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O MÉDICO ALEMÃO – Wakolda
CLASSIFICAÇÃO: Suspense, Para se Emocionar, Para Entender o Nosso Mundo, Garimpo na Locadora, Drama, Argentina - 13/06/2014

Assisti a este filme na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo de 2013. Agora saio em home video e publico novamente, com destaque. Concorreu à vaga para o Oscar de melhor filme estrangeiro, mas não entrou. Que bom que entra agora em cartaz. Filme argentino bom, de qualidade e com tema que não deve ser esquecido!

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Adoro quando consigo não me informar muito sobre um filme, quando assisto e vou descobrindo, junto com os personagens, as verdades apresentadas. Isso não é possível sempre, mas tento tomar esse cuidado – difícil, porque muitas vezes as informações chegam até nós quase que por osmose. As sinopses, por mais curtas que sejam, muitas vezes são capazes de funcionar como um imediato estraga-prazer. Nem ao trailer eu assisti (está publicado abaixo; faça a sua escolha). Aconteceu isso com Wakolda. Sabia pouco: que era o indicado argentino à vaga para concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2014. Isso bastou para que eu aproveitasse cada minuto do projeção e sentisse, mais genuinamente, a angústia e surpresa da família que hospeda um médico misterioso nos anos 1960.

Até por isso, não entrarei em detalhes. Mas posso dizer que Wakolda é delicado na sua crueldade, tem ótimos atores e um tom que valoriza o ser humano e sua diversidade. O tempero que a diretora Lucía Puenzo consegue dar ao drama da família tem o fino trato da ironia, da maldade velada, da desconfiança mesclada com desesperança. Uma família cruza uma estrada deserta da Patagônia e é acompanhada por um médico desconhecido e bastante estranho, também no jeito de abordar a pequena Lilith, que aparente ter menos de 12 anos, por ter uma estatura mais baixa que o normal. A família abre um hotel na região do lago de Nahuel Huapi e esse médico se instala por ali, oferecendo-se para ajudá-los nas questões de saúde, mas também no sonho de Enzo de montar uma fábrica de bonecas. Wakolda é o nome de uma delas, que servem também como uma analogia de perfeição, produção em série do ser humano, moldado com as características ideais da composição de uma raça.

Mas quem era esse sujeito? O que queria? Por que tanto interesse pela família? Vale a pena conferir. Wakolda tem, sem dúvida, um apelo internacional mais forte do que o nosso candidato brasileiro à vaga, O Som Ao Redor. Independente do que a Academia escolha para disputar o prêmio, vale seu ingresso com certeza.

DIREÇÃO E ROTEIRO: Lucía Puenzo ELENCO: Natalia Oreiro, Alex Brendemühl, Diego Peretti | 2013 (93 min)

 

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