COMO ESQUECER

Cartaz do filme COMO ESQUECER

Opinião

 

“Você conhece alguma coisa mais real do que um fantasma?”

 Júlia, personagem de Ana Paulo Arósio

Pensando no fantasma da companheira que a abandonou depois de anos de relacionamento, Júlia (Ana Paula Arósio) sofre com a perda e a falta de Antônia e tem dificuldade de retomar a rotina. Fecha-se física e emocionalmente e conta com os amigos Hugo (Murilo Rosa) e Lisa (Natália Lage), que também passam por crises amorosas naquele momento, para voltar à ativa. Em Como Esquecer, a temática do relacionamento homossexual é o mote do filme, não só em Júlia, mas também em Hugo, cujo companheiro faleceu há pouco tempo. Há diálogos interessantes, principalmente no que diz respeito à rigidez de Júlia, à dificuldade de se abrir e deixar as pessoas entrarem na sua intimidade. Mas também senti falta de naturalidade em algumas cenas como as que a professora universitária Júlia contracena com sua aluna, Carmem Lygia (Bianca Comparato). Por essas e outras, fiquei um pouco cansada de Júlia e suas lamentações.

Como esquecer me fez lembrar de outro filme nacional, com o mesmo tema, O Começo do Fim, que fala do relacionamento homossexual entre dois meio-irmãos. Achei curioso notar que ambos os filmes têm uma preocupação com o luz e o fazem muito bem – principalmente nas cenas em que Júlia repassa os momentos com Antônia em uma viagem. Repare na produção sob esse prisma – tem um toque bonito. Mas que Como Esquecer não me tocou. Veja o trailer abaixo e talvez você entenda melhor do que eu estou falando.

 

 

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