MANCHESTER À BEIRA-MAR – Manchester by the Sea

Cartaz do filme MANCHESTER À BEIRA-MAR – Manchester by the Sea

Opinião

Normalmente as trajetórias que mais emocionam são aquelas que lidam com histórias de vida comuns. Gente como a gente, com suas encrencas pra resolver, com a vida virada de cabeça pra baixo e com relacionamentos complexos, com dor e ternura. Ou seja, vidas de verdade. Por isso é que Manchester À Beira-Mar é tão impactante. Não tem um só personagem herói; nem modelo. A gente mergulha no filme e veste a carapuça.

Lee Chandler (Casey Affleck, vencedor do Globo de Ouro pelo papel) é zelador de um prédio, faz seu trabalho sem fazer questão de ser simpático; é objetivo e frio, faz o mínimo necessário. Sujeito amargo. E triste. Até que recebe um telefonema dizendo que seu irmão faleceu. Tem que ir à Manchester se despedir e cuidar do que o irmão deixou – inclusive de seu sobrinho, que fica sob sua guarda. No decorrer da narrativa, vamos descobrindo quem é Lee, sabemos sobre seu passado e seu casamento com Randi (Michelle Williams, também em Entre o Amor e a Paixão, Namorados Para Sempre), de que fontes bebeu para ser tão duro consigo mesmo.

Não espere reviravoltas ou acontecimentos mirabolantes. A narrativa é sobre uma vida simples, sobre erros e acertos, sobre relacionamentos que não se esgotam, que precisam de tempo para serem digeridos e perdoados. Profundo e verdadeiro, principalmente a cena em que Michelle Williams revisita o passado. Que cena! O ano começa muito bem.

 

 

 

 

 

 

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