PEDRO E INÊS – O AMOR NÃO DESCANSA – Pedro e Inês

Cartaz do filme PEDRO E INÊS – O AMOR NÃO DESCANSA – Pedro e Inês

Opinião

Por Suzana Vidigal

“Agora, Inês é morta”, diz o ditado. Mesmo depois de ter sido brutalmente assassinada a mando do rei Afonso IV, depois que assume o reinado, seu amado, D Pedro, exige que seja feita a sua coroação. Ela se torna a rainha morta e eterniza essa história de amor impossível que aconteceu no século 14, em Portugal. Em Pedro e Inês – O Amor Não Descansa, Pedro e Inês são personagens não só nos castelos da Idade Média, mas personagens de uma história nos dias de hoje e em uma comunidade no futuro. Uma curiosa maneira de vincular um ao outro, independente do tempo.

Joana de Verona é sempre Inês e Diogo Amaral é sempre Pedro. As três histórias são contadas intercaladas, ambientadas cada uma na sua realidade, centradas em Pedro, no momento em que ele está num hospital psiquiátrico, tido como louco por ter viajado de carro com sua amada morta, Inês, dentro do carro. A loucura toma conta desse amor impossível, que permeia a fantasia de Pedro.

Pouco importa se são imagens de sua mente perturbada, mas o que o diretor e roteirista António Ferreira faz é criar versões da mesma trama, do Romeu e Julieta portugueses, inspirada em uma história real. E tem a sua força – na brutalidade das mortes, na permanência do amor de Pedro e Inês, apesar de tudo.

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