FREE ZONE

Cartaz do filme FREE ZONE
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Opinião

Filme feminino, em pleno conflito árabe-israelense – um assunto que automaticamente associamos a temas masculinos, como guerra, poder, violência. Assim como outros filmes como A Noiva Síria e Lemon Tree, as diferenças religiosas, desavenças territoriais e rixas históricas são mostradas através da alma feminina. Em Free Zone, elas são uma palestina, americana filha de israelense e uma judia que se encontram quase que por acaso: Rebecca briga com o namorado em Israel, entra no táxi de Hanna que não pode levá-la a lugar nenhum porque está indo para a Jordânia cobrar uma dívida. Cada uma com sua história, mas todas mulheres e mães. Como se isso bastasse quando se trata de solidariedade e identidade.

Na pele de três grandes atrizes, Free Zone é uma bonita história sobre a dificuldade de lidar com as diferenças e a facilidade de encontrar, até mesmo nas situações mais improváveis e mais controversas, pontos em comum, interesses parecidos, vontades semelhantes quando há boa vontade. Mesmo quando se trata do barril de pólvora que é o Oriente Médio. A cena das três cantando felizes no carro é emblemática – e emocionante.

Na pele de grandes atrizes como Natalie Portman (também em Cisne Negro, Nova York, Eu Te Amo, Closer – Perto Demais, Sexo sem Compromisso, As Coisas Impossíveis do Amor), Hiam Abbass (também em A Noiva Síria, Lemon Tree, O Visitante, Miral, Munique, Conversa com meu Jardineiro) e Hanna Laslo (melhor atriz em Cannes), o diretor israelense Amos Gitai (também em Aproximação, O Dia do Perdão) acerta no tom feminino, no que ele tem de mais humano e característico: a emoção, no choro de Rebecca; a teimosia, na insistência de Hanna; a maternidade, no pedido final de Leila. Assim como Caramelo e A Fonte das Mulheres, que também ajudam a construir quem são as mulheres do Oriente Médio.

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