JOÃO, O MAESTRO

Cartaz do filme JOÃO, O MAESTRO

Opinião

Tem derrota na vida que desanima mesmo. Ter que se reinventar – ainda mais quando isso significa quase que tirar um coelho da cartola. Chega a ser desesperador. Sempre penso nos bailarinos que dependem das pernas pra trabalhar; se acontece alguma lesão grave, o natural é que o bailarino vire coreógrafo. E pianista, vira o quê? Vira maestro.

No caso de João Carlos Martins, pianista brasileiro reconhecido mundialmente, as ironias do destino foram muitas. Todas os incidentes que o levaram a deixar o piano lesionaram justamente suas mãos. Uma perfuração no braço atingiu um nervo que provocou a atrofia de três dedos; foi assaltado, levou uma pancada na cabeça que provocou sequelas neurológica, com reflexos importantíssimos onde? Nas mãos. Tudo isso a gente fica sabendo pelo olhar sensível e criterioso do diretor Mauro Lima, que também fez outras duas cinebiografias ótimas: Tim Maia e Meu Nome Não é Johnny.

As peças tocadas são todas gravações do pianista João Carlos, a gente é capaz de jurar que os atores (são três representando o pianista e maestro no decorrer da vida) é que executam, tamanha é a precisão dos movimentos das mãos. Superação é pouco quando a gente se dá conta de histórias como essa. A história é inspiração pra quem anda com pouca imaginação na hora de resolver os problemas da vida.

 

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