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MEU IRMÃO É FILHO ÚNICO – Mio Fratello è Figlio Unico
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para se Divertir, Itália - 09/10/2009

DIRETOR: Daniele Luchetti1 icone_DVD

ELENCO: Elio Germano, Riccardo Scamarcio, Angela Finocchiaro, Massimo Popolizio, Alba Rohrwacher, Luca Zingaretti

LOCAL, ANO: Itália, França, 2007

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Uns provocam mais do que outros, uns têm mais intimidade do que outros. Fato é – e fica claro no bonito filme de Luchetti e na vida de cada um de nós – que na hora do aperto, da dificuldade, do beco sem saída, quem segura a onda é a família. E ninguém mais. Os irmãos, que seguiram caminhos opostos, têm no outro a confiança máxima, sem precisar ter jamais provado nada. E assim tem sido. No filme, a troca de olhares, as escolhas, o amor pela mesma mulher e o instinto de manter a família unida, apesar dos pesares, é o grande elo do roteiro.

“Meu irmão é filho único” é propriamente o sentimento do garoto Accio, que se sente preterido pelos pais e irmãos mais velhos. É enviado para um seminário e após tentativa frustrada de não pecar, resolve voltar para casa, onde se sente o último dos moicanos. Mas sem fossa. O que se passa são cenas familiares, caricatas da família italiana e típicas do irmão espertalhão que quer se aproveitar do caçula quando interessa e tirar-lhe a pele quando der na telha. Vale dizer que a atuação de Accio é maravilhosa, tanto jovem quanto adulto. Sensível, sem dramalhão.

Outro aspecto bacana do filme é a questão política. Ambientado numa pequena cidade italiana nos anos 1960/70, os irmãos divergem também na linha de atuação: um facista, outro comunista, com discursos opostos. O microcosmo dessas duas ideologias se cruza, causa conflitos, estabelece semelhanças entre eles. E quando falam de amor, acabam se unindo ainda mais.

Lindo filme. Adorei. Dá aquela dor da separação, da impossibilidade de convivência por questões políticas, das crianças que sofrem na pele as escolhas dos pais. Remete a vários filmes como o brasileiro O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006), ou o argentino Kamchatka (2002). Não são filmes parecidos, eu sei. Mas faz lembrá-los e dá vontade de ver de novo.

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