PLANETA DOS MACACOS – O CONFRONTO – Dawn of the Planet of the Apes

Cartaz do filme PLANETA DOS MACACOS – O CONFRONTO – Dawn of the Planet of the Apes

Opinião

Quem foi criança na década de 70 deve lembrar bem daqueles filmes e séries dos homens usando máscara de macacos dominando tudo. Eu me lembro bem, inclusive de sentir medo daquelas criaturas. Isso serve de alerta também para os filmes dessa nova geração de macacos, que veio para tomar conta do pedaço. Assim como Planeta dos Macacos – A Origem este novo filme, que já tem pré-estreia esta semana, também vai apavorar as crianças. Portanto, não é filme infantil – cometi este erro em 2011 e minha filha saiu horrorizada com a matança e maltrato aos animais.

Dito isso, vale seu ingresso. Planeta dos Macacos – O Confronto é a sequência, que promete ainda um final. Portanto, será uma trilogia, porque do jeito que a coisa termina, ainda não sei bem quem terá seu lugar ao sol. Depois da dramática luta entre humanos e macacos na Golden Gate no primeiro filme e da fuga deles para a floresta, um vírus se espalha, mata milhões de pessoas em todo o mundo e os animais usados para experiências genéticas mostram do que são capazes. Reconquistam seu habitat e recuperam o sentido de comunidade, sem esquecer o que de que os homens são capazes.

Liderados por Ceasar (Andy Serkis), o filme expõem a fragilidade de um sistema unilateral: quando não há possibilidade de convivência e a balança pende para um lado só, o jogo de forças acaba gerando guerra. É assim sempre, alguém tem que ceder. Com macacos e humanos não é diferente. Não deixa de ser um bom drama. E se quiser ir ainda um pouco mais longe, dá até pra pensar na questão da cadeia alimentar, dos predadores, da lei do mais forte, da sobrevivência, da genética, de até onde podemos ir com a ciência. Pena que ela sempre esbarra na ambição pelo poder ou da simples vingança – gatilhos bem comuns para o começo de guerras…

Em 3D, os efeitos especiais de Planeta dos Macacos – O Confronto ficam ainda mais interessante. Pensar que os animais são, na realidade, pessoas “vestidas” com um aparato tecnológico que transmite todas as expressões, gestos e sentimentos para finalizar e dar o toque especial aos animais, é impressionante. Parecem macacos “verdadeiramente humanos” – se é que você me entende!?

 

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