O ÚLTIMO RETRATO – Final Portrait

Cartaz do filme O ÚLTIMO RETRATO – Final Portrait

Opinião

A gente não sabe muito do que ocorre entre quatro paredes de um ateliê de um grande pintor. Aliás, imaginar o processo criativo de qualquer artista é uma jornada e tanto. Último Retrato, dirigido por Stanley Tucci, faz um recorte de como foi produzida a última pintura do renomado artista suíço Alberto Giacometti, nos anos 1960, em Paris.

Apesar de a narrativa se restringir a esse momento e à amizade entre pintor e modelo, o filme traz os bastidores da criação – que é sempre uma caixinha de surpresas. Giacometti (Geoffrey Rush, também em Shine – Brilhante) foi o mais famoso escultor surrealista, que também pintava e fazia cenografias. Em 1964, quando morava em Paris, pede para que seu amigo, o escritor americano James Lord (Armie Hammer, também em Me Chame Pelo Seu Nome) pousasse para um retrato. O que deveria durar poucos dias se prolonga, num interminável processo criativo – e de extravasar de emoções.

Numa cor ocre, o filme é biográfico – um retrato do próprio artista, da sua relação com as pessoas e com suas obras. E dos vínculos que se criam – ou se rompem – através da arte.

 

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