CONSPIRAÇÃO E PODER – Truth

Cartaz do filme CONSPIRAÇÃO E PODER – Truth

Opinião

Em inglês é Truth – e o título é bem bom. Dizem que um fato tem sempre  três verdades: uma de um lado, outra do lado oposto e a verdade em si. Uma delas prevalece e, em caso de dúvida, conspiração ou jogo de poder, a chance da verdade verdadeira ficar à deriva é grande. Aí o jogo é sempre do “salve-se quem puder”.

Nesses tempos de tantas meias-verdades e mentiras, acho que o título poderia ter sido traduzido literalmente. Mas Conspiração e Poder não deixa de ser conveniente. Afinal, o que começa com certo e líquido se torna nebuloso, duvidoso e portanto uma inverdade.

O filme se passa em 2004, na redação de um importante veículo de imprensa americano, a CBS. Cate Blanchet (também em Carol, Blue Jasmine, Babel) é Mary Mapes, produtora do programa 60 Minutes. Ela apura que o presidente dos Estados Unidos naquela época, George W. Bush, teria usado um pistolão para se safar do serviço militar quando era jovem, durante a Guerra do Vietnã. Acontece que ela não tem tempo hábil para confirmar a autenticidade dos documentos que comprovam essa informação e o âncora do programa, o apresentador Dan Rather, na pele do sempre impecável Robert Redford (também em Até o Fim, Entre Dois Amores), concorda em colocar a matéria no ar.

Em se tratando de jornalismo investigativo, a gente está vendo que as provas têm que ser concretas e não podem suscitar dúvidas. Os blogueiros de plantão questionam a veracidade das informações e a carreira de Dan e Mary é coloca à prova. Esta é mais uma história real do jornalismo que deixa sua marca na política e vice-versa. Pode assistir. Além de superatual nessa questão da busca pela verdade e da interferência do privado no público, é cinema de qualidade, com um elenco de primeira categoria. Daqueles filmes que ajudam a gente a entender o nosso mundo.

 

 

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