FLORENCE – QUEM É ESSA MULHER? – Florence Foster Jenkins

Cartaz do filme FLORENCE – QUEM É ESSA MULHER? – Florence Foster Jenkins

Opinião

Meryl Streep acaba de fazer 67 anos e até cantar mal ela sabe fazer bem. Só pra lembrar alguns de seus personagens mais frescos na memória, ela já foi a bruxa na fábula Caminhos da Floresta, a mãe amarga em Álbum de Família, Margaret Thatcher em A Dama de Ferro, a cozinheira de mão cheia Julia Child em Julie & Julia, a freira sisuda em Dúvida, a chefe implacável em O Diabo Veste Prada, uma guitarrista em Ricki and the Flash e tantas outras mulheres em Pontes de Madison, As Horas, Kramer X Kramer.

Genuína camaleoa. Agora ela é uma cantora lírica norte-americana Florence Foster Jenkins, que herdou uma fortuna do pai, sonhava em ser cantora, mas era muito desafinada. Com ajuda do seu marido e empresário (Hugh Grant), consegue encontrar um lugar ao sol no show bizz dos anos 40, organiza audiências em sua casa e até contrata um professor para se aprimorar e apresentar-se no Carnegie Hall. A história é real e Florence se tornou um fenômeno – literalmente. Praticamente ao mesmo tempo, foi lançado outro filme sobre a cantora chamado Marguerite, transportando pra França a história da cantora.

Além de um figurino lindo e do elenco afinado – este sim! – Florence faz um retrato do comportamento da sociedade da época, mas que é, na realidade, atemporal. O público acolhe Florence, mesmo sabendo que ela cantava mal; o professor aceita seu generoso dinheiro, mesmo sabendo que a aluna não vai pra frente; o marido se beneficia dos luxos e mantém uma vida paralela. Cada um dança conforme a música e se nutre de ilusões para se encaixar na sociedade a qual deseja pertencer. Assim é. E Florence é, também, divertido – o que faz, sem dúvida, o programa valer o seu ingresso.

 

 

 

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