O DIA DO PERDÃO – Kippur

Cartaz do filme O DIA DO PERDÃO – Kippur
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Opinião

Filme de guerra, sobre qualquer guerra. Não entra no mérito de quem é a culpa, quem são as pessoas envolvidas, quem vence o conflito. Retrata simplesmente a matança desenfreada, a devastação e a tentativa de um grupo de soldados de salvar aqueles que ainda são encontrados com vida no front de batalha. Durante as cenas de resgate, parece até documental. O diretor israelense Amos Gitai (também de AproximaçãoFree Zone) participou da guerra em questão e conta o que viu e sentiu.

A guerra do filme é a do Yom Kippur, em 1973, em que as tropas da Síria e do Egito atacaram Israel de surpresa, bem no dia sagrado do Yom Kippur, Dia do Perdão. Bombardearam o Sinai e as Colinas de Golã, na tentativa de reaver os territórios perdidos na guerra de 1967. O que começa com um dia calmo, com ruas desertas, termina com bombardeios, mortos em trincheiras, granadas, campos devastados pelas marcas dos tanques de guerra, lama, sangue e morte. Não se vê combate, nem a cara do inimigo. A história que Amos Gitai conta é sobre dois soldados israelenses, que não encontram seu batalhão, acabam se juntando à equipe de um médico, que tem a insana e humanitária missão de percorrer os campos de batalha a procura de sobreviventes para tentar salvar essas vidas e não morrer.

O Dia do Perdão não é um filme de guerra normal, como tantos outros. Tive a impressão que os resgates são filmados para dar a impressão genuína da dificuldade, da aflição, do perigo. Tive a impressão de serem em tempo real, com planos demorados, repetitivos, numa sequência que se repete quantas vezes for preciso, até quando os soldados tiverem energia, até quando estiverem vivos. Independente do local, do nome, da época dessa guerra em si, este filme serve para todos os conflitos. E passe realmente uma sensação de completa desesperança.

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