DESTINOS LIGADOS – Mother and Child

Cartaz do filme DESTINOS LIGADOS – Mother and Child

Opinião

Há alguns temas que exigem um cuidado extra para não cair no dramalhão. Adoção é um deles. Por isso a importância de algo diferente não só na direção, como também no roteiro. Talvez tenha sido essa referência das histórias interligadas a origem do título em português. Não gosto, acho clichê, mas transmite exatamente o que o filme é na prática: são três histórias diferentes, cujas protagonistas têm seus destinos ligados pela adoção. Prefiro o original Mother and Child, que transmite o que o filme é na sua essência: uma lição sobre a força da maternidade e, portanto, sobre o laço familiar, em contrapartida à solidão que a sua falta pode causar.

São três fios condutores que, de alguma maneira, terão alguma relação no decorrer da história – embora isso demore um pouco para ser delineado, o que prende a atenção e torna o filme interessante. São eles: uma adolescente tem um filho aos 14 anos, coloca-o para adoção e vive uma vida amarga, arrependida, de uma relação com a maternidade frustrada e vazia. Vida vazia também vive a jovem e competente advogada, que prefere não estabelecer vínculos afetivos, talvez por nunca tê-los vivido. Há ainda uma terceira mulher, casada, que deseja ser mãe, mas não pode ter filhos. Opta pela adoção, que mexe com a estrutura familiar de uma maneira irreparável.

Com sensibilidade, o diretor tece uma rede de relações humanas, lideradas por mulheres que têm, nas relações originadas pela maternidade, o seu norte. As relações truncadas dentro de cada uma delas conduzem a um desfecho bonito sobre um tema tão delicado.

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