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GUERRA DOS SEXOS – Maschi contro Femmine
CLASSIFICAÇÃO: Para se Divertir, Itália - 28/11/2011

Nos cinemas: 02 de dezembro

 

DIREÇÃO: Fausto Brizzi

ROTEIRO: Fausto Brizzi, Massimiliano Bruno, Valeria Di Napoli, Marco Martani

ELENCO: Fabio De Luigi, Paola Cortellesi, Francesco Pannofino, Allessandro Preziosi, Paolo Ruffini, Nicolas Vaporidis, Sarah Felberbaum, Chiara Francini, Lucia Ocone, Carla Signoris, Giorgia Wurth

Itália, 2011 (113 min)

 

Fui conferir este italiano Guerra dos Sexos, impulsionada pela boa leva filmes italianos recentes como Que Mais Posso Querer, O Primeiro que Disse, Um Sonho de Amor, Saturno em Oposição – só para citar alguns. Imaginei encontrar algo divertido em Guerra dos Sexos, já que o tema suscita as intermináveis diferenças e discussões entre homens e mulheres, mas também a inquestionável vontade de se apaixonar. A propósito, o filme começa bemq quando cita a máxima de que um homem e uma mulher são as pessoas menos indicadas para se casar, vide as diferenças, traições, disputas, medos, inseguranças. Mas, depois disso, seguiu previsível, sem criatividade. Confesso que fiquei impaciente.

Explico. Se a expectativa era dar risadas das mazelas e amores entre um homem e uma mulher, fiquei frustrada. Não achei graça, como achei em O Primeiro que Disse, por exemplo. Achei que “choveu no molhado”. Conta quatro histórias que se cruzam. Uma mulher já nos seus 50 anos, pega o marido transando na sala da sua casa com outra, bem mais jovem, e obviamente se sente a pior das mulheres, velha e acabada; um treinador de vôlei casado acaba de ter seu primeiro filho, mas é constantemente paquerado por uma das atletas do time; três amigos solteiros, dois rapazes e uma moça lésbica, estão sempre à procura de novos casos, até que se envolvem com a mesma mulher; e finalmente uma moça ecologicamente correta tem que conviver com o vizinho garanhão, que cada dia chega em casa com uma mulher de diferente nacionalidade.

As confusões acontecem, como pode-se ver no trailer abaixo, e os personagens se cruzam. Tem um gostinho de déjà vu, onde falta o novo, o toque de graça – mais parece um filme retalhado que se perde nas próprias confusões. Nem sempre é preciso ir além do riso, da ironia e do tom de deboche. O difícil é fazer isso de forma diferenciada. Guerra dos Sexos é igual a tantos outros – chega a lembrar até uma daquelas ditas “comédias românticas” americanas que, no meio de tanto sexo, não são nem uma coisa, nem outra…

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