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MUNIQUE – Munich
CLASSIFICAÇÃO: Para Rever, Para Entender o Nosso Mundo, Estados Unidos - 10/01/2011

DIREÇÃO: Steven Spielberg

ROTEIRO: Tony Kushner, Eric Roth

ELENCO: Eric Bana, Daniel Craig, Geoffrey Rush, Ciarán Hindus, Mathieu Kassovitz, Mathieu Amalric, Ayelet Zurer

Estados Unidos, 2005 (164 min)

Steven Spielberg de novo. Quem, se não ele, poderia fazer este cinema com base em um episódio tão dramático da história do povo judeu? Assim como fez em A Lista de Schindler, o diretor dá a Munique uma dramaticidade incrível, sem perder a veracidade dos fatos e o seu fator documental importantíssimo. O filme é realmente imperdível e ótima dica inclusive para quem assistiu já há algum tempo. É bom rever. Os diálogos inteligentes, a direção e produção brilhantes dão ao filme um tom não de guerra física (embora seja um atentado atrás do outro), mas de guerra emocional, ideológica, profunda e infindável – se a intenção for vencer a qualquer custo. É um exercício de reflexão e um importante registro histórico de mais um episódio intolerante da guerra entre judeus e palestinos.

Na prática, o filme relata o ataque terrorista do grupo palestino Setembro Negro aos atletas da delegação israelense das Olimpíadas de Munique de 1972, transmitido ao vivo para o mundo todo, e a subsequente caça aos mandantes do crime em toda a Europa por agentes secretos do Mossad. Nas entrelinhas, discute a questão da violência que gera violência, do “olho por olho, dente por dente”, da importância da terra, do lar, das raízes para a formação e manutenção dos povos, da identidade nacional para a perpetuação da cultura; discute a questão da pátria enquanto família, mas o valor da família mesmo fora da pátria.

Tão marcante quanto a história do massacre e da perseguição aos criminosos árabes é o nível de devastação que se cria a partir da ordem da então primeira-ministra de Israel, Golda Mier, de matar os cabeças do Massacres de Munique, onde quer que estivessem. Agentes treinados para perder dua identidade e vingar o povo judeu, saem à procura deles e geram outro rastro de destruição. Nas Olimpíadas em que atletas judeus pisavam em solo alemão pela primeira vez depois de todo o horror do Holocausto, o que era para ser uma reafirmação de paz reforçou a ideia de que os problemas só mudam de palco e de atores. Pelo menos ainda não há sinais de quando tudo isso vai acabar.

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