BENZINHO – Loveling

Cartaz do filme BENZINHO – Loveling

Opinião

O título Benzinho já remete à afetividade familiar, à comunicação corriqueira, à intimidade familiar. “Benzinho é como meus pais chamam ou ao outro”, conta o diretor Gustavo Pizzi (também de Riscado) na coletiva de imprensa, quando perguntei sobre a curiosa escolha do nome do filme. Ao lado da ex-mulher Karine Teles, escreve este longa um tanto intimista. “Tem muito sobre nós, mas não é biográfico.”

Isso pouco importa. Mesmo se fosse, a beleza de Benzinho está justamente no oposto disso. Pode até ser a história de alguém, mas é, acima de tudo, a história de todo mundo. Inclusive, foi apresentado em Sundance, em Roterdã e outros tantos festivais. E bem aceito, claro. Fala a linguagem universal da família, seus perrengues e desafios, o afeto e o desafeto, a maternidade e o tal “padecer no paraíso”. A luta nossa de cada dia.

E tem, claro, muito da mulher. Karine Teles (também em Que Horas Ela Volta?, Fala Comigo) é Irene, a mulher comum, praticamente invisível, igual a todas. Sua vida familiar, sua tentativa de ter vida própria, seu desafio de ver um filho ir embora e ser independente, seu amor pela irmã. Benzinho carrega essa intimidade no nome, no texto, no humor, no cenário, na vida que segue apesar de tudo – ou graças a tudo. Uma delicadeza.

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