BOHEMIAN RHAPSODY

Cartaz do filme BOHEMIAN RHAPSODY

Opinião

Independente de seguir à risca a incrível história do menino filho de indianos, que nasceu em Zanzibar, foi educado na Índia em um internato inglês, mudou-se pra Londres aos 17 anos com a família fugindo da revolução civil, desenvolveu seu talento musical e fundou a banda inglesa Queen em 1970 – que dispensa apresentações -, Bohemian Rhapsody é sensacional.

Por vários motivos. O primeiro deles é porque faz dançar, cantar e emocionar. Quem viveu os anos 1980 já entendeu. Coloca o espectador dentro dos concertos, revisita a emoção que a figura irreverente e carismática de Freddie Mercury, nascido Farrokh Bulsara, transmitia no palco. Depois porque conta, para as gerações mais jovens a história de um ícone – e conta com emoção, com reconstituição de época, com o enfoque da cena musical da época e da realidade de quem fazia música na era pré-digital – por assim dizer. Conta para fazer saber e pra entreter – cinema serve pra tudo isso, sem distinção ou gradação. Quem assiste, sente como quer. Cinema é democrático.

Por tudo isso, já vale. Ver e rever. Mas o que é imperdível mesmo é a atuação de Rami Malek (também da série Mr. Robot), que veste e incorpora Freddie Mercery sem retoques, o que é muito impressionante para um personagem tão particular como o líder do Queen. Sem ele, qualquer outro motivo seria irrisório e entraria do hall das cinebiografias dentro da caixa. Bohemian Rhapsody, assim como a música que dá nome ao título, não é encaixotada.

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