Um homem chamado Ove – A Man Called Ove

Cartaz do filme Um homem chamado Ove – A Man Called Ove

Opinião

Numa Europa multirracial, usar o cinema para trazer esse assunto da tolerância, do acolhimento e da ajuda mútua é um alento para tantos conflitos. Sou fã incondicional do cinema escandinavo (aliás, tem lista, clica aqui) e Um Homem Chamado Ove integra esse panorama.

Mas tem uma pegada diferente, fugindo daquele clima denso do realismo de filmes como  Em Um Mundo Melhor e A Comunidade. O tom aqui é de comédia dramática, no estilo rir-pra-não-chorar. Ove é um senhor rabugento (aparentemente), solitário e de mal com a vida, que planeja o suicídio para poder ficar ao lado de sua mulher, que já faleceu. Trata mal os vizinhos e não quer muita conversa. Até que uma família iraniana se muda, vai chegando com jeitinho e acaba cativando o coração deste homem que já não via mais razão para viver.

Essencialmente um filme sobre amizade e sobre esse poder transformador. Singelo e verdadeiro, emociona por ser genuíno. Lembra o inglês O Visitante, em que o protagonista também é fisgado pela amizade de um imigrante clandestino.

Concorre ao Oscar de melhor filme estrangeiro pela Suécia, além de melhor maquiagem.

 

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