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HANAMI – CEREJEIRAS EM FLOR – Kirschblüten – Hanami
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Para Pensar, Alemanha - 27/01/2010

DIREÇÃO E ROTEIRO: Doris Dörrie

ELENCO: Elmar Wepper, Hannelore Elsner, Aya Irizuki, Maximilian Brückner, Nadja Uhl, Birgit Minichmayr, Felix Eitner, Floriane Daniel, Celine Tanneberger, Robert Döhlert.

Alemanha, 2008 (126 min)

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Antes de começar a falar de algumas das várias sensações que este filme me provocou, quero dar um conselho: cuidado com as resenhas espalhadas pela internet e com o trailer do filme (coloquei abaixo, mas fiquem avisados!). Eles contam muito do que acontece e literalmente estragam o prazer das descobertas do roteiro. Acompanhar o filme passo a passo foi fundamental para me sentir dentro da história, para acompanhar a trajetória e a emoção dos personagens. Quando fui ao cinema, não sabia nada sobre o filme. Sabia que Hanami era muito bonito. A emoção foi muito maior, posso garantir.

Acho importante dizer isso porque o filme trata basicamente de sentimentos. Quanto mais sentimos na pele a emoção e a surpresa que o próprio personagem sente, mas conseguimos encontrar parentescos com a nossa própria história. Assim foi. Saí da sessão com várias questões a serem comentadas e digeridas. Rendeu muita coversa. Na relação cúmplice e rotineira do casal alemão Trudi (Hannelore Elsner) e Rudi (Elmar Wepper), há margem para pensar na relação com os filhos que se vão, na maneira com lidam com os pais mais velhos, no egoísmo, nas difuculdades que enfrenta o idoso que se sente repudiado pelas próprias crias. Mas fala também da cumplicidade do casal, da sensação privilegiada de querer compartilhar tudo com o outro, de o outro ser de fato “outro”, com sonhos e vontades próprias, imprescindível para o casal existir enquanto casal.

Contrariando as outras resenhas que li, não vou falar do enredo. Quero que você veja por sua conta. Mas Hanami me lembrou O Visitante, em que o protagonista reencontra o brilho da vida no contato com o estrangeiro, com o diferente. Aqui, o Japão das cerejeiras em flor e do Monte Fuji cumpre esse papel.

Hanami é a festa de abertura da primavera no Japão, quando as cerejeiras florescem de maneira esplendorosa e todos fazem piquenique aos seus pés para dar adeus ao rigoroso inverno. Esse é o sonho de Trudi, estar presente no Hanami. E por falar em sonho, Hanami trata também da busca pelo que é mais íntimo e que completa cada um de nós. Como casal, tanto melhor se o sonho for compartilhado.

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