LOLO – O FILHO DA MINHA NAMORADA – Lolo

Cartaz do filme LOLO – O FILHO DA MINHA NAMORADA – Lolo

Opinião

Adoro o trabalho de Julie Delpy, ainda mais quando é multiplicado por três. Em Lolo: O Filho da Minha Namorada, é ela que escreve o roteiro, atua como protagonista e dirige. Multitarefa, mega competente.

Seus filmes têm uma pegada de realidade superinteressante do ponto de vista da mulher e dos relacionamentos. Melhor de todos é a trilogia Antes do Amanhecer, Antes do Pôr-do-Sol e Antes da Meia-Noite. Sempre tenho a impressão de que ela faz o papel dela mesmo, de que é autobiográfico, de que fala a língua (afiada!) das mulheres comuns, de que todo mundo se identifica com seus questionamentos (que são muitos)! E o mais legal 3 é que tem humor e a gente se diverte – praticamente, rindo de nós mesmas.

Lolo é quase uma caricatura do garoto-mimado-que-pertuba-o-namorado-da-mãe. Aqui, Julie é Violette, uma executiva do mundo da moda, divorciada e sem namorado, que não consegue engatar em nenhum relacionamento duradouro. Engraçada e espirituosa, tem uma melhor amiga também divertida, feita pela ótima Karin Viard (também em Lulu, Nua e Crua, A Família Bélier), que a acompanha nesse novo caso amoroso complexo.

Mas quem faz ser complexo é Lolo, filho de Violette. Jovem arrogante e dissimulado, apronta tudo que pode pra destruir o novo namorado da mãe e continuar sendo o único homem da sua vida. Bem divertido, bem gostoso de ver. Cinema de qualidade e inteligente, sem que para isso precise ser chato.

 

 

 

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