logo contanto detalhes do roteiro, simplesmente não leio. Procuro me informar sobre o diretor, atores, mas não sobre a história. O elemento surpresa é fundamental para o envolvimento com o filme. Por isso, digo só que Audrey (Halle Berry) perde sua referência em uma tragédia e vai buscar o resgate da razão de vida e das lembranças passadas no personagem de Benício del Toro, que não era exatamente uma pessoa próxima em sua vida.

Também são da diretora dinamarquesa Susanne Bier Em Um Mundo Melhor (Oscar de melhor filme estrangeiro em ) e Depois do Casamento. Coisas que Deixamos Pelo Caminho não é tão forte quando esses outros dois, nem tão instigante. Mas é um relato interessante sobre as voltas que a vida dá, sobre o exercício da aceitação do antes inaceitável, sobre a necessidade de acomodação diante de uma nova realidade.

FRANKENWEENIE
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para Ver em Família, Estados Unidos, Aventura, Animação - 01/11/2012

DIREÇÃO e ROTEIRO: Tim Burton

ELENCO: Charlie Tahan, Winona Ryder, Martin Short, Catherine O’Hara, Sparky

Estados Unidos, 2012 (87 min)

 

Nos cinemas: 2 de novembro

 

É com Tim Burton que a 36a Mostra Internacional de Cinema de SP encerra suas atividades hoje. E o curioso é que se trata de uma animação que Burton já havia filmado, em curta metragem, quando trabalhava na Disney em remotos 1984. Na época o diretor ainda não era ninguém. Foi inclusive despedido da empresa por desperdiçar dinheiro em projetos nada adequados para crianças. Assustadores demais, diziam.

Agora que Tim Burton (também de Alice no País das Maravilhas) é celebridade – goste do estilo dele ou não – a Disney tirou o antigo projeto da gaveta e o diretor teve carta branca para construir o  longa de animação com a sua cara. Tem um tom sombrio  que só Burton sabe dar, com ares de A Noiva Cadáver, de 2005, em seu suspense em preto e branco, terror, medo, morte. E é, claro, uma homenagem a vários monstros consagrados nos filmes de terror, mas principalmente a Frankenstein, pelo nome do filme e pela maneira com que o garoto Victor ressuscita seu cachorro, espinha dorsal da produção.

Victor é um pequeno e retraído aspirante a cientista, que não se conforma com a morte do cachorro Sparky, seu fiel companheiro e único amigo. Monta uma experiência para ressuscitá-lo. Consegue, mas a engenhoca acaba sendo usada por outros garotos do bairro para fazer o mau. Com essa contradição do garoto bom, que usa o artifício para resgatar seu amigo e recuperar a alegria de viver, e dos malvados, que usam para prejudicar o outro, Burton dá mais atenção ao bem, à lealdade, à solidariedade acima de tudo. No fim das contas, apesar do clima “tenso” e sombrio, Frankenweenie é um filme doce. Sobre dois amigos, que dão a vida um pelo outro. Todo feito em stop motion e 3D, não acho que agrade crianças pequenas. Mas crianças maiores, sim. Tem um bonito traço e uma história universal.

 

 

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