DE ONDE EU TE VEJO

Cartaz do filme DE ONDE EU TE VEJO

Opinião

Escrevo no dia em que Domingos Montagner se despediu. Assisti já há algum tempo, fiquei com o filme na lembrança. Casados há vinte anos, Ana Lúcia e Fabio resolvem se separar. Ela resolve. Ele não quer. Ela diz que tem mania de querer novidade, que o fim é sempre o começo de algo, que não dá pra querer sempre a mesma coisa. Ele diz que não, que mudou muito durante o tempo, mas que continua igual. Que funciona, que a vida segue em mudança contínua e que é preciso olhar para o que foi construído.

Os personagens de Denise Fraga e Montagner se separam, mas continuam a viver perto: se veem da janela do apartamento, enquanto pensam como mudaram e como continuam iguais. Na essência. O resto, é bom que mude mesmo, alimenta o casamento. Singelo e verdadeiro, fala da crise das fases que pedem transformação. Depois de refletir, Ana Lúcia percebe que “as histórias infelizes é que são todas iguais; as felizes não, são felizes cada uma à sua maneira”. E é aí que mora a beleza do relacionamento.

Grande perda. Além de De Onde Eu Te Vejo, Montagner filmou também Um Namorado para Minha Mulher, com Ingrid Guimarães e Caco Ciocler, ainda em cartaz, Vidas Partidas e Gonzaga, De Pai pra Filho.

 

 

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