BOA SORTE

Cartaz do filme BOA SORTE

Opinião

Primeiro filme que me veio à cabeça quando começa Boa Sorte é O Lado Bom da Vida, com Jennifer Lawrence e Bradley Cooper, em que dois jovens se apaixonam, num romance recheado de muita medicação e ansiedade. Depois me lembrei de Bicho de Sete Cabeças, com Rodrigo Santoro, em que há desamor, em que os pais internam o filho num hospício e o abismo entre a vida normal e a loucura fica ainda maior. As referências são muitas e casos reais, mais numerosos ainda. Por isso a leitura de Carolina Jabor, nesse seu primeiro longa, é tocante e tão delicada.

Premiado no Festival de Paulínia, Boa Sorte conta a história da jovem Judite, na pele da ótima Deborah Secco – aliás, vale dizer que ela nunca esteve tão bem. Soropositiva, está internada numa clínica de reabilitação, depois de ter detonado sua vida com todas as drogas possíveis e já ser considerada um caso perdido. Lá conhece João, representado pelo também ótimo João Pedro Zappa, um rapaz tímido que é viciado em remédios para ansiedade. Sim, isso é mais comum do que imaginamos. Juntos, descobrem um mundo em que o amor surge das cinzas, mas com possibilidade de mudar a perspectiva de vida.

Adaptado do conto de Jorge Furtado “Frontal com Fanta” – esse nome é espetacular e você vai entender depois que assistir a Boa Sorte – ficou muito bom na telona: um texto enxuto, que não enrola e escolhe as palavra a dedo, uma fotografia singela e reveladora, um enredo humano e transformador.

Leve seu jovem ou adolescente para assistir (indicação é 16 anos). Eu levei, eles curtiram, se emocionaram e entraram em contato com o mundo das drogas quando ela já toma conta da vida de alguém e as famílias já estão esfaceladas. Vale seu ingresso – e um bom papo depois que o filme acabar.

 

 

 

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