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RAY
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para Rever, Estados Unidos - 03/10/2011

DIREÇÃO: Taylor Hackford

ROTEIRO: Taylor Hackford, James L. White

ELENCO: Jamie Foxx, Regina King, Keery Washington, Clifton Powell, Harry J. Lennix, Bokeem Woodbine, Aunjanue Ellis, Sharon Warren, C.J. Sanders

Estados Unidos, 2004 (152 min)

Posso apontar várias razões pelas quais vale a pena assistir – ou rever – Ray. A começar pelo óbvio: quem gosta das músicas que eternizaram a voz e o estilo de Ray Charles vai se deliciar. Jamie Foxx (também em Quero Matar Meu Chefe, O Solista), vencedor do Oscar de melhor ator pelo papel, canta e interpreta com perfeição Georgia on My Mind, I’ve Got a Woman, Hit the Road Jack, Unchain My Heart, I can’t Stop Loving You, entre outras, com direito aos trejeitos do verdadeiro Ray.

Num segundo momento, mas não menos importante se você for como eu e gostar quando o cinema faz o retrato de uma época, Ray relata a vida do cantor, músico e compositor desde sua infância pobre em Georgia, a relação forte com a mãe, o sentimento de culpa pela morte do irmão, passando pela influência de Nat King Cole, mostrando seu estilo próprio no soul, gospel, jazz e R&B, viciando-se em heroína e em mulheres, lutando contra a segregação racial nos anos 50 e 60, até seu estrelado internacional. O filme mostra também sua trajetória pelas gravadoras, pelo racismo daquela época e pelas dificuldades por que passava por ser cego.

Belo e extremamente musical – não poderia ser diferente – é certamente um filme-homenagem. Há quem diga que quando Hollywood faz biografias é porque está sem ideias novas, sem criatividade. Ora, só pode ser intriga da oposição. A vida de Ray Charles é sim digna de um bom filme, com seus elementos fictícios e controversos, é verdade, mas nem por isso menos merecedor de todo respeito. Gostei do que revi, recomendo para quem ainda não viu. Faz bem para os ouvidos, tem uma produção muito cuidadosa e é uma história de vida no mínimo muito interessante.

 

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