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FRIDA
CLASSIFICAÇÃO: Para se Emocionar, Estados Unidos, Drama, Biografia - 17/04/2012


DIREÇÃO: Julie Taymor

ROTEIRO: Hayden Herrera, Clancy Sigal

ELENCO: Salma Hayek, Alfred Molina, Geoffrey Rush, Antonio Banderas, Valeria Golino, Diego Luna, Mia Maestro, Roger Rees

Estados Unidos, Canadá, 2002 (123 min)

Frida Kahlo foi aquela artista mexicana das sobrancelhas negras, fortemente marcadas e praticamente emendadas e dos milhões de arranjos no cabelo. A imagem construída por ela mesma, sobre si própria, conversa com sua obra de uma forma muito particular – fica fácil identificar seus traços. Considerada uma das mais importantes artistas mexicanas do século, Frida (1907-1954) ganhou esta biografia interessante, colorida no figurino, nos arranjos de cabeça e na alegria de Frida em tempos que a doença lhe dava uma trégua.

É curioso, mas ainda jovem apaixona-se por seu mestre – assim como Camille Claudel se apaixona por Rodin e tantos outros casos em que a admiração confunde-se com o amor, mas a diferença de idade e geração termina por tumultuar a relação. Mas isso foi depois de Frida sofrer o grande revés de sua vida, aos 18 anos: um acidente gravíssimo, que não a deixa paralítica por pouco, mas deixa sequelas que vão dificultar sua vida para sempre. O mestre muralista e mulherengo Diego Rivera (Alfred Molina, também em Educação, Magnólia) será seu grande companheiro, entre tapas e beijos por toda a vida, mas responsável por incentivar o talento e a personalidade da obra.

Frida é, sobretudo, um filme sobre a perspectiva da artista, muito bem representada por Salma Hayek, sobre a vida. A sua vida – já que ela sofria restrições físicas e fortes dores durante longos períodos e isso é refletido na sua obra. Parece surrealismo, mas também parece ser sua leitura da realidade quando deitada numa cama. Apesar de tudo, consegue projeção internacional, envolve-se com o Partido Comunista e com líderes de esquerda. Mas o filme não tem tom político, nem dramático. As cenas de dor são suavizadas pelas cores fortes, pela música mexicana marcantes e pelo figurino maravilhoso. Para quem gosta de biografias de artistas, mais uma boa dica para a lista que certamente inclui Piaf – Um Hino ao Amor.

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