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OS 3
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Brasil - 11/11/2011

DIREÇÃO: Nando Olival

ROTEIRO: Nando Olival, Thiago Dottori

ELENCO:  Juliana Schalch, Gabriel Godoy, Victor Mendes, Sophia Reis, Rafael Maia, Alceu Nunes, Henrique Taubaté, Cecília Homem de Melo

Brasil, 2011 (min)

Despretensioso e jovial. Palavras que  expressam bem o clima de Os 3. Mesmo porque, ser despretensioso me remete a algo leve, natural, praticamente cotidiano. O oposto de algo que se pretende profundo, debatedor, cheio de meias palavras. O filme pretende divertir e entreter – tem, de fato, um ritmo gostoso e leve. Gosto disso – tem inteligência, sem pretensão.

Os 3, de Nando Olival, que dirigiu com Fernando Meirelles o filme Domésticas, tem esse tom, além de uma bonita fotografia. Remete um pouco ao clima descontraído e jovem de As Melhores Coisas do Mundo, de Laís Bodanzky, ou ainda à leveza e graça de Malu de Bicicleta, de Flávio Tambellini. Talvez seja porque mostram uma forma de pensar e um ambiente próprios dos jovens – no primeiro, o Ensino Médio; no segundo, a praia do Rio de Janeiro dos recém-adultos solteiros. No filme de Olival, é na faculdade que os três personagens se conhecem em uma balada, resolvem dividir o mesmo teto durante os quatro anos de curso e tomam a decisão de não se separar jamais. Apesar das fases diferentes, visualizei uma linha do tempo nas três histórias, de jovens inteligentes, plugados, empreendedores, namoradeiros, cheios de iniciativas, mas que muitas vezes não sabem o que fazer com tantas ideias…

E é justamente por falta de objetivo que Camila (Juliana Schalch), Cazé (Gabriel Godoy) e Rafael (Victor Mendes), os três famosos personagens, têm margem de sobra para as manobras da vida, engrenam em situações curiosas de exposição da intimidade em um reality show e concordam em entrar nesse projeto para ganhar a vida. Interessante o jogo que começa a partir daí, de realidade, representação, desentendimento e acordos – ficamos inclusive sem saber o que faz parte da jogada e o que realmente é verdade. Fato é que o diretor usou um tema em voga para ilustrar a vida desse trio altamente simpático, que tem uma liga ótima, bons diálogos, caras e bocas engraçadas, que segura muito bem o andar da história. E segura, amarra e não desata – já que tudo o que eles queriam era seguir juntos.

 

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