ALGUÉM TEM QUE CEDER – Something’s Gotta Give

Cartaz do filme ALGUÉM TEM QUE CEDER – Something’s Gotta Give

Opinião

Uma das boas comédias românticas que todos já devem ter visto. Vale rever, são sempre situações engraçadas, diálogos divertidos e interessantes (verdadeiros, por assim dizer), com uma dupla muito empática – e simpática. Volto a falar de Jack Nicholson (também em O Iluminado, Um Estranho no Ninho, Antes de Partir) e Diane Keaton (também em Uma Manhã Gloriosa, Manhattan, a trilogia O Poderoso Chefão). Vale dizer que a diretora Nancy Meyers tem uma filmografia voltada mesmo para esse tipo de comédia, como por exemplo O Filho da Noiva 1 e 2, Operação Cupido, Simplesmente Complicado, entre outras. Parece ser essa a sua especialidade – e no que ela se propõe, gosto muito do humor, da discussão sobre as relações e as idades.

A saber: Harry é um sujeito mulherengo com 63 anos, solteiro inveterado, contra a monogamia por definição; Erica é divorciada, dramaturga bem sucedida, acostumada a viver sozinha, já enferrujada nas relações. Mas é por Marin (Amanda Peet, também em Sentimento de Culpa, 2012, Syriana), filha de Erica, que Harry se interessa. Claro que as coisas não acontecem como esperado, a idade provoca um ataque cardíaco e ele tem de ficar sob os cuidados de Erica por um tempo. O que muda tudo.

A sequência é divertidíssima. Gosto muito de Diane Keaton, muito embora ela tenha estado “fora de forma” nesse último Uma Manhã Gloriosa. Com caras e bocas, muita risada e muito choro (até isso é engraçado), a relação entre os dois acontece, se ajusta e desajusta, assim como acontece com os ajustes que a idade impõe. Já tenho falado bastante de Jack Nicholson em outros filmes, que prescinde de apresentações – é sempre irreverente e divertido. Alguém tem que ceder, é verdade. Mas eu diria que isso se aplica a qualquer idade, ou não?

Comentários