YVES SAINT LAURENT

Cartaz do filme YVES SAINT LAURENT

Opinião

Falar que Yves Saint Laurent deve ser visto e apreciado por quem circula e curte o mundo da moda é chover no molhado. Agora, se você é como eu, pouco atento às badalações e tendências da moda, fique atento. Este longa do diretor Jalil Lespert, que esteve agora no Brasil para apresentar o filme no Festival Varilux de Cinema Francês, vale a pena por pelo menos dois motivos: sua impecável estética e seu um incrível personagem. Se você nunca tinha parado para pensar na personalidade que foi Saint Laurent, voilà!

Aliás, para os distraídos com a moda, eu diria ainda que o cinema é uma ótima ferramenta para nos apresentar personagens que circulam fora do nosso campo de interesse. O belo filme Coco Antes de Chanel, com Audrey Tautou, nos apresentou como foi a trajetória de Gabrielle, até a criação da Maison Chanel. Agora, conhecemos o tímido e talentoso jovem que com apenas 21 anos assume a criação da Dior, depois da morte de seu fundador, e aos 26, funda, em Paris, seu próprio ateliê de alta costura. E que elegância tem a sua obra!

Além da sua importância como estilista, que deu glamour ao prêt-à-porter, o filme tem algo de genuíno e corajoso. Revela passagens sombrias e difíceis da vida do artista, que esteve internado em um hospital psiquiátrico depois da guerra da Argélia, que se envolveu em orgias, drogas e bebedeiras, e que só não colocou seu prestígio a perder porque tinha ao seu lado Pierre Bergé. “Você teria conseguido de qualquer maneira, porque é genial”, diz Bergé a Ives a certa altura, ele que foi companheiro de Saint Laurent na vida amorosa e, mesmo depois de terminarem o relacionamento, continuou profissionalmente ao seu lado até o fim.

O trailer do filme já está aqui na coluna, na matéria sobre o Varilux. No entanto, foi curioso encontrar o trailer de um documentário sobre o estilista, chamado O Louco Amor de Yves Saint Laurent, de Pierre Thoretton. Nele, vemos várias cenas que serviram de inspiração para este novo longa. A semelhança é tanta que por vezes tive a impressão de que via YSL em pessoa aqui na ficção também.

 

 

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